thumb|left|200px|Arapoti, conhecida como campos floridos.
A história de Arapoti tem sua origem na histórica Fazenda Jaguariaíva do lendário povoador destas paragens, coronel Luciano Carneiro Lobo, cujos campos eram ocupados por criatórios de gado e serviam como pouso para tropas vindas do Sul, em consequência do tropeirismo no Paraná. O Coronel Luciano Carneiro Lobo adquiriu a fazenda Jaguariaíva em 1795 e em 15 de setembro de 1823 a Fazenda Jaguariaíva foi elevada à categoria de Freguesia.
Através da Lei Municipal n.º 2, de 8 de outubro de 1908, foi criado o Distrito Judiciário de Cerrado, no município de Jaguariaíva. A localidade de Cerrado foi uma das primeiras a ser povoada no então território do futuro município de Arapoti e teve alavancado seu desenvolvimento a partir de 1910. Em 1910 foi instalado a serraria e fábrica de papel da Southern Brazil Lumber & Colonization Companye, e, logo depois, em 1912, chegou o Ramal Ferroviário do Paranapanema, que, atravessou a fazenda Capão Bonito e possibilitou a fixação de moradores em torno da estação ferroviária de nome "Cachoeirinha". thumb|200px|Antiga capela católica de madeira em Arapoti. Vivendo os ciclos econômicos do café produzido em grande escala na região do Norte Pioneiro do Paraná, e o ciclo da madeira, recebeu, a partir de 1916, imigrantes de origem espanhola e polonesa.
Os imigrantes espanhóis vieram, na sua grande maioria da Região Autônoma da Galiza, especialmente do lugar chamado Fontearcada, na província de Ourense. Vindos para trabalhar na agricultura, plantavam cereais e hortaliças, e ainda se dedicavam à criação de animais. Parte da produção utilizavam na subsistência da família e outra parte comercializavam nas vilas de Cachoeirinha e da Fábrica de Papel. As famílias espanholas formaram praticamente uma colônia, próximo aos bairros KM 34, Km 39, Capão Bonito e Tigrinho. Entre tantas famílias, residiam as famílias Trigo, Campos, Moinhos (ou Molinos), Perez, Moura, Dias, Esteves, Vasquez, Valência, Galante, Alvarez, Rodrigues, Barros, Martinez e Pena.
A maioria das famílias polacas chegaram a Arapoti no início do século XX e formaram colônias nos bairros KM 34 e Capão Bonito, Cerrado das Cinzas e KM 39. Entre os imigrantes, residiam as famílias Vendrechoski, Romanoski, Zelazowski, Wsolek, Pietroski, Buniowski, Levandowski, Michalowski, Kiuteka, Turkiewicz, Nieviandonski e Trzaskos.
Em 1925 entrou em operação a "fábrica-mãe", unidade industrial fabricadora de papel que mais tarde daria origem a Inpacel. Em 1929 foi construída uma capela católica, toda feita em madeira, que recebeu como padroeiro São João Batista.
Com o Decreto-Lei n.º 2.556, de 18 de dezembro de 1933, foi alterado a denominação de Cerrado para Cachoeirinha. Em 7 de março de 1934, Cachoeirinha passou a ser Distrito Administrativo de Jaguariaíva. Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Cachoeirinha passou a denominar-se Arapoti e o de São José a denominar-se Calógeras, em homenagem a João Pandiá Calógeras.
Pela lei estadual n.º 253, de 26 de novembro de 1954, os distritos de Arapoti e Calógeras desmembraram-se do município de Jaguariaíva para formar um novo município. Foi instalado como município e cidade de Arapoti em 18 de dezembro de 1955. thumb|200px|left|Cooperativa Agrícola de Arapoti. Em 1960, foi a vez da imigração holandesa no município. Com a instalação de uma colônia holandesa formada por produtores rurais que visavam principalmente a produção de leite, foi possível fundar uma cooperativa, que deu origem a Cooperativa Agro-Industrial (CAPAL), integrante do grupo ABC do complexo Batavo. A partir da década de 1970 a cooperativa expandiu sua atuação e recebeu também muitos cooperados brasileiros. A iniciativa transformou o município de Arapoti em um pólo de alta tecnologia em agricultura e pecuária, com destaque para a produção de soja, milho, trigo, suínos, frangos e gado holandês leiteiro de alta linhagem.
Em 2 de dezembro de 1968 foi fundada a Cooperativa de Eletrificação Rural Arapoti Ltda, que passou a ser a Cooperativa de Infraestrutura de Arapoti - Ceral, e posteriormente Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica de Arapoti - Ceral-Dis, que foi responsável por levar a energia elétrica para a área rural.
Em 8 de dezembro de 1987 foi criada a comarca de Arapoti, por meio da Lei nº 8623, sendo instalada em 5 de novembro de 1988, compreendendo também o Distrito Judiciário de Calógeras, e tendo como primeiro juiz de direito Salvatore Antônio Astuti.
Em agosto de 1992 foi inaugurada a Arapoti Indústria de Papel S.A. (antiga Inpacel Indústria Ltda.). Com a instalação da unidade, fez surgir no município uma das mais modernas indústrias papeleiras do país na época. A unidade produz papéis revestidos de baixa gramatura e fibras termomecânicas de alto rendimento para mercado, sendo o papel utilizado para impressão de revistas e catálogos. A Inpacel foi comprada pela International Paper e, posteriormente, pela Stora Enso. Em 2007 a Stora Enso fechou parceria com a Arauco do Brasil, vendendo 20% da unidade fabril, 80% da unidade florestal e 100% da serraria. Em 2015 a chilena Papeles Bio Bio, atual BO Paper, adquiriu 80% da unidade industrial de Arapoti, o mesmo grupo que havia adquirido anteriormente a Pisa Papel de Imprensa S/A de Jaguariaíva, entre 2013 e 2014.
Ver também História do Paraná Arapoti
Ligações externas História de Arapoti no Site Oficial do Município (em português) Categoria:Arapoti Arapoti