A Batalha de Hímera foi uma batalha travada na Sicília, opondo forças invasoras cartaginesas contra os gregos locais. A batalha ocorreu no mesmo dia em que Leônidas estava lutando contra nas Termópilas ou no mesmo dia em que ocorreu a Batalha de Salamina. O comandante cartaginês é chamado de Amilcas, Amilcar e Himilco.
Contexto De acordo com Heródoto, Terilo, filho de Crinipo e tirano de Hímera, expulso da cidade por Terone, tirano de Agrigento, trouxe um exército de fenícios, líbios, ibérios, lígures, elisicanos, sardínios e corsos, liderados por Amílcar, filho de Hanão, com trinta mil homens. Terilo tinha a aliança de Anaxilau, filho de Cretines e tirano de Régio, que era genro de Terilo, casado com sua filha Cídipe. Amílcar era cartaginês por parte de pai, e siciliano por parte de mãe.
De acordo com Diodoro Sículo, os cartagineses haviam feito um acordo com os persas para submeter os gregos da Sicília, no mesmo momento que ocorria a Segunda Guerra Médica.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 20.1 [em linha] O escolhido foi o general Amílcar I de Cartago.
Invasão Amílcar I de Cartago saiu de Cartago com 30.000 homens e uma frota de 200 navios de guerra, além dos navios de carga, em um total de 300 navios.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 20.2 No caminho, ele enfrentou uma tempestade, e perdeu os navios com os cavalos e carros; ao chegar no porto de Panormo (atual Palermo), ele comentou que havia terminado a guerra, achando que o mar havia salvo os siciliotas dos perigos do conflito. após descansar três dias, ele avançou contra Hímera, e sitiou a cidade por terra e mar.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 20.3 Terone, tirano de Agrigento, que estava protegendo Hímera, enviou um pedido de socorro a Gelão I, tirano de Siracusa.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 20.5
Chegada de Gelão I Gelão I veio de Siracusa com 10.000 soldados de infantaria e 500 de cavalaria, o mais rápido que pode, e com sua velocidade inspirou confiança nos que estavam aterrorizados com os cartagineses.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 21.1 Ele se fortificou próximo da cidade, e enviou sua cavalaria para capturar os inimigos que estavam pilhando; quando mais de 1.000 prisioneiros foram levados à cidade, Gelão I foi admirado, e os habitantes de Hímera passaram a desprezar o inimigo.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 21.2 Assim, as portas da cidade que haviam sido bloqueadas, por medo, por Terone, agora foram abertas, para Gelão I poder usar em caso de necessidade.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 21.3
A Batalha Gelão I enviou sua cavalaria para incendiar os navios de Amílcar, durante um dia em que este estava sacrificando a Posidão.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 21.4
A cavalaria de Gelão I se passou como se fossem aliados de Selino, conseguiu e incendiou os navios.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.1 De acordo como o estrategista macedônio Polieno, a tática usada por Gelão I foi colocar suas roupas em Pediarco, o chefe dos seus arqueiros, fazer os arqueiros vestirem vestes brancas e com os arcos escondidos, como se fossem fazer um sacrifício no altar; Himilco, rei de Cartago, sem suspeitar de nenhum truque, também foi fazer um sacrifício, e foi morto por uma chuva de flechas.Polieno, Estratagemas, Livro I, 27. Gelão, 3 [em linha]
Após o incêndio dos navios, foi dado o sinal, e as tropas de Gelão I avançaram contra os cartagineses; os comandantes fenícios enfrentaram os gregos,Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.2 mas, quando o fogo dos navios tornou-se visível e chegaram rumores de que o general havia sido morto, os cartagineses entraram em pânico e fugiram.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.3
Gelão I havia dado a ordem de não fazer prisioneiros, e 15.000 foram mortos; os sobreviventes ocuparam uma posição protegida, mas que não tinha água, e eles se renderam.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.4
De acordo com Heródoto, Amílcar desapareceu após a batalha. Ele teria passado a duração da batalha, desde cedo de manhã até o fim da tarde, fazendo sacrifícios, e quando viu seu exército ser derrotado, jogou-se na pira de sacrifício, sendo consumido pelo fogo e desaparecendo.
Consequências Gelão I ganhou fama não só entre os siciliotas, mas entre outros lugares;Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.5 não havia registro de nenhum homem que houvesse usado um estratagema com este, e que houvesse morto e capturado tantos bárbaros quanto ele.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 22.6
A vitória de Gelão I foi tão completa, contra um inimigo bem mais numeroso, que serviu até como inspiração para os gregos que, ao mesmo tempo, estavam lutando contra a invasão da Grécia por ; mas enquanto que no caso das Guerras Médicas tanto o rei quanto a maior parte do exército persa conseguiu voltar para casa, a totalidade dos cartagineses, incluindo seu general, foram mortos.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 23.2
Após a batalha, vinte navios conseguiram escapar, e recolheram alguns fugitivos, mas uma tempestade atingiu os navios, que afundaram, sobrevivendo apenas uns poucos em um bote, que levaram a Cartago a notícia de que todos que haviam cruzado para a Sicília tinham morrido.Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XI, 24.2
Análises modernas e arqueologia Muitos historiadores consideraram os números da batalha exagerados. George Dennis, autor de The Cities and Cemeteries of Etruria (1848),George Dennis, The Cities and Cemeteries of Etruria (1848), texto completo no site Lacus Curtius [em linha] escreveu, em A handbook for travellers in Sicily, que os números dados por Diodoro são evidentemente exagerados.George Dennis, A handbook for travellers in Sicily p.258 William Smith resume como as circunstâncias desta expedição (a invasão dos cartagineses) é relatada de forma diversa, e pode-se suspeitar de que houve muito exagero.William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, Gelon [em linha]
Em 2008, os arqueólogos descobriram vários túmulos de soldados cartagineses enterrados próximos a Hímera. De acordo com Stefano Vassallo, o chefe da equipe, os túmulos formam possivelmente a maior necrópole na Sicília.Maria Cristina Valsecchi, correpondente em Roma da revista National Geographic, Ancient Mass Graves of Soldiers, Babies Found in Italy, 17 de dezembro de 2008 [em linha]
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