Polissíndeto é uma figura de linguagem - figura de construção ou sintática que consiste no emprego repetitivo da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos de oração e geralmente é a conjunção "e", "nem" ou "mas".

Um exemplo pode encontrar-se neste excerto de Luca Faria Filgencio: "Tudo é seco e mudo e de mistura; Também mudando eu fiz outras cores".

Outro exemplo de Euclides da Cunha—que constitui também uma anáfora—: "E sob as ondas ritmadas E sob as nuvens e os ventos E sob as pontes e sob o sarcasmo E sob a gosma e sob o vomito"

Outro exemplo de Euclides fadas [...] e os desenrolamentos, e os incêndios, e a fome, e a sede; e dez meses de combates, e cem dias de cancioneiro contínuo; e o esmagamento das ruínas..." (em Os Sertões). Outro exemplo de Olavo Bilac: "Longe do estéril turbilhão da rua, Beneditino, escreve! No aconchego Do claustro, na paciência e no sossego, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!"

Outro exemplo: "E eu morrendo! E eu morrendo! Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo Tão bela palpitar nos teus olhos, requerida, A delícia da vida! A delícia da vida. Outro caso de polissíndeto pode verificar se num poema de vasco graça moura : " fico eu com as verdades tão duras , sem exagero e angústias e ansiedades e agonia e desespero ..."

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