Rafael Marques de Morais (Luanda, 31 de agosto de 1971) é um jornalista investigativo e ativista político de Angola que se tornou internacionalmente conhecido por seus relatos sobre a indústria de diamantes e a corrupção no governo de Angola. Mantém um website anticorrupção denominado Maka Angola.
Atividades Entre 1998 e 2004 trabalhou para a Open Society Foundations, do magnata George Soros, em projetos de apoio a educação, comunicação social, democracia e direitos humanos em Angola, atuando em colaboração com o Ministério da Educação do país. Em janeiro de 2005, desligou-se da Open Society.Rafael Marques termina mandato na Open Society. 29 de janeiro de 2005.
Por duas vezes, o jornalista foi processado em razão da atividade jornalística. Na primeira vez, a ação foi movida pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após a publicação do artigo "O baton da ditadura", em 2000.O "bâton" da ditadura. Público, 1º de abril de 2000. No texto, Marques responsabiliza Santos pelo "descalabro das instituições do Estado", acusando-o de promover a incompetência, o peculato e a corrupção "como valores sociais e políticos." Por essas acusações, Rafael Marques foi condenado a seis meses de prisão. Já na cadeia, o jornalista recusou alimentar-se durante vários dias em protesto por ter sido impedido pelas autoridades de se encontrar com a sua advogada e com a sua família. Mais tarde, foi colocado em liberdade sob fiança, mas a polícia impediu-o de sair do país ou falar com jornalistas. Alguns anos depois, foi novamente processado, agora em Portugal, por difamação, em razão das denúncias contidas em seu livro Diamantes de Sangue. A ação foi movida pela Sociedade Mineira do Cuango Ltda. - empresa sediada em Luanda e que explora diamantes na bacia do rio Cuango, na província de Lunda Norte - e pela Teleservice, uma empresa de segurança privada. O processo acabou sendo arquivado em 2013, por falta de provas, a pedido do Ministério Público português.Vitória para Rafael Marques e Tinta-da-China em Portugal. Deutsche Welle, 12 de fevereiro de 2013
Mais recentemente, Marques foi novamente processado em razão do conteúdo de seu livro, "Diamantes de Sangue". Dessa vez, a principal acusação é "denúncia caluniosa" contra o presidente José Eduardo dos Santos, sendo que ação foi movida por sete generais, dentre os quais Hélder Vieira Dias Kopelipa, ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente República de Angola, e dois antigos chefes do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, João de Matos e Armando da Cruz Neto. Rafael Marques foi a julgamento em 24 de março de 2015 no Tribunal Provincial de Luanda.Rafael Marques "calmo" e "preparado" para julgamento em Angola. Deutsche Welle, Porém, o julgamento acabou sendo suspenso até ao dia 23 de abril, porque foram apresentadas novas queixas sem que o arguido tivesse sido notificado.Angolan journalist faces further charges over blood diamonds claims, The Guardian, 25 de março de 2015.Livro “Diamantes de Sangue” registou 15 mil partilhas em menos de 48 horas. Observador, 25 de março de 2015.
Publicações Livro Diamantes de Sangue - Corrupção e Tortura em Angola. Tinta da China, 2011. ISBN 9789896710859 240 p. Artigos O "bâton" da ditadura. Público, 1º de abril de 2000. Presidência da República: O Epicentro de Corrupção em Angola. Maka Angola, 2 de setembro de 2010 'No politician, however strong, will stop me doing my job', The Guardian, 11 de novembro de 2014.
Prémios Civil Courage Prize 2006 Ver também Corrupção em Angola Diamantes de sangue Isabel dos Santos Lev Leviev
Ligações externas Website Maka Angola Biografia de Rafael Marques de Morais
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