A Confederação Sul-Americana de Voleibol (em espanhol: Confederación Sudamericana de Voleibol), também conhecida pelo acrônimo CSV, é uma associação sem fins lucrativos que regula o esporte do voleibol na América do Sul, responsável pelo controle, promoção e organização de competições internacionais, cursos, conferências e outras atividades de caráter educativo. A CSV é afiliada à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e tem como presidente, desde 2021, o brasileiro Marco Tullio Teixeira.

Objetivos Favorecer o incremento da prática do voleibol no Continente Sul-Americano; Organizar e supervisionar a prática do voleibol no Continente Sul-Americano, almejando o nível técnico mais elevado; Promover o respeito mútuo nas relações de suas Federações Nacionais coordenando e arbitrando, se necessário, nas disputas que poderem existir; Difundir as "Regras Oficiais do Voleibol", unificando a sua interpretação e velando para que as mesmas sejam respeitadas; Regular as transferências de jogadores entre as Federações Nacionais associadas à CSV e fazer cumpri as normas estabelecidas pela FIVB; Proporcionar a organização de cursos e seminários destinados ao aperfeiçoamento técnico e da arbitragem; Publicar um Boletim Oficial para a difusão das atividades da CSV; Representar e defender, ao lado das autoridades desportivas e públicas, os interesses do voleibol sul-americano.

História Criação da CSV Nos anos 40, quando o voleibol já se encontrava difundido na América do Sul, surgiu a ideia de criar-se uma organização continental com o objetivo de impulsionar a disciplina dentro dos parâmetros de um esporte organizado. Há dois eventos que demonstram essas preocupações e, de alguma forma, criam divergências sobre a data e o local de fundação da Confederação Sul-Americana de Voleibol. A esse respeito, alguns argumentam que ocorre em 12 de fevereiro de 1946, na cidade de Buenos Aires, enquanto outros argumentam que foi no Rio de Janeiro em 3 de julho do mesmo ano.

A primeira versão é fruto do encontro realizado na capital argentina, com a presença de Celio Negreiros de Barros em nome da Confederação Brasileira de Desportos e da Federação Uruguaia de Voleibol, Enrique Romero Brest, presidente da Federação Argentina de Voleibol e Juan Carlos Palacios, presidente da Confederação Argentina de Esportes e do Comitê Olímpico Argentino, para organizar a criação do corpo diretivo do voleibol sul-americano. A segunda versão baseia-se na reunião dos representantes das Federações Sul-Americanas, os mesmos que se reuniram no que seria o seu primeiro Congresso, tendi sido eleito, no Rio de Janeiro, o Celio Negreiros de Barros como o primeiro Presidente da CSV.

O desenvolvimento do voleibol na América do Sul No campo esportivo, a América do Sul iniciou as suas atividades competitivas em 1951 através da programação do Campeonato Sul-americano adulto que, com o passar dos primeiros anos, serviria para mostrar a supremacia do Brasil. Anos mais tarde, aparecem outras seleções, como o sexteto feminino Peru e o masculino da Argentina.

Em 1972, no Rio de Janeiro, disputou-se o I Campeonato de Juniores, e em 1978, a CSV tornou-se a primeira confederação continental a realizar uma competição infanto-juvenil; decisão que, ao longo do tempo, demonstrou que este esporte não é apenas uma disciplina bem sucedida dentro da América do Sul, mas especialmente fora das nossas fronteiras, onde ganharam importantes conquistas nos Jogos Pan-Americanos, Mundial e eventos olímpicos.

Neste contexto, a atividade de Vôlei de Praia merece destaque pelas contribuições dos sul-americanos no cenário mundial desde a introdução dessa disciplinas praias de Copacabana, um dos esportes ao ar livre que hoje desfruta mais popular e atraente.

Os Presidentes da CSV A Confederação Sul-Americana de Voleibol, em seus mais de 50 anos, teve 9 presidentes. O primeiro deles, foi o brasileiro Celio Negreiros de Barros (1946 - 1958), que seria substituído pelo seu compatriota Antonio Jaber (1958 - 1961).

