D. José da Cunha Grã Ataíde e Melo, 3.º conde de Povolide (Lisboa, – ) foi um administrador colonial português. Foi governador da Capitania de Pernambuco entre 14 de abril de 1768 e 3 de outubro de 1769; e da Capitania da Bahia, de 11 de outubro de 1769 a 3 de abril de 1774, além de ter sido gentil-homem da câmara da rainha D. Maria I e presidente do Senado da Câmara de Lisboa, de 1786 a 1791.

Foi igualmente provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e, em 22 de Agosto de 1785, é um dos 12 irmãos da referida instituição que foram escolhidos para assistir à primeira extração da lotaria que se iniciava, pela primeira vez, no dia 1 de Setembro de 1785Catálogo de Decretos, Avisos e Ordens (séc. XVI e XIX), Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Arquivo Histórico, 2011.

Dados Genealógicos Filho de D. Luís Vasques da Cunha e Ataíde, 2.º conde de Povolide, fidalgo da Casa do Infante D. António, capitão de infantaria de um dos regimentos da Corte em 1735, presidente da Junta do Tabaco em 1749, e de D. Helena de Castelo Branco, filha dos Condes de Valadares.

Casou com D. Maria da Silva, filha do 6º conde de Aveiras e 1º marquês de Vagos.

Deste casamento houve geração, nomeadamente o 11.º senhor de Povolide e 4.º e último conde de Povolide, Luís José da Cunha Grã Ataíde e Melo (03.09.1778 - 11.07.1833) e António da Cunha Grã Ataíde e Melo, 1.º conde de Sintra, nascido a 26.10.1784, ambos falecidos sem descendência, pelo que a representação da casa de Povolide passou para o sobrinho de ambos, o 9.º conde de Valadares, D. José António de Noronha Abranches Castelo Branco.

Bibliografia Corographia histórica, chronographica, genealógica e nobiliária do Império do Brasil - Dr. Mello Moraes (A. J. de), tomo I, p. 327

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