O Rio Branco Atlético Clube, ou simplesmente Rio Branco, é um clube de futebol profissional brasileiro da Região Metropolitana da Grande Vitória, no Espírito Santo. Fundado em 21 de junho de 1913, foi o terceiro time de futebol profissional fundado no estado. É o clube recordista de títulos do Campeonato Capixaba, tendo já conquistado 39 vezes. Apesar de sua sede ser na capital do estado, costuma mandar seus jogos no Estádio Kleber Andrade, localizado em Cariacica.

Segundo pesquisa da Futura Inteligência realizada em julho de 2024, o Rio Branco foi o clube capixaba com maior preferência entre os entrevistados, com 9,2%, à frente da Desportiva Ferroviária, com 6,2%. Seu hino, letra e melodia, é de autoria do capixaba Kleber Corradi. Possui rivalidades históricas com o Vitória FC e com a Desportiva Ferroviária.

História A 21 de junho de 1913 nascia o clube "Mais Querido", criado por Antonio Miguez, José Batista Pavão, Edmundo Martins, Nestor Ferreira Lima, Gervásio Pimentel, Cleto Santos, entre outros, pois não podiam jogar nos clubes de futebol da época. Portanto, resolveram fundar o Rio Branco Atlético Clube. Nasceu com o nome de Juventude e Vigor, mas em 10 de fevereiro de 1914 resolveram homenagear o então Chanceler José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão de Rio Branco.

Até o ano de 1934, o Rio Branco já havia conquistado dois bicampeonatos (1918–1919 e 1929–1930) e outros dois estaduais (1921 e 1924), mas foi no período entre 1934 e 1951 que o Capa-Preta ganhou sua maior sequência de títulos: Um hexacampeonato (1934–1939), um bi (1941–1942), um tri (1945–1947) e os campeonatos de 1949 e 1951.

Terceiro lugar nacional: a Copa dos Campeões da FBF (1937) Jogando no Estádio Governador Bley quando mandante, o capa-preta fez uma boa campanha na Copa dos Campeões de 1937, a primeira edição do Brasileirão. No quadrangular decisivo, ficou à frente da Portuguesa, tendo antes eliminado a Liga da Marinha em fase preliminar. Como destaque, uma vitória sobre o Fluminense por 4 a 3. Chegou ao seu último jogo com chances de título, precisando vencer o Atlético-MG (ambos possuíam 5 pontos; o Fluminense liderava com 6 pontos, mas não jogaria mais), e então torcer para que este não vencesse a Portuguesa. Porém, os capixabas perderam para o Galo por 5 a 1, o qual foi declarado campeão antecipado. Antes, em casa, empatou com o time mineiro em 1 a 1, o primeiro empate da história do Campeonato Brasileiro.

Em 25 de agosto de 2023, a CBF homologou a Copa dos Campeões da FBF como primeira edição do Brasileirão. O Capa-Preta foi o terceiro colocado (tinha como melhor campanha, até então, a de 1963, quando ficou em 7° lugar), possuindo a melhor posição de um clube do Espírito Santo no Campeonato Brasileiro.

Anos dourados: estádios lotados no Campeonato Brasileiro (1985–1987) Depois de ganhar dois estaduais seguidos (1982 e 1983) e ser terceiro lugar em 1984, o Rio Branco conquistou o título de 1985 diante de 27 mil torcedores e garantiu vaga no Campeonato Brasileiro da Série A de 1986. Também disputou o Brasileiro da Série A de 1987.

O Capa-Preta conseguiu boas vitórias naquele campeonato: Duas vitórias sobre o Vasco da Gama-RJ (2 a 1 em São Januário (RJ) e 1 a 0 no Kleber Andrade), 2 x 0 sobre o Ceará-CE, 2 a 1 em cima do Internacional-RS, 4 a 0 no Piauí, 2 a 1 no Atlético-GO e 1 a 0 no Náutico-PE em Pernambuco, além de vitórias sobre times como Operário-MT e Nacional-AM. Era a época em que os clubes de fora temiam jogar no Espírito Santo, pois a pressão da torcida era imensa. Em seus 12 jogos como mandante, o "Capa-preta" levou mais de 157 mil pessoas ao Kleber Andrade e ao Engenheiro Araripe. No jogo contra o Vasco da Gama-RJ, o público presente foi de 50 mil espectadores como demonstra a Revista Placar daquela época.

O renascimento: primeiro rebaixamento, reestruturação e a volta do mais querido (2003–2010) A década de 1990 até o início dos anos 2000 foi um período complicado para o Rio Branco. Nessa época, o clube se endividou e viveu um jejum de 24 anos sem títulos. Em outubro de 2003, apaixonados capa-pretas começaram a fazer um movimento na esperança de ajudar o Rio Branco, que estava em dificuldades.

