Combretaceae é uma Família botânica pertencente à ordem Myrtales, que incluí 20 gêneros e cerca de 600 espécies. No Brasil, encontram-se 5 gêneros, dentre estes Combretum e Terminalia, 64 espécies sendo 13 endêmicas, 2 subespécies e 2 variedades. Algumas se desenvolvem em manguezais como os gêneros Conocarpus, Laguncularia e Lumnitzera.

Descrição (características morfológicas) Predominantemente árvores e lianas. Não possuem estípulas ou, por vezes, estas são inconspícuas. Folhas alternas ou opostas, inteiras e peninérveas com nectários na base do pecíolo. Em relação à inflorescência podem ser em forma de espiga ou racemosas; flores bi ou unissexuais e actinomorfas. As sépalas são 4-5, imbricadas ou valvares e podem ser livres ou unidas a base. As pétalas são 4-5, ou, por vezes, ausentes e ainda podem ser livres, imbricadas ou valvares. Apresentam flores monoicas, poligâmicas ou dioicas, com estames 8-10, anteras rimosas e bastante discreta. Os ovários apresentam 2-5 carpelos, possuem nectários no ápice, normalmente, uniloculares e apenas um óvulo se desenvolve por funículo. Apresentam frutos monospérmicos, drupóide ou samaróide que podem ou não ser alados.

Distribuição geográfica Distribuem-se em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, se distribuem por todas as regiões, sendo a Norte e Nordeste as que apresentam as maiores concentrações, respectivamente.

Adaptações/caracteres evolutivos Muitas espécies de Combretaceae apresentam adaptações á zonas áridas.

Reprodução As flores são visitadas por aves e insetos que buscam principalmente o néctar. Em casos como o do fruto do Laguncularia, a água funciona como principal dispersor, talvez, devido a sua característica esponjosa. Em algumas espécies, os dispersores são animais, seguidos pela água, especialmente frutos carnosos e indeiscentes. Há também alguns casos de dispersão pelo vento.

História Em relação à evolução do grupo, estas estão inseridas na Ordem Myrtales devido a estudos moleculares, já que apresentam características distintas das demais famílias do grupo, tais como o ovário, com apenas um lóculo e óvulos pendentes.

Importância econômica A madeira de algumas espécies de Combretaceae é bastante apreciada na marcenaria e na carpintaria devido à característica rigidez, como ocorre em Terminalia ivorensis A.Chev.. Outras como o Jasmim-da-índia (Quisqualis indica Linn.) são apreciadas na ornamentação, neste caso específico, as flores são capazes de mudar de cor: nascem brancas e se tornam avermelhadas, o que as torna bastante atrativas. Já a Terminalia catappa Linn., além do paisagismo, é importante na utilização alimentícia e medicinal, sendo seus frutos bastante contemplados, estes, também são usados na fabricação de remédios caseiros e óleos finos; suas folhas tem larga utilização em medicamentos fitoterápicos e em tratamentos em locais de criação de peixes.

Potencial ornamental A Quisqualis indica Linn. (Jasmim-da-índia) é amplamente utilizada na ornamentação assim como Terminalia catappa Linn. e a Combretum fruticosum Loeft.

Conservação

Dentre as espécies de Combretaceae ameaçadas de extinção encontram-se Buchenavia pabstii (Marquete e Valente), Buchenavia rabelloana (N.F.Mattos) e Terminalia acuminata (Fr. All.) Eichl., de acordo com a Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Gêneros Anogeissus Buchenavia Bucida Calopyxis Combretum Conocarpus Dansiea Getonia Guiera Laguncularia Lumnitzera Macropteranthes Melostemon Pteleopsis Quisqualis Ramatuela Kunth Strephonema Terminalia Terminaliopsis Thiloa Eichler

Ocorrem no Brasil: Buchenavia, Combretum, Conocarpus, Laguncularia e Terminalia.

Referências

Souza, Vinicius Castro e Lorenzi, Harri: Botânica sistemática - guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira, baseado em APG II. Instituto Plantarum, Nova Odessa SP, 2005. ISBN 85-86714-21-6 Royal Botanic Gardens, Vascular Plants Families and Genera - acesso em 07 de junho de 2013 - acesso 12 de junho de 2013 - acesso 12 de junho de 2013 Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. Disponível em: - acesso a 14 de Junho de 2013.

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