Em 1961, o peruano José Pezet Miró Quesada foi encarregado por um período de três anos, que foi posteriormente substituído pelo uruguaio Luis Mateo Fernández (1964 - 1973). Em 1973 a presidência recai sobre o colombiano Boris Rodríguez (1973 - 1977), que dá espaço para o venezuelano José Antonio Bermúdez presidir entre 1977 - 1981.

Depois disso, o argentino Ricardo Russomando assumiu a presidência até 1993, quando foi substituído pelo peruano Luis Moreno Gonzales até 2003, ano em que o brasileiro Ary Graça toma, deixando o cargo em 2012. O atual presidente é o colombiano Rafael Lloreda Currea.

Federações afiliadas As seguidas federações nacionais são afiliadas à CSV:

CódigoPaísFederaçãoRanking FIVB Masculino Adulto (1)Ranking FIVB Feminino Adulto (2)Ranking FIVB Masculino Sub-23 (3)Ranking FIVB Feminino Sub-23 (4)Ranking FIVB Masculino Sub-21 (5)Ranking FIVB Feminino Sub-20 (6)Ranking FIVB Masculino Sub-19 (7)Ranking FIVB Feminino Sub-18 (8)ARGFederación del Voleibol Argentino5º17º1º12º6º10º10º6ºBOLFederación Boliviana de Voleibol82º56º--77º27º21º36ºBRAConfederação Brasileira de Voleibol1º3º3º4º4º4º8º9ºCHIFederación de Voleibol de Chile27º87º18º20º18º20º20º25ºCOLFederación Colombiana de Voleibol34º19º15º13º22º23º18º14ºECUFederación Ecuatoriana de Voleibol71º62º22º-77º32º30º36ºFGULigue de Guyane de Volley-Ball138º121º------GUYGuyana Volleyball Federation138º121º--77º---PARFederación Paraguaya de Voleibol118º121º34º-31º76º36º66ºPERFederación Peruana de Voleibol47º28º20º15º27º13º72º10ºURUFederación Uruguaya de Voleibol92º72º34º25º77º32º72º31ºVENFederación Venezolana de Voleibol32º32º-35º77º76º36º66º

(1) Ranking atualizado em fevereiro de 2020 (2) Ranking atualizado em fevereiro de 2020 (3) Ranking atualizado em janeiro de 2019 (4) Ranking atualizado em janeiro de 2019 (5) Ranking atualizado em janeiro de 2019 (6) Ranking atualizado em janeiro de 2019 (7) Ranking atualizado em janeiro de 2019 (8) Ranking atualizado em janeiro de 2019

Hall da Fama do Voleibol Os seguintes sul-americanos entraram para o Hall da Fama do Voleibol:

Atletas Masculinos Bernard Rajzman (introduzido em 2005) Hugo Conte (introduzido em 2011) Maurício Lima (introduzido em 2012) Nalbert Bitencourt (introduzido em 2014) Renan Dal Zotto (introduzido em 2015) Emanuel Rego (introduzido em 2016) José Loiola (introduzido em 2017) Giba (introduzido em 2018)

Atletas Femininas Cecilia Tait (introduzida em 2005) Jackie Silva (introduzida em 2006) Ana Moser (introduzida em 2009) Shelda Bede (introduzida em 2010) Adriana Behar (introduzida em 2010) Gabriela Pérez del Solar (introduzida em 2010) Sandra Pires (introduzida em 2014) Fofão (introduzida em 2015)

Treinadores Julio Velasco (introduzido em 2011) Bebeto de Freitas (introduzido em 2015)

Líderes Carlos Arthur Nuzman (introduzido em 2007)

Times Nas últimas décadas, a única federação nacional sul-americana que vem obtendo resultados expressivos em nível mundial é a do Brasil, que mantém desde o final dos anos 70 um intenso e eficiente programa de incentivo à prática e ao desenvolvimento do voleibol, tanto no caso masculino como no feminino.

