A Serra de Alvelos (frequentemente grafada como Serra de Alvéolos) é uma elevação de Portugal continental, com 1084 metros de altitude máxima. Também é conhecida como serra do Cabeço da Rainha. Estende-se pelos concelhos de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova.

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Geografia e Localização A serra estende-se por cerca de 20 quilómetros de comprimento, alinhada numa orientação Nordeste-Sudoeste (NE-SO). Os seus cumes e vertentes abrangem os concelhos de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova. Limita a norte com o vale encaixado do rio Zêzere, que a separa da Cordilheira Central, e prolonga-se a nordeste em direção à Serra da Gardunha.

Geologia Geologicamente, a Serra de Alvelos integra o Maciço Hespérico (Maciço Antigo da Península Ibérica), apresentando formações rochosas que remontam ao período Pré-Câmbrico e Paleozoico superior. Litologia: É maioritariamente constituída por rochas metamórficas do Grupo das Beiras, com predominância de xistos e filitos. Ocorrem ainda cristas quartzíticas do