Américo da Silva Amarelhe (Porto, 27 de dezembro de 1889 — Lisboa, 3 de abril de 1946), mais conhecido simplesmente por Amarelhe, foi um caricaturista, pintor e cenógrafo que se destacou no meio teatral de Lisboa como cenógrafo de algumas das mais bem sucedidas produções das primeiras décadas do século XX e como caricaturista dos artistas e autores da época. Verdadeiro cronista gráfico, dedicou-se quase em exclusivo, durante a sua curta carreira, a retratar e caricaturar a gente do meio teatral, desde actores, músicos, empresários e técnicos a dramaturgos. Tem colaboração artística em diversas publicações periódicas, como é o caso de O palcoO palco : revista teatral (1912) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1912) O Século CómicoO século cómico : suplemento humorístico de o século (1913-1921) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1913-1921), Sempre fixeSempre fixe : semanario humoristico (1926-1932) [cópia digital, Hemeroteca Digital] iniciado em 1926, e o Diário de Lisboa : edição mensalDiário de Lisboa : edição mensal (1933) [cópia digital, Hemeroteca Digital] (1933).

Biografia Nasceu na freguesia da Vitória, na cidade do Porto. Era filho de José Amarelhe, natural de Coucieiro, na Galiza e de Joaquina da Silva, natural de Fornelos, do concelho de Cinfães. Nunca casou nem teve filhos.

Desenhou para a revista Galeria Artística duas séries de caricaturas de actores, actrizes, maestros, escritores e empresários ligados ao teatro lisboeta. Demonstrando poder de síntese, conseguiu registar em traços simples o temperamento dos retratados.

Amarelhe faleceu em Lisboa, na freguesia da Encarnação, vítima de miocardite crónica. Jaz no Cemitério do Lumiar, na mesma cidade.

Ligações externas

Obras de Américo da Silva Amarelhe na Biblioteca Nacional de Portugal

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