miniaturadaimagem|O realismo ingênuo argumenta que percebemos o mundo diretamente Realismo ingênuo, também conhecido por "Realismo directo" ou "realismo de senso comum", um realismo distinto do realismo científico, acredita que o que percebemos directamente corresponde ao que as coisas são realmente. Os nossos sentidos dão-nos directamente o mundo.

Todos os objectos são compostos de matéria que ocupa espaço. E são suas propriedades o volume, a forma, a cor, e por aí fora. Ao arrepio da ciência, garante que os objectos possuem as cores que nós percebemos através dos nossos sentidos.

O debate filosófico e científico Um realista ingénuo comporta-se como se ignorasse o debate filosófico sobre a natureza da experiência consciente. Na sequência do pensamento de René Descartes, John Locke, George Berkeley, David Hume e Immanuel Kant, o mundo que vemos não é o mundo real, mas apenas a percepção da representação interna desse mundo gerado pelo cérebro.Daniel Kolak e Raymond Martin – Sabedoria sem respostas: Realidade. Temas e Debates, 2004

Para os filósofos da mente contemporâneos e cientistas cognitivos, o realismo de Kant é tão ingénuo como o realismo de senso comum. B. Stroud, The Significance of Philosophical Skepticism (1984) [] A realidade é um compósito formado pela realidade última e pelas construções dos sentidos e do cérebro. A realidade não está só de um lado, do lado do mundo ou do lado da cabeça das pessoas.John R. Searle – A Redescoberta da mente: haverá algum problema com a psicologia popular? Instituto Piaget, 1992

Ainda assim, o último ponto de vista está longe de ser consensual. A teoria dos dados dos sentidos e o argumento da ilusão defendem que, o que percepcionamos, não são as próprias coisas em si mas os dados dos sentidos. Os dados, por vezes, podem ser apenas ilusões. Estas teorias dizem-nos que nunca saberemos como será a realidade última das coisas. O arco-íris é um exemplo de ilusão perceptiva. Faz parte da natureza da percepção não haver uma posição a partir da qual podemos saber se os dados dos sentidos correspondem ao mundo ou não.M.R.Bennett e P.M.S. Hacker – Fundamentos filosóficos da Neurociência. Instituto Piaget, 2005

O realista ingénuo não nega que haja ilusões de percepção, mas reivindica que os objectos, que percepcionamos de uma forma imediata e directamente, estão mesmo lá fora e não na mente. A mente produz as alucinações, as ilusões, e as imagens dos sonhos.

Realismo direto e indireto A questão do realismo direto ou "ingênuo", em oposição ao indireto ou realismo "representacional", surge na filosofia da percepção e da mente para fora do debate sobre a natureza da experiência consciente. A questão epistemológica de que se o mundo que vemos ao nosso redor é o mundo real em si ou simplesmente uma percepção da cópia interna desse mundo gerado por processos neurais no cérebro.Lehar, Steve. (2000). Naïve Realism in Contemporary Philosophy , The Function of Conscious Experience.

Ligações externas

Naïve Realism and the Argument from Illusion (em inglês) Epistemological Problems of Perception – Stanford Encyclpedia of Philosophy (em inglês) Rafael Claudio Guisolfi – A crítica de Hegel ao realismo ingénuo Robert Sekuler e Randolph Blake – Percepção. A Arte de Pensar Sense-data – Stanford Encyclpedia of Philosophy (em inglês) Scientific Realism - Stanford Encyclpedia of Philosophy (em inglês) Gomatam, Ravi.(2004).Physics and Commonsense - Relearning the Connections in the Light of Quantum Theory

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