miniaturadaimagem|Espécime perto de Sesimbra (Portugal) Phycis phycis (Linnaeus, 1766), conhecida pelos nomes comuns de abrótea-da-costa ou abrótea-da-pedra, é uma espécie de peixe pertencente à ordem Gadiformes, família Phycidae. É um teleósteo parente do bacalhau, fusiforme, de coloração castanho no dorso, tornando-se mais claro para o ventre, com olhos e boca protuberantes. Apresenta barbatanas pélvicas longas e filamentosas, bífidas, estendendo-se até à região anal.A.M.A. ed. (2007) Espécies Marinhas dos Açores e de Interesse Comercial / Marine Species of the Azores with Commercial Value - Edição Bilingue. Coleção "Pesca Artesanal dos Açores". Associação Marítima Açoriana, Rabo de Peixe. 240 pp.http://www.horta.uac.pt/Projectos/MSubmerso/old/200306/MS_Miguel.htm.http://www.fishbase.org/Summary/speciesSummary.phpID=1747&genusname=Phycis&speciesname=phycis&AT=phycis+phycis&lang=Portuguese.

Anatomia Esta espécie apresenta 11-12 fiadas de escamas entre a primeira dorsal e a linha lateral. O número de raios moles da primeira barbatana dorsal varia entre 9-11, a segunda barbatana dorsal entre 57-66. As barbatanas peitorais apresentam 15-19 raios moles, sendo que o número de branquispinhas do primeiro arco branquial é de 11-15. A barbatana caudal apresenta entre 23-29 raios moles. Apresenta barbatanas pélvicas têm como função procurar alimento. Podem atingir um comprimento máximo de 70 cm e um peso máximo de 4 kg.Nelson, J. S. (2006) Fishes of the World. Fourth Edition. John Wiley & Sons, Inc.Silva, H. M. (1986) Crescimento e Reprodução da Abrótea Phycis phycis (Linnaeus, 1766) em Mares dos Açores. Tese realizada para o acesso à categoria de Assistente de Investigação. Universidade dos Açores, 100 pp.

Ecologia Distribuição e habitat Espécie demersal, bentopelágica não migratória marinha, com ocorrência no Atlântico Nordeste desde o Golfo da Biscaia até Cabo Verde, assim como no Mar Mediterrâneo e Adriático, em fundos rochosos ou lamacentos. É uma espécie muito comum nos Açores, Madeira e Mediterrâneo mais propriamente na costa italiana. A distribuição vertical desta espécie é de 0-300 metros de profundidade, podendo ocorrer ocasionalmente a profundidades superiores.

Dieta Alimentam-se principalmente de pequenos peixes e secundariamente de crustáceos decápodes Reptantia, sendo o peixe mais importante na dieta desta espécie o trombeteiro Macrorhamposus scolopax, seguido pelos mictofídeos. Ocasionalmente alimentam-se de outros invertebrados. A dieta desta espécie é constituída por organismos que vivem associados ao fundo marinho, refletindo o seu hábito alimentar bentónico.Marcelo, A. S. S. (1999) Avaliação do Estado do Manancial de Abrótea, Phycis phycis (Linnaeus, 1766), no Arquipélago dos Açores. Relato. de Estágio do Curso de Licenciatura em Biologia Marinha e Pescas. Universidade do Algarve.

Comportamento É uma espécie com comportamento noturno, permanecendo durante o dia em locais escuros (cavernas ou debaixo de largas pedras), saindo a noite para se alimentar. As evidências sugerem que a maior ou menor dimensão dos exemplares capturados parece estar relacionada com a profundidade à qual estes são capturados.

Reprodução A época de reprodução situa-se entre o Verão e o Outono sendo que a época de postura da espécie se inicia em Dezembro até Fevereiro. O comprimento da primeira maturação ocorre aproximadamente nos machos à idade 4 (36 cm) e nas fêmeas à idade 5 (41 cm). A fecundidade pode variar entre 321 000 e 14 993 000 ovócitos por fêmea sendo o diâmetro máximo de um ovo inferior a 1 mm.

Relação comprimento/peso

W=peso (g)

L=Comprimento (cm)

Importância comercial Método de captura através de palangre de fundo e linhas de mão, representa importância comercial significativa. Normalmente comercializado em fresco, consumido preferencialmente frito ou assado.

Categoria:Gadiformes Categoria:Peixes comerciais Categoria:Peixes descritos em 1766