A imprensa pedófila é o conjunto de publicações impressas dirigidas especialmente aos pedófilos. Entre os conteúdos que oferece há notícias, ensaios, resenhas, fotografias e informações sobre a pedofilia e a infância.

História A primeira publicação conhecida dedicada exclusivamente à pedofilia foi a revista acadêmica International Journal of Greek Love, publicada nos Estados Unidos entre janeiro de 1965 e novembro de 1966 pelo famoso numismático Walter Breen.Norton, Rictor; Crew, Louie. "The homophobic imagination: an editorial" (em inglês). College English, Vol. XXXVI, nº 3 (novembro 1974), pp. 272-290. Apresentava-se como uma revista "trimestral dedicada aos estudos literários, históricos, sociológicos, psicológicos e outros relacionados com o fenómeno do amor grego, definido como o amor entre homens e adolescentes". Apesar da sua fugacidade e circulação reduzida, a publicação, que foi uma tentativa pioneira de publicar uma revista científica dedicada ao estudo da pederastia, teve uma influência considerável entre os academistas homossexuais e abriu caminho a outras importantes publicações ativistas ou acadêmicas sobre o tema. O artigo de Jonathan Drake sobre a prostitução em TurquiaDrake, Jonathan. "'Le Vice' in Turkey" (em inglês). International Journal of Greek Love. Oliver Layton Press, Vol. I, n.º 2 (novembro 1966), pp. 13-27 continua a ser uma das fontes mais citadas sobre a homossexualidade naquele pais. O artigo de Hammond sobre o Paidikion,Hammond, Toby. "Paidikion: A paiderastic manuscript" (em inglês). International Journal of Greek Love. Oliver Layton Press, Vol. I, n.º 2 (novembro 1966), pp. 28-37. um manuscrito anônimo de tema pederástico de 570 páginas escrito por Kenneth Searight, criador da língua auxiliar sona, em torno ao ano 1917,Aldrich, Robert. Colonialism and homosexuality . Nova Iorque: Routledge, 2003, pp. 280-281. (em inglês) e o estudo de Marion Z. Bradley sobre o "amor grego" feminino na literatura moderna,Bradley, Marion. "Feminine Equivalents of Greek Love in Modern Fiction" (em inglês). International Journal of Greek Love. Oliver Layton Press, Vol. I, n.º 1, 1965, pp. 48-58. são outras colaborações que serviram para o debate.

Entre o final dos anos 60 e início dos 80, em países como Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Países Baixos e Suécia, aproveitando uma brecha legal que permitia a distribuição de pornografia infantil, foram publicadas revistas impressas como Lolita,Howitt, Dennis; Kerry, Sheldon. Sex Offenders and the Internet (em inglês). Nova Iorque: John Wiley & Sons, 2007, p. 75. ISBN 0470028009. Piccolo, Boy e outras, nas quais apareciam de simples nus infantis até cenas de sexo explícito, de incesto como também de atos com menores.Santiago, Pablo. Alicia en el lado oscuro. Madrid: Imagine, 2004, p. 335. ISBN 84-95882-46-9 (em espanhol). Em alguns casos, produtoras comerciais como Color Climax Corporation assumiram a sua distribuição.Jenkins, Philip. Beyond Tolerance: Child Pornography on the Internet http://books.google.es/books?id=9tkKyuii6mgC&redir_esc=y (em inglês). Nova Iorque: NYU Press, 2001, pp. 31-32. ISBN 0814742637. Com o endurecimento das leis sobre pornografiaSchuijer, Jan; Rossen, Benjamin. "The Trade in Child Pornography" (em inglês), IPT Journal, Vol. IV, 1992. cessou a publicação desse tipo de revistas.

Em 1979 aparece o primeiro número de Pan: A Magazine About Boy-Love, uma revista internacional em inglês dirigida aos pedófilos homossexuais,Califia, Pat. Public sex: The culture of radical sex. Berkeley: Cleis Press, 1994 (em inglês) publicada oficialmente nos Países Baixos pela associação Spartacus e editada por John D. Stamford e Frank Torey. Incluía notícias, artigos, fotografias de meninos (semi nus) e outros conteúdos de interesse para os pedófilos. Especialistas no tema como Frits Bernard e Edward Brongersma colaboraram regularmente com a revista. Em total foram publicados 21 números, até dezembro de 1985.