Em 2005, o Rio Branco foi rebaixado no Campeonato Capixaba pela primeira vez, mas o descenso aconteceu sem o alvinegro entrar em campo. Com crise financeira, a diretoria desistiu da disputa. Ainda em 2005 o Brancão jogou a Série B com jogadores emprestados pelo e conseguiu retornar à Série A.

Ao passar por uma reestruturação administrativa em 2006, o Rio Branco voltou a ter credibilidade. A venda do seu estádio ao governo, em 2008, levantou verba para pagar suas dívidas e para a construção de um centro de treinamento. Dentro das quatro linhas, essa reestruturação rendeu frutos. O time chegou a quatro finais em três anos: Copa Espírito Santo em 2008 e 2009 e Capixabão em 2009 e 2010. Na última, o gigante capixaba conseguiu sua redenção conquistando o título depois de 24 anos.

Atualidade (2011–presente) thumb|direita|Clássico Vi-Rio disputado em 2011.

O clube foi rebaixado com uma rodada de adiantamento no ano do centenário, após empreender uma campanha pífia no Campeonato Capixaba de 2013. Durante o primeiro semestre, o clube demitiu três técnicos, não definiu um elenco fixo e sofreu vários empates e derrotas inesperadas.

Em 2015, o Rio Branco conquista o 37º título capixaba depois de herdar a vaga na Série A desse ano devido desistência do Colatina. No primeiro jogo derrota a por 1 a 0 e com um empate de 1 a 1 no segundo jogo, garante o título.

Na Copa Espírito Santo de 2016, o Rio Branco chega a sua quinta final na história dessa competição. No jogo de ida da final, contra o até então atual campeão da competição, houve empate em 1 a 1 no Estádio Engenheiro Araripe. Já no jogo da volta o Brancão derrota o por 2 a 0 no Estádio Kleber Andrade e conquista o título pela primeira vez em sua história e vaga inédita na Copa Verde, depois de empreender uma boa campanha na competição, com 24 gols marcados, 6 gols sofridos, 7 vitórias, 4 empates e apenas uma derrota.

Rio Branco estreia na Copa Verde de 2017 com vitória de 2 a 0 no jogo de ida contra o no Estádio Castanheirão em Miracema do Tocantins. No jogo de volta o Rio Branco goleia por 5 a 2 no Estádio Kleber Andrade e classifica-se às quartas de final. Com empate em 2 a 2 em casa contra o , o Rio Branco é eliminado da competição por ter perdido a partida de ida em Mato Grosso.

No Campeonato Capixaba de 2017, o Brancão sofre seu segundo rebaixamento na década. No ano seguinte, conseguiu o retorno à Série A ao conquistar o título da Série B em cima do .

Na Copa do Brasil de 2021, o Rio Branco vence pela primeira vez em sua sexta participação nesta competição e classifica-se à segunda fase. O Capa Preta derrotou de virada por 2 a 1 o no Estádio Kleber de Andrade. Na segunda fase perde para o Vitória da Bahia por 2 a 0 no Estádio Barradão em Salvador sendo eliminado da competição.

Na Copa Espírito Santo de 2023, o Rio Branco chega a sua sexta final na história dessa competição. Em final única contra o Serra, o clube acabou sucumbindo à força serrana. Em 2024, o Rio Branco Atlético Clube torna-se o campeão do Campeonato Capixaba de Futebol de 2024 ao vencer o xára Rio Branco Futebol Clube de Venda Nova do Imigrante, após acirrada disputa de penalidades e levanta a sua 38ª conquista estadual. Em 2025, o Rio Branco tornou-se bicampeão Capixaba, ao derrotar na final o Porto Vitória por 2x0 e conquistar o 39º título e se tornando o maior vencedor do campeonato estadual.

Em 2026, o Rio Branco é vice-campeão da Copa Centro-Oeste para o Anápolis, mesmo ganhando o jogo de volta da final por 2x1 em casa, pois os goianos haviam vencido os capixabas por 3x0 na ida, no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis.

Estádios Depois de uma disputa de influências políticas entre o Rio Branco e seu histórico rival, Vitória, o Capa Preta construiu o Estádio Governador Bley, no bairro de Jucutuquara em Vitória, em 1934. O Estádio Governador Bley foi palco de muitas conquistas da história do Rio Branco, como o hexacampeonato capixaba - 1934–1939. Hoje o Bley é pertencente ao Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).

