miniaturadaimagem|O Capitólio dos Estados Unidos sendo invadido por apoiadores do então presidente Donald Trump em 2021 Um autogolpe é uma forma de golpe de Estado que ocorre quando o líder de um país, que chegou ao poder através de meios legais, dissolve ou torna impotente o poder legislativo nacional e assume poderes extraordinários não concedidos em circunstâncias normais. Outras medidas tomadas podem incluir a anulação da constituição da nação e a suspensão de tribunais civis. Na maioria dos casos ao chefe de Estado é concedido poderes ditatoriais.
Um dos exemplos modernos de autogolpe foi a tomada de governo do presidente eleito do Peru, Alberto Fujimori, em 5 de abril de 1992, ostensivamente para exercer a autoridade absoluta e aniquilar os rebeldes do Sendero Luminoso. Um exemplo histórico foi o golpe de Estado do presidente francês, Carlos Luís Napoleão Bonaparte, que concedeu a si mesmo poderes de emergência e mais tarde realizou um referendo em que ele se tornou o imperador Napoleão III. A Alemanha oferece outro exemplo, no infame Ato de Habilitação de 1933 de Adolf Hitler, e o processo de Gleichschaltung, consolidando o poder do partido nazista (NSDAP).
Lista de supostos autogolpes Roma antiga: A ditadura romana era uma forma estabelecida de funções durante o período republicano, no qual uma pessoa (um cônsul ou ex-cônsul), durante uma emergência, tinha o poder absoluto durante seis meses. Lúcio Cornélio Sula e Júlio César, no entanto, tiveram a ditadura por mais tempo; César foi nomeado ditador perpétuo, ou ditador vitalício, e posteriormente foi assassinado pouco depois de aceitar esta posição. Ditador Lúcio Cornélio Sula (ca. 81 aC)Ver reformas constitucionais de Lúcio Cornélio Sula Governador, Consul ou ditador Júlio César (entre 50 e 48 aC)Ver Segunda Guerra Civil da República de Roma Suécia: Rei Gustavo III (19 de agosto de 1772) Primeiro Império Mexicano: Imperador Agustín (31 de outubro de 1822) Império do Brasil: D. Pedro I fecha a Assembleia Constituinte, e outorga a Constituição de 1824, esse episódio ficou conhecido como Noite da agonia. (12 de novembro de 1823) Império do Brasil: D. Pedro II é declarado Imperador através do Golpe da Maioridade. (23 de Julho de 1840) França: Presidente Charles Louis Napoleon Bonaparte (2 de dezembro de 1851) México: Presidente Ignacio Comonfort (17 de dezembro de 1857) Brasil: Presidente Deodoro da Fonseca (3 de novembro de 1891) México: Presidente Victoriano Huerta (7 de outubro de 1913) China: O Presidente Yuan Shikai se autoproclama Imperador da China (12 de Dezembro de 1915) Itália: Primeiro-ministro Benito Mussolini (3 de janeiro de 1925) Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos: Rei Alexandre I (6 de janeiro de 1929) Alemanha: Chanceler Adolf Hitler (23 de março de 1933) Uruguai: Presidente Gabriel Terra (31 de março de 1933) Estônia: Primeiro-ministro Konstantin Päts (12 de março de 1934) Letônia: Primeiro-ministro Kārlis Ulmanis (15 de maio de 1934) Chile: Presidente Arturo Alessandri Palma (Fevereiro de 1936) Reino da Grécia: Primeiro-ministro Ioannis Metaxas (4 de agosto de 1936) Brasil: Presidente Getúlio Vargas (10 de novembro de 1937) Bolívia: Presidente Germán Busch (24 de abril de 1939) Paraguai: Presidente General José Félix Estigarribia (18 de fevereiro de 1940) Uruguai: Presidente Alfredo Baldomir (21 de fevereiro de 1942) Equador: Presidente José María Velasco Ibarra (30 de março de 1946) Paraguai: Presidente Higinio Morínigo (13 de janeiro de 1947) Paquistão: Governador-geral Ghulam Muhammad Malik (Abril de 1953 e Setembro de 1954) Marrocos: Rei Mohamed V (20 de maio de 1960) Nepal: Rei Mahendra (15 de dezembro de 1960) Brunei: Sultão Sir Omar Ali Saifuddin (12 de dezembro de 1962) Marrocos: Rei Hassan II (7 de junho de 1965) Uganda: Primeiro-ministro Milton Obote (22 e 23 de fevereiro de 1966) Lesoto: Primeiro-ministro Leabua Jonathan (30 de janeiro de 1970) Equador: Presidente José María Velasco Ibarra (22 de junho de 1970) Tailândia: Primeiro-ministro Thanom Kittikachorn (17 de novembro de 1971) Filipinas: Presidente Ferdinand Marcos e Primeira Dama Imelda Marcos (21 de setembro de 1972) Coreia do Sul: Presidente Park Chung-hee (Outubro de 1972) Essuatíni: Rei Sobhuza II (12 de abril de 1973) Uruguai: Presidente Juan María Bordaberry (27 de junho de 1973) Alto Volta: Presidente Sangoulé Lamizana (8 de fevereiro de 1974) Bolívia: Presidente Hugo Banzer (7 de novembro de 1974) Argentina: Presidente María Estela Martínez de Perón (5 de fevereiro de 1975) (Operativo Independência) Índia: Primeira-ministra Indira Gandhi (25 de junho de 1975) Barém: Emir Sheikh Isa bin Salman Al Khalifa (26 de agosto de 1975) Polônia: Primeiro-ministro Wojciech Jaruzelski (13 de dezembro de 1981) Peru: Presidente Alberto Fujimori (6 de abril de 1992) Guatemala: Presidente Jorge Serrano Elías (25 de maio de 1993; falhou) Rússia: Presidente Boris Yeltsin (21 de setembro - 4 de outubro de 1993) Lesoto: Rei Letsie III (17 de agosto de 1994) Nepal: Rei Gyanendra (4 de outubro de 2002) Nepal: Rei Gyanendra (1 de fevereiro de 2005) Paquistão: Presidente Pervez Musharraf (3 de novembro de 2007) Níger: Presidente Mamadou Tandja (29 de junho de 2009) Gâmbia: Presidente Yahya Jammeh (09 de dezembro de 2016 - 17 de janeiro de 2017; falhou) Venezuela: Presidente Nicolás Maduro (29 de março de 2017) Angola: Presidente João Lourenço (23 Agosto de 2017), após alegada vitoria minoritária do MPLA com 48% dos votos, os resultados teriam sido alterados para 61% para garantir maioria qualificada de 3/4 dos deputados da assembleia, que permite mudar a constituição, passar leis e governar unilateralmente conforme a Constituição de Angola. Estados Unidos: Presidente Donald Trump (6 de janeiro de 2021; falhou) Peru: Presidente Pedro Castillo tenta dar auto-golpe (7 de dezembro de 2022), dissolve congresso, decreta estado de exceção e impõe toque de recolher. Coreia do Sul: o presidente Yoon Suk-yeol tenta impor a lei marcial para assumir o controle total do país, mas falhou.
No Brasil
Brasil: Então presidente Jair Bolsonaro (30 de março de 2021: segundo ministros do STF, partidos da oposição e analistas políticos; suposição endossada pelo vice-presidente Hamilton Mourão em 2018 e questionada por Bolsonaro em julho de 2022).
Ver também Golpe de Estado Golpe palaciano Golpe branco
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