Durante os anos 80, em paralelo com os boletins das diversas associações pedófilas, são publicadas várias revistas mais ou menos relacionadas com o ativismo pedófilo, como Palestra (1985)Sommaire. Palestra, 1985. (em francês) ou Gaie France (1986-1993), revista homossexual próxima à Nova Direita francesa, fundada por Michel Caignet. Também são publicadas inúmeras revistas fotográficas: Backside (1983-1985),Marceau, Willy. "Backside". Le Petit Gredin, GRED, nº 6, primavera 1985. (em francês) Beach Boys (1985-1986), Eklat (1985), Jean's (1985) e Photokid (1986).

Em 1987 é criada Paidika: The Journal of Paedophilia (1987-1995), uma revista acadêmica editada nos Paises Baixos, dedicada ao estudo da pedofilia de um ponto de vista positivo e normalizador.Bullough, Vern L. "Review of Paidika: The Journal of Paedophilia". Journal of Homosexuality, Vol. XX, nº 1/2, 1990, pp. 319-320. (em inglês) Desde o início, Paidika se diferenciou doutras publicações dedicadas à pedofilia: apresentava um desenho profissional e as suas colaborações eram revisadas por pares. Entre os membros do seu conselho de redação, alguns deles abertamente favoráveis ao movimento ativista pedófilo, havia especialistas como Frits Bernard, Edward Brongersma, Vern L. Bullough e D. H. (Donald) Mader. Durante os seus nove anos de existência Paidika publicou mais de trinta artigos de pesquisa acadêmica (sobre história, antropologia, psicologia e outras disciplinas), poesia, resenhas de livros e crítica artística e cinematográfica. O estudo de D. H. Mader sobre a pederastia na BíbliaMader, Donald. "The Entimos Pais of Matthew 8:5-13 and Luke 7:1-10" (em inglês). Paidika: The Journal of Paedophilia, Vol. I, nº 1, verão 1987, pp. 27-39. ISSN 0167-5907. e o estudo transcultural de Robert Bauserman sobre a pedofilia masculina<ref>Bauserman, Robert. "Man-Boy Sexual Relationships in a Cross-Cultural Perspective" (em inglês). Paidika: The Journal of Paedophilia, Vol. II, nº 1, verão 1989, pp. 28-40. ISSN 0167-5907.</ref> são os seus trabalhos mais citados. Por outro lado, todo o que se sabe sobre a pedofilia de personagens como Karol SzymanowskiKennedy, Hubert. "Karol Szymanowski: His Boy-Love Novel, and the Boy He Loved". (em inglês). Paidika: The Journal of Paedophilia, Vol. III, nº 3, inverno 1994, pp. 26-33. ISSN 0167-5907. e Jacques d'Adelswärd-FersenH. L., Will. "A Shrine to Love and Sorrow: Jacques d'Adelswärd Fersen (1880-1923)" (em inglês). Paidika: The Journal of Paedophilia, Vol. III, nº 2, inverno 1994, pp. 30-58. ISSN 0167-5907. é através de Paidika. Um dos aspectos mais pioneiros da revista foram as suas entrevistas com destacados especialistas no estudo da sexualidade (entre eles Gunter Schmidt, Kenneth Plummer, John Money e Gilbert Herdt). Embora o seu valor científico, o seu carácter ativista levou muitos a minimizar a importância das investigaçõs publicadas na revista e ela foi atacada com frequência e desacreditada como "revista pedófila" por seus detratores.Dallam, S. J. "Science or Propaganda? An Examination of Rind, Tromovitch and Bauserman" (em inglês). Journal of Child Sexual Abuse, Vol. IX, nº 3/4, 2002, pp. 109-134. Bullough e outros foram atacados por fazerem parte do seu conselho de redação e alguns críticos tentaram denigrar os academistas que publicaram artigos ou deram entrevistas à Paidika, como Bruce Rind, Robert Bauserman e Ralph Underwager.Salter, Anna. Predators: Pedophiles, Rapists, And Other Sex Offenders . Nova Iorque: Basic Books, 2004, p. 64. ISBN 0465071732 (em inglês)Whitfield, Charles; Silberg, Joyanna. Misinformation concerning child sexual abuse and adult survivors. Nova Iorque: Routledge, 2002, p. 124. ISBN 0-7890-1901-9. (em inglês)Lilienfeld, Scott O. "When Worlds Collide: Social Science, Politics, and the Rind et al. (1998) Child Sexual Abuse Meta-Analysis" (em inglês). American Psychologist, Vol. III, nº 57, 1998, pp. 176-188.

Em 1993 a Fundação Amikejo dos Países Baixos publica o primeiro número de Koinos, uma revista bilíngue em inglês e alemão sobre a beleza dos adolescentes masculinos. Ela contém artigos sobre arte e política, ensaios acadêmicos,Radical Reconsideration of the Concept of Child Sexual Abuse (em inglês). IPCE.Youthful Sexual Experience and Well-being (em inglês). IPCE. entrevistas, resenhas de livros e filmes, relatos e fotografias de meninos, com colaborações de diversos fotógrafos profissionais. Seu nome faz referência ao grego koiné, o dialeto padrão comum usado durante o período helenístico. É publicada cada quatro meses e pode ser adquirida, ainda hoje, através de ordem internacional e de um número limitado de distribuidores nos Países Baixos e a Alemanha.

Entre 2006 e 2010 o sueco Karl Andersson editou Destroyer,Destroyer, site oficial. I love mags. (em inglês) uma revista gay impressa e publicada oficialmente na República Checa e distribuída internacionalmente através do seu site. Ao contrário da maioria de revistas gays, Destroyer focou-se exclusivamente em crianças e adolescentes.Andersson, Karl. Gay Man's Worst Friend - the Story of Destroyer Magazine. Entartetes Leben, 2011. ISBN 91-633-6899-4. Com un desenho semelhante ao de revistas como Playboy, a publicação continha fotografias, ensaios, entrevistas, resenhas, reportagens, artigos sobre cultura e relatos. Recibiu muitas crtíticas da mídia e de setores antipedófilos por, supostamente, "sexualizar" as crianças,The Beautiful Boy, The Destroyer: Sexradikalers förhandlingar om tidskriften Destroyer – en intervjustudie om anständiga bögar, fula gubbar och sexualiserade barn (em sueco). Universidade de Estocolmo. mas Andersson rapidamente saiu em defesa da sua publicação e deu entrevistas para argumentar contra os seus detratores.

Publicações por países Eis uma lista parcial por ordem alfabética de publicações dirigidas especialmente ao público pedófilo. Inclui publicações acadêmicas ou de informação geral bem como revistas eróticas publicadas legalmente em alguns países desde o final dos anos 60 até o início dos 80:

Dinamarca Boy (CQC). Revista erótica. Piccolo (CQC). Revista erótica. Uncle Jose (CQC). Revista erótica.

França Backside (Harold Giroux), 1981-86. Revista fotográfica. ISSN 0755-1878. Beach Boys, 1985-86. Revista fotográfica. Eklat, 1985. Revista fotográfica. Gaie France, 1986-1993. A sua venda foi proibida aos menores, por ordem ministerial do 27 de maio de 1992,Arrêté du ministre de l'intérieur du 27 mai 1992 portant interdiction de vente d'une revue aux mineurs por "incitação à pedofilia".

Jean's,"Livres et revues" (em francês). Le Petit Gredin, GRED, nº 6, primavera 1985. 1985. Revista fotográfica. Palestra, 1985. Revista cultural e de discussão. Photokid, 1986. Revista fotográfica.

Estados Unidos Boy Art Magazine.Illegal and legal child porn magazines , Archive.Childerotica.net (em inglês) Revista fotográfica. Chicken. Revista erótica. International Journal of Greek Love (Oliver Layton Press), 1965-66; 2 números. Revista acadêmica. Kalos on Greek Love,Kalos on Greek Love no site de Gerald Jones (em inglês).Publications, Martijn.org (em inglês) [O site de Martijn deixou de ser acessível em abril 2012] primavera 1976; número único. Nudist Moppets. Revista fotográfica (nus). Lollitots.

Países Baixos Koinos (Amikejo Foundation), 1993-actualidade. Lolita magazine,Lolita magazine, Webster's Online Dictionary (em inglês) 1970-1984. Revista erótica. Nicks, 1977-1982. Paidika: The Journal of Paedophilia (Stichting Paidika Foundation), 1987-1995; 12 números. ISSN 0167-5907. Revista acadêmica. Pan: A Magazine About Boy-Love (posteriormente chamada Paedo Alert News) (Spartacus), 1979-1985; 21 números. ISSN 0167.4749.

República Checa Destroyer (I Love Mags), 2006-10; 10 números. Revista gay centrada na beleza masculina adolescente. ISSN 1801-8203 MartinMartin, BoyWiki. (em inglês) (Entis Verlag), anos 90. Revista fotográfica.

Boletins