Anos depois o clube buscou um novo terreno, no bairro de Campo Grande (Cariacica), na Região Metropolitana de Vitória, onde sonhou construir o mais moderno estádio do estado, o Estádio Kleber Andrade (Em homenagem a um antigo presidente do clube). O projeto inicialmente previa capacidade para 80.000 pessoas sendo o maior do Espírito Santo e um dos maiores do Brasil. A inauguração foi em 1983 em um amistoso entre Rio Branco e Guarapari, vencido pelo time da casa por 3 a 2. Apesar das grandes pretensões em construir o maior estádio do estado, o Estádio Kleber Andrade nunca teve suas obras finalizadas, mas foi a casa do time por muitos anos e o principal estádio do Espírito Santo. O Rio Branco criou raízes em Campo Grande que hoje abriga grande parte da torcida Capa-Preta.

Em 2008, o estádio foi vendido ao governo do estado do Espírito Santo, possibilitando ao clube quitar seus débitos e também poder planejar o início da construção do Centro de Treinamento. Ainda naquele ano, o Rio Branco Atlético Clube voltou a ter sede administrativa na cidade de Vitória, mas precisamente na Avenida Nossa Senhora da Penha no bairro de Santa Lúcia.

Depois uma série de administrações que não conseguiram resolver completamente os problemas do clube, restou ao Rio Branco, como patrimônio físico, uma área de aproximadamente 60.000 m² localizada em Portal de Jacaraípe, onde será erguido o CT Capa-Preta.

Símbolos Escudo Evolução do Escudo do Rio Branco Atlético Clube1913193019881993200420132013Presente 128px

Diretoria Lista de Presidentes do Conselho Diretor 1º - 1913/15 - Nestor Ferreira Lima

2º - 1915/16 - Oscar Alves de Araújo

3º - 1916/17 - José Maria Valente

4º - 1917/18 - Luiz Alves Pires

5º - 1918/19 - Artur Lopes

6º -

1919/20 - Otávio Alves de Araújo

1920/21 - Otávio Alves de Araújo

7º - 1921 - Alcino Amorim

8º - 1921/22 - Cipriano Cabral

9º -

1922/23 - Artur Lopes da Silva

1923/24 - Artur Lopes da Silva

10º - 1924/25 - Carlos Ribeiro

11º - 1925/26 - Angenor Santos

12º - 1926/27 - Guilherme Abaurre

13º - 1927/28 - Eduardo Andrade e Silva

14º -

1928/29 - Luiz Derenzi

1929/30 - Luiz Derenzi

15º - 1930/31 - Luiz Gabeira

16º -

1931/32 - Carlos Marciano Medeiros

1932/34 - Carlos Marciano Medeiros

17º - 1934/36 - Carlos Marciano Medeiros

18º - 1936/38 - Gilberto Paixão

19º - 1938/39 - João Freitas

20º - 1939/41 - Elísio Vieira Modenesi

21º -

1941/43 - Luiz Gabeira

1943/45 - Luiz Gabeira

22º - 1945/47 - Alberto Ferreira da Silva

23º -

1947/49 - Rui Martins

1949/50 - Rui Martins

24º - 1950/52 - Luiz de Lima Freitas  

25º - 1952/54 - Alaor Queiroz de Araújo

26º - 1954/56 - César Nonato

27º - 1956/58 - Alaor Queiróz de Araújo

28º - 1958/60 - Rui Martins

29º - 1960/62 - Namyr Carlos de Sousa

30º - 1962/64 - Manoel Ferreira

31º - 1964/66 - Carlos Calmon

32º - 1966/68 - Kleber José de Andrade

33º - 1968/69 - Arabelo do Rosário

34º - 1969/70 - Carlos Feliciano Martins (Carlinhos Gabiru)

35º - 1970/72 - Edson de Oliveira Bourguignon

36º -

1972/74 - Kleber José de Andrade

1974/76 - Kleber José de Andrade

1976/78 - Kleber José de Andrade

1978 - Kleber José Andrade

37º - 1978/80 - Álvaro Abaurre

38º -

1980/82 - Edson de Oliveira Bourguignon

1982/84 - Edson de Oliveira Bourguignon

39º - 1984/86 - Manoel Ferreira

40º - 1985/87 - Estevão Bertúcio Loss

41º - 1987/89 - Djalma de Sá Oliveira Filho

42º - 1989/91 -

43º - 1991/93 -

44º - 1993/95 -

45º - 1995/97 -

46º - 1997/99 -

47º - 1990/2001 -

48º - 2001/03 -

49º - 2003/05 -

50º -

2005/07 - Paulo Sérgio Marangoni

2007/08 - Paulo Sérgio Marangoni

51º -

2008/09 - Maurício Cezar Duque

2009/12 - Maurício Cezar Duque

2012/15 - Maurício Cezar Duque

2015/16 - Maurício Cezar Duque

52º - 2016/18 - Zonaiker Ali Saleh