Soneto 24 foi escrito por William Shakespeare e faz parte dos seus 154 sonetos. Utiliza o conceito renascentista de olho e coração.
Traduções Na tradução de Thereza Christina Rocque da Motta,
Meus olhos brincaram de pintar-te, e lançaram A forma de tua beleza sobre a tela do meu coração; Meu corpo é a moldura onde está contida, E a perspectiva é a melhor arte do pintor; Pois através do artista deves constatar seu talento Para perceber onde está tua verdadeira imagem retratada, Que, no espaço dentro do peito ainda está dependurada, Onde teus olhos são janelas lustradas. Agora vê que bem fizeram mudar de olhos: Os meus desenharam a tua forma, e os teus para mim São as janelas em meu peito, por onde o sol Deleita-se em admirar, vendo-te dentro de mim. Embora os olhos queiram exibir a sua arte – Pintam só o que vêem, sem conhecer o coração.Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264
Referências
Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916. Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950. Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977. Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881. Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952. Schoenfeldt, Michael (2007). The Sonnets: The Cambridge Companion to Shakespeare’s Poetry. Patrick Cheney, Cambridge University Press, Cambridge. Tyler, Thomas (1989). Shakespeare’s Sonnets. London D. Nutt. Vendler, Helen (1997). The Art of Shakespeare's Sonnets. Cambridge: Harvard University Press.
Ligações externas Análise do soneto
Categoria:Sonetos de William Shakespeare