A Economia do México é, atualmente, a 13a maior do mundo por PIB nominal, bem como a 11a maior por Poder de Compra, e a segunda economia da América Latina, atrás do Brasil, a 4a economia da América. Porém, se considerarmos sua Paridade de Poder de Compra, a economia mexicana torna-se a 3ª. Depois da independência do México, produtos como algodão, café, sisal e cana-de-açúcar destinados ao consumo interno passaram a ser parte importante da economia mexicana.
História O crescimento econômico médio anual entre 1876 e 1910 foi de 3,3%. A repressão política, a reeleição repetida de Díaz, e a enorme desigualdade de renda exacerbada pelo sistema de distribuição de terras em grandes propriedades que empregavam milhares de camponeses em condições precárias foram as principais causas que levaram à Revolução Mexicana (1910-1917) conflito armado que transformou radicalmente a estrutura política e a econômica.
Durante a década de 1940, a estabilidade política, os recursos naturais e a influência de capitais americanos, possibilitaram o crescimento da economia mexicana, juntamente com crescimento da população é a intervenção estatal no sistema produtivo. Na década de 1960 são estatizados setores como o do petróleo (explorado pela PEMEX, estatal criada em 1938) e o da energia elétrica. A partir da década de 1970, os maiores componentes das exportações passaram a ser: petróleo, gás natural e seus derivados. O crônico déficit comercial do país foi revertido a partir de 1982.
O presidente de la Madrid foi o primeiro a implementar reformas de caráter neoliberais, seu governo recorreu a desvalorizações, o que resultou em inflação alta, que chegaram a 159,7% ao ano em 1987. Alguns efeitos das políticas neoliberales de seu governo foram o aumento do déficit e endividamento crônico.Crandall R (2004). "Mexico's Domestic Economy", in Mexico's Democracy at Work: Political and Economic Dynamics, Crandall, Paz and Roett (editors) Lynne Reiner Publishers, United States Durante o governo do presidente Carlos Salinas de Gortari, 1988 -1994, o gasto fiscal aumentou para níveis recordes, enquanto o peso mexicano foi sobrevalorizada. O elevado déficit reduziu o fluxo de investimentos e geração de empregos.
Após seis anos de reformas econômicas neoliberais, políticas Consenso Washigton levou à crise econômica no México, em 1994. Ele foi causado pela falta de reservas internacionais, fazendo com que a desvalorização do peso mexicano, durante os primeiros dias da presidência de Ernesto Zedillo.A. Gazol, "Diez Años del TLCAN", Economía Unam, México DF, Diciembre, 2004.
Ao longo da última década o crescimento econômico do México manteve-se abaixo de 1 por cento, menos de metade da média da região, desde o ano 2000. México teve uma taxa de pobreza de 52,3 por cento em 2012, mantendo-se no mesmo nível registrado em 1994 (52,4 por cento). A balança de pagamentos ainda é fortemente pressionada pelo serviço da dívida externa, uma das maiores do mundo. Milagre mexicano O Milagre mexicano é um termo utilizado para se referir a uma série de reformas econômicas e sociais no México, que produziram um sustentável crescimento econômico de 3 a 4% e modestos 3% de inflação anualmente entre as décadas de 1940 e 1970.
