Um ícone pop é uma celebridade, personagem ou objeto cuja exposição na cultura popular é considerada uma característica definidora de uma determinada sociedade ou época. O uso do termo é amplamente subjetivo, pois não há critérios definitivamente objetivos. A categorização geralmente está associada a elementos como longevidade, ubiquidade e distinção. Além disso, o status de "ícone pop" é diferente de outros tipos de notoriedade fora da cultura pop, como figuras históricas. Algumas figuras históricas são reconhecidas por terem alcançado o status de "ícone pop" durante sua época, e esse status pode continuar até o presente. Ícones pop de épocas anteriores incluem Benjamin Franklin e Mozart.
Atributos e origens miniaturadaimagem|150px|O semiólogo Marcel Danesi atribuiu a Madonna um papel catalisador para o uso da palavra "ícone" na cultura das celebridades Os historiadores Asa Briggs e Peter Burke explicaram que o termo “iconografia” passaria para a alta cultura e, mais tarde, no século XX, para a cultura popular, onde “ícone” se refere a uma celebridade secular como Madonna. Ela provavelmente teve um papel catalisador, como Marcel Danesi, professor de semiótica e antropologia linguística na Universidade de Toronto, citou em Language, Society, and New Media: Sociolinguistics que a palavra "ícone" é um "termo de origem religiosa" e sem dúvida "usado pela primeira vez na cultura das celebridades para descrever a cantora pop americana Madonna". Danesi também afirma que a palavra "é agora usada em referência a qualquer celebridade amplamente conhecida, homem ou mulher". Algumas obras de referência internacional, como o Oxford Advanced Learner's Dictionary e o Diccionario panhispánico de dudas, incluíram o nome de Madonna para ilustrar o novo significado de "ícone". Depois que o The Advocate a chamou de "maior ícone gay", Guy Babineau, da Xtra Magazine, declarou em 2008: "Tenho idade suficiente para me lembrar de quando as pessoas não eram chamadas de ícones".
Longevidade Normalmente, o status de ícone pop de uma celebridade depende da longevidade da notoriedade. Isso contrasta com ícones de culto, cuja notoriedade ou reconhecimento pode estar limitado a uma subcultura específica. Alguns ícones pop deixaram uma marca duradoura e indelével na área de sua carreira e, em seguida, conquistaram um lugar duradouro de reconhecimento na sociedade em geral.
Ubiquidade miniatura|150px|Famoso retrato de Albert Einstein Um elemento comum do status de ícone pop é a onipresença de imagens e alusões à figura icônica. É comum que a figura seja reconhecida e até celebrada em áreas fora da fonte original de sua fama. Um exemplo disso é Albert Einstein, um físico cuja imagem e legado foram representados em histórias em quadrinhos, camisetas, cartões comemorativos e muitos outros contextos.
Distinção Muitas vezes, o status de ícone pop implica uma associação distinta com um ideal ou arquétipo social. Não é incomum que figuras icônicas tenham um apelido usado para enfatizar essa associação. Às vezes, o próprio nome desses indivíduos é usado como sinônimo de palavras ou ideias comuns.
Alguns personagens fictícios, como Mickey Mouse, Pernalonga, Os Simpsons, Harry Potter, Goku, Sailor Moon, Alice, e Willy Wonka são considerados ícones pop. Até mesmo objetos inanimados foram reconhecidos como ícones pop.
Algumas figuras atingem o status de “ícone pop” transitório ou específico ao contexto para eventos particulares que cativam a atenção pública, como no caso do julgamento de O. J. Simpson.
Ver também Ícone cultural Cultura popular Art pop Apelidos honoríficos na música popular
Leitura adicional
Cullen, Jim, ed (2001). Popular Culture in American History. UK: Blackwell Publishing. ISBN 0-631-21958-7
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