Com uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Seul, a Argentina possui tradição no voleibol masculino, apresentando-se como a segunda força no cenário masculino. A Venezuela, que durante muito tempo disputou o status de segunda força sul-americana entre os homens, tem enfrentado problemas internos, dando oportunidade para os novatos da Colômbia e do Chile.

Medalha de prata nas Olimpíadas de 1988, o Peru tinha nos anos 80 o time mais forte de voleibol feminino do continente. Após a aposentadoria das grandes atletas que integravam aquela geração, tais como Natalia Málaga, Rosa García e Gabriela Pérez del Solar, a equipe perdeu boa parte de sua potência de jogo, e permanece nos dias de hoje sem condições efetivas de tomar parte satisfatoriamente em competições internacionais. Atualmente, disputa com a Argentina e a Colômbia o status de segunda força da América do Sul.

Campeonatos Campeonato Sul-Americano

A Confederação Sul-Americana de Voleibol organiza a cada dois anos campeonatos para várias categorias, entre elas: adultos (masculino e feminino), sub-21 e sub-19 (masculino e feminino). O Brasil é o país com maior êxito em todas as categorias, o Peru destaca-se nas categorias femininas, Argentina e Venezuela nas masculinas.

Os campeonatos adultos, dependendo do ano, podem garantir ao campeão uma vaga na Copa dos Campeões de Voleibol ou aos finalistas duas vagas na Copa do Mundo de Voleibol. Os campeonatos das categorias de base: sub-21, sub-20, sub-19 e sub-18 garantem atualmente três vagas nos respectivos campeonatos mundiais. No ano de 2011 ocorreu a criação de dois novos campeonatos de categoria de base: sub-16 e sub-15, masculino e feminino respectivamente.

Histórico

QUADRO ATUAL DOS CAMPEONATOS SUL-AMERICANOSÚltima EdiçãoCategoria Ouro Prata Bronze 2023Masculino2023 Feminino2016 MasculinoSub-232016 FemininoSub-232022MasculinoSub-212022FemininoSub-212022MasculinoSub-192022 FemininoSub-192013 MasculinoSub-172019FemininoSub-162014 MasculinoSub-152014 FemininoSub-14

Quadro geral histórico 1 Brasil 1343111662 Peru 213228813 Argentina 1776461394 Venezuela 12042635 Chile 1124266 Uruguai 057127 Colômbia 0419238 Paraguai 046109 Bolívia 0112Campeonato Sul-Americano de Clubes

Campeonato Sul-Americano de Clubes de Voleibol Feminino.

Campeonato Sul-Americano de Clubes de Voleibol Masculino.

Copas Pan-Americana Além dos campeonatos organizados na América do Sul, a CSV, em parceria com a NORCECA, organiza a cada ano competições a fim de promover a chamada União Pan-Americana.

O intuito principal é desenvolver o voleibol em todo o continente, e incentivar os países que possuem dificuldade em investir nas suas seleções. As Copas Pan-Americana são realizadas anualmente e são de grande importância para as seleções que desejam se projetar mundialmente futuramente.

Histórico QUADRO ATUAL DAS COPAS PAN-AMERICANAÚltima ediçãoCategoria Ouro Prata Bronze2022 Masculino2022 Feminino2021 Masculino Sub-232021 FemininoSub-232022 MasculinoSub-212022 FemininoSub-212022 MasculinoSub-192022 FemininoSub-19

Quadro Geral Histórico 1 Estados Unidos 1756282 Cuba 13411283 Brasil 1161184 República Dominicana 101513385 Argentina 5106216 México 373137 Peru 22158 Colômbia 12259 Venezuela 101210 Porto Rico 0671311 Canadá 0581312 Chile 013413 Guatemala 0011

Ver também Voleibol nos Jogos Pan-Americanos Voleibol nos Jogos Sul-Americanos Voleibol nos Jogos Bolivarianos

Ligações externas

America do Sul Categoria:Confederação Sul-Americana de Voleibol