Antecedentes Este crescimento foi sustentado pelo aumento do compromisso do governo à educação básica para a população em geral no final de 1920 através da década de 1940. As taxas de inscrição dos jovens do país triplicou durante este período e, por conseguinte, quando esta geração foi utilizado na década de 1940 sua produção econômica foi mais produtivo. Além disso, o governo promoveu o desenvolvimento das indústrias de bens de consumo voltados para mercados internos, impondo altas tarifas protecionistas e outros obstáculos à importação. A quota das importações sujeitas a licenciamento passou de 28 por cento em 1956 para uma média de mais de 60 por cento durante os anos 1960 e cerca de 70 por cento em 1970. A indústria foi responsável por 22 por cento da produção total em 1950, 24 por cento em 1960, 29 por cento em 1970. A quota de produção total resultante da agricultura e outras atividades primárias diminuiu durante o mesmo período, enquanto serviços manteve-se constante. O governo promoveu a expansão industrial através de investimento público na agricultura, energia e infraestrutura de transporte. As cidades cresceram rapidamente durante estes anos, refletindo a mudança de emprego da agricultura para a indústria e serviços. A população urbana aumentou a um ritmo elevado depois de 1940 (ver Urban Society, cap. 2). Crescimento da força de trabalho urbana ultrapassou até mesmo a taxa de crescimento do emprego industrial, com os trabalhadores excedentários, tendo o pagamento do serviço de empregos de baixa.
Agricultura e pecuária thumb|Milho, o cultivo mais tradicional do México
O México tem uma agricultura extremamente desenvolvida e diversificada, estando na lista dos 10 maiores produtores mundiais de vários produtos, muito em parte devido às suas parcerias comerciais com o resto do mundo. Em 2018 o país produziu 56,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (6º maior produtor do mundo), 27,1 milhões de toneladas de milho (8º maior produtor do mundo), 4,7 milhões de toneladas de laranja (4º maior produtor do mundo), 4,5 milhões de toneladas de tomate (9º maior produtor do mundo), 4,5 milhão de toneladas de sorgo (6º maior produtor do mundo), 3,3 milhões de toneladas de pimenta chili (2º maior produtor do mundo), 2,5 milhão de toneladas de limão (2º maior produtor do mundo), 2,2 milhões de toneladas de manga (5º maior produtor do mundo), 2,1 milhões de toneladas de abacate (maior produtor do mundo), 1,15 milhão de toneladas de coco (6º maior produtor do mundo) e 1 milhão de toneladas de mamão (3º maior produtor do mundo). Além destes, o México também produziu em 2018: 2,9 milhões de toneladas de trigo, 2,3 milhões de toneladas de banana, 1,8 milhão de toneladas de batata, 1,5 milhão de toneladas de cebola, 1,4 milhão de toneladas de melancia, 1,2 milhão de toneladas de feijão, 1 milhão de toneladas de abacaxi, 1 milhão de toneladas de cevada, 1 milhão de toneladas de pepino/picles, 983 mil toneladas de óleo de palma, além de produções menores de outros produtos agrícolas.Mexico production in 2018, by FAO
De modo geral, o país é o maior produtor mundial de abacate, um dos 5 maiores produtores mundiais de pimenta, limão, laranja, manga, mamão, morango, toranja, abóbora e aspargos, e um dos 10 maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar, milho, sorgo, feijão, tomate, coco, abacaxi, melão e mirtilo.Produção Mexicana
thumb|Criação bovina no México
Na pecuária, o México foi, em 2018, o 6º maior produtor do mundo de carne bovina (1,9 milhões de toneladas), o 6º maior produtor do mundo de carne de frango (3,3 milhões de toneladas), o 9º maior produtor de mel (64,2 mil toneladas), o 13º maior produtor do mundo de leite de vaca (12 bilhões de litros) e o 15º maior produtor do mundo de carne suína (1,4 milhões de toneladas), entre outros.Produção da pecuária do México em 2018, pela FAO
A aridez torna improdutiva grande parte do território mexicano, o restante tem relevo demasiadamente irregular para o aproveitamento agrícola. As zonas que permitem o cultivo não ultrapassam 15% do território.
Os cultivos são cana de açúcar, milho, sorgo, trigo, laranja, tomate, banana, feijão, batata, uva, algodão nas planícies costeiras do Golfo do México (cana-de-açúcar) e nas terras temperadas e quentes de Vera Cruz e no sul do país, o café.
Nas cercanias das grandes cidades se desenvolve a produção leiteira. Segue-se em importância econômica a criação de suínos, e em menor escala de ovinos.
No final do século XX a agricultura absorvia um terço de mão de obra, mas seu produto bruto era muito inferior da indústria e dos serviços. Os cultivos irrigados são produzidos em médias e grandes extensões de terra, nas quais seus donos podem livremente aproveita com tudo quem tem.
miniaturadaimagem|México - Agricultura e Pecuária
Pesca e recursos florestais "A pesca marítima se desenvolveu na segunda metade do século XX, com destaque, pelo volume de captura, para os postos da baixa Califórnia. Quase todas as empresas pesqueiras se desenvolveram com estes volumes de captura de peixe pois era necessária mão de obra, de preferência barata. As espécies mais abundantes são os tunídeos, a sardinha e a anchovinha na costa da Califórnia, enquanto no golfo da Califórnia, no litoral sul do pacífico e em algumas zonas do Golfo do México se pescam camarões, em grande parte destinadas a exportação.
Grande parte da cobertura arbórea, sobre tudo no México central, foi desmatada em excesso, com as sequelas de erosão, perda de solo e deterioração dos micro climas locais. Há extensos bosques de pinheiros e cedros, entre outras madeiras nas partes altas das cerras Madri, e bosques tropicais, com abundantes madeiras de lei, em Yúcatan, techauante pecuária e no sudeste do país. As principais madeiras exploradas são: o pinho e o cedro, porém o México importa pasta para papel, pois a sua produção é insuficiente."
Mineração thumb|Mineração no México O México é um grande produtor mineral, tendo sido, em 2019, o maior produtor mundial de prata,USGS Silver Production Statistics o 9º maior produtor mundial de ouro,USGS Gold Production Statistics o 8º maior produtor mundial de cobre,USGS Copper Production Statistics o 5º maior produtor mundial de chumbo,USGS Lead Production Statistics o 6º maior produtor mundial de zinco,USGS Zinc Production Statistics o 5º maior produtor mundial de molibdênio,USGS Molybdenum Production Statistics o 3º maior produtor mundial de mercúrio,USGS Mercury Production Statistics o 5º maior produtor mundial de bismuto,USGS Bismuth Production Statistics o 13º maior produtor mundial de manganêsUSGS Manganese Production Statistics e o 23º maior produtor mundial de fosfato.USGS Phosphate Production Statistics Também é o 8º maior produtor mundial de sal.USGS Salt Production Statistics São também explorados comercialmente: enxofre, minério de ferro, níquel e outros. Entretanto o extrativismo mineral tem diminuído de importância relativa com o desenvolvimento da indústria e da agropecuária.
Energia thumb|Refinaria da Pemex A produção comercial de petróleo começou em 1901, e em 1988 o México ocupava o quinto lugar como produtor mundial. As reservas estimam-se em 54 bilhões de barris.
Em 2020, o país era o 14º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 1,7 milhão de barris / dia.Annual petroleum and other liquids production
Em 2015, o México foi o 21º maior produtor mundial de gás natural.CIA. The World Factbook. Natural gas - production.
Em 2020, o México era o 14º maior produtor de energia eólica do mundo, com 8,1 GW de potência instalada, e o 20º maior produtor de energia solar do mundo, com 5,6 GW de potência instalada. RENEWABLE CAPACITYSTATISTICS 2021
Indústria thumb|Sede do Grupo Bimbo, empresa alimentícia mexicana
O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2019, o México tinha a 12ª indústria mais valiosa do mundo (US $ 217,8 bilhões), a maior da América Latina, até mesmo à frente do Brasil, que havia sido a 13ª neste ano.Fabricação, valor agregado (US $ corrente)
A produção industrial mexicana começou a sair da fase artesanal no fim do século XIX. O desenvolvimento do setor manufatureiro, ocorreu na década de 1940, quando a Segunda Guerra Mundial impôs uma política de substituição das importações de bens de consumo.