thumb|Malta's Modern National Author, Frans Sammut, and the Maltese Flag - late 1960s/early 1970s
Frans Sammut (Ħaż-Żebbuġ, Malta 19 de Novembro de 1945 – 4 de Maio de 2011name="obit") foi um romancista e escritor de não-ficção maltês."Le Petit Futé, 9th Ed, 2009-2010, Paris, p. 70.
Vida thumb|200px|left|Frans Sammut, 2010 Sammut tornou-se famoso no final dos anos sessenta, enquanto co-fundador do Movimento Literário Revivalista (Moviment Qawmien Letterarju). Posteriormente, desempenhou funções de Secretário na Academia de Língua Maltesa (Akkademja tal-Malti).
Sammut terminou a sua carreira na área do ensino, na qualidade de Director de Escola, tendo ainda desempenhado funções de Consultor Cultural do Primeiro-Ministro de Malta entre 1996 e 1998.
Em 2010, tornou-se membro da Sociedade Internacional de Napoleão.http://www.napoleonicsociety.com/french/rapportmalte.htm
O escritor foi casado com Catherine Cachia, de quem teve dois filhos, Mark e Jean-Pierre.
Obra
Frans Sammut publicou numerosas obras, incluindo os romances topo de vendas tais como: Il-Gaġġa (A Gaiola), que serviu de base ao filme de 1971 de Mario Philip Azzopardi,Aquilina, Sandra (12 March 2007). "Portrait of the artist", The Malta Independent. |accessdate = 15-05-2011. Samuraj, vencedor do Prémio Rothmans,name="obit" Paceville, galardoado com a Medalha Literária do Governo e Il-Ħolma Maltija (O Sonho Maltês), sobre o qual o crítico literário Norbert Ellul-Vincenti considerou não existir na literatura maltesa nada com a sua magnitude.Ellul Vincenti, Norbert (11 May 1994): "Vassalli's Maltese Dream", The Sunday Times (Malta), p. 20. O antigo Primeiro-Ministro e dramaturgo Alfred Sant considera o referido romance a obra-prima de Sammut e a autora e poetisa britânica Marjorie Boulton classifica o romance como sendo uma "obra colossal."Maltese works in Esperanto, The Malta Independent, 2 September 2007.| accessdate = 15-05-2011.
Sammut publicou igualmente colectâneas de pequenos contos, nomeadamente Labirint (Labirinto), Newbiet (Estações) e Ħrejjef Żminijietna (Contos dos Nossos Tempos).
Entre as suas obras não ficcionais destacam-se Ir-Rivoluzzjoni Franċiża: il-Ġrajja u t-Tifsira (A Revolução Francesa: História e Significado), Bonaparti f'Malta (Bonaparte em Malta), cuja versão traduzida em francês, Bonaparte à Malte, foi publicada em 2008, e On The Da Vinci Code (2006), uma crítica bilingue (em inglês e maltês) ao sucesso de vendas internacional. Sammut editou igualmente a obra Lexicon de Mikiel Anton Vassalli. Vassalli (falecido em 1829) é considerado o Pai da Língua Maltesa. Em 2006, Sammut publica a tradução da obra Moedas, aforismos e provérbios Maltese (Motti, Aforismi e Proverbii Maltesi) de Vassalli com o título Għajdun il-Għaqal, Kliem il-Għerf u Qwiel Maltin. Em 2007, 'a tradução da sua obra Il-Ħolma Maltija (com o título La Malta Revo) representou Malta na colecção de obras literárias clássicas em Esperanto publicada pela Mondial Books de Nova Iorque. Em 2008, a sua obra Il-Gaġġa foi publicada pela quinta vez. Em 2009, Sammut apresentou uma reinterpretação revolucionária do poema de Pietru Caxaro, Xidew il-qada (igualmente conhecido por Il-Kantilena), o mais antigo documento escrito em maltês.New interpretation to oldest written document in Maltese, maltamediaonline.com. accessdate = 15-05-2011.
Sammut traduziu obras importantes para o teatro: Phèdre de Racine (Fedra) (1978) and A Ralé de Maxim Gorky, ambos representados no Teatro Manoel, Valletta, sob a direção o poeta Mario Azzopardi.Azzopardi, Mario: "In Memoriam: Frans tal-Gagga u Gerusalemm l-ohra" in In-Nazzjon 14 June 2011.
Peter Serracino Inglott, antigo Reitor da Universidade de Malta, Professor de Filosofia e um conceituado intelectual maltês afirmou: O génio de Sammut residia na sua capacidade de, ao jeito de um bobo da corte voltairiano, transformar uma personagem histórica numa espécie de vector carnavalesco de uma máscara ironicamente maior que a vida. O leitor é levado a admirar o lado frontal das personalidades que são normalmente vistas com uma solenidade absoluta. O leitor ri com cumplicidade das dúvidas, deslizes e equívocos das personagens. A mudança estilística de uma narrativa histórica para uma narrativa ficcional é eventualmente o maior desafio com que qualquer tradutor se pode deparar.Serracino Inglott, Peter (15 May 2011). "Inheritance of icons", The Sunday Times (Malta). accessdate = 25-05-2011.
Últimas palavras São famosas as palavras proferidas por Frans Sammut antes de falecer: “Eu e a minha mulher devíamos ir a Jerusalém, mas parece que os planos se alteraram. Agora vou para a Jerusalém Divina."Sammut, Mark (15 May 2011). "Frans Sammut", The Sunday Times (Malta). accessdate = 25-05-2011.
Serracino Inglott reagiu deste modo a estas palavras: "Com isto, apercebi-me de que, por vezes, as lágrimas e os risos são permutáveis." thumb|Fedra, 1978.
thumb|Government of Malta Literary Prize given to Frans Sammut in 1991 for the novel Paceville
thumb|Government of Malta Literary Prize given to Frans Sammut in 1995 for Il-Ħolma Maltija
Bibliografia
Labirint u Stejjer Oħra [Labirinto e outros contos ] (contos) 1968 Il-Gaġġa [A Gaiola] 5 edições (romance) 1971 – adaptado ao cinema, Gaġġa [Gaiola], realizado por Mario Philip Azzopardi 1971 Logħba Bejn Erbgħa [Um jogo entre quatro] (conto longo) 1972 Samuraj [Samurai] 3 edições (romance) 1975 Kristu fil-Poeżija Maltija (1913-1973) [Cristo na poesia maltese] (dissertação não publicada, Universidade de Malta) 1977 Fedra [tradução de Phèdre de Racine] (peça de teatro) 1978 Il-Qtil fi-Sqaq il-Ħorr [Assassinatos no Beco da Honest] (conto longo) 1979 Il-Proċess Vassalli [O Julgamento Vassalli] (peça de teatro) 1980 Il-Mixja tal-Ħaddiem lejn-il-Ħelsien [De março do Trabalhador Para Liberdade] (análise política) 1982 Ir-Rivoluzzjoni Franċiża: il-Ġrajja u t-Tifsira [A Revolução Francesa: História e Significado] (tema histórico) 1989 Paceville (romance) 1991 Letteratura [Literatura] (crítica literária) 1992 Il-Ħolma Maltija [O Sonho Maltês ] (romance) 1994, 2012, traduzido em Esperanto com o título La Malta Revo, publicado em Nova Iorque, 2007 Bonaparti f'Malta [Bonaparte em Malta] (tema histórico), 1997, traduzido em francês com o título Bonaparte à Malte, 2008 Newbiet [Estações] (contos) 1998 (Ilustrações: Giovanni Caselli) Ħrejjef Żminijietna [Contos dos Nossos Tempos] (contos) 2000 (Ilustrações: Giovanni Caselli) Dun Ġorġ: Il-Bniedem tal-Poplu [ Pai George: Um homem do povo] (tema histórico e religioso) 2001 thumb|Frans Sammut em 1970, aproximadamente Ġrajjet Ħaż-Żebbuġ [ História da Żebbuġ] (tema histórico) (tradução do original de Dun Salv Ciappara) 2001 Lexicon (por Michelantonio Vassalli) 2002 Għala Le għall-UE [Por que não a UE] (análise política) 2003 Ħarsa mill-qrib lejn Ħajjet San Filep u l-Kult tiegħu [Um olhar mais atento sobre a vida de São Filipe e de culto] (tema histórico e religioso) 2004 On The Da Vinci Code / Dwar The Da Vinci Code [Em O Código Da Vinci] (crítica literária) 2006 Għajdun il-Għaqal, Kliem il-Għerf u Qwiel Maltin [Moedas, aforismos e provérbios Maltese] (tradução do original de Mikiel Anton Vassalli) 2006 I Giovanniti: La Storia dei Cavalieri di Malta [The History of the Knights of Malta] (history) 2006, published in 2015 (Bonfirraro Editore, Italy) Alfred Sant: Il-Viżjoni għall-Bidla [Alfred Sant: A visão da mudança] (análise política) 2008 Introdução ao dicionário de Baron Vincenzo Azopardi na qual faz uma análise da Cantilena de Caxaro (crítica literária, linguística) 2009
thumb|Review of the first work of Frans Sammut, Labirint, published in 1968, when he was 22 years old.
Ligações externas
www.franssammut.info https://web.archive.org/web/20120325224642/http://franssammut.com/ http://www.napoleonicsociety.com/french/rapportmalte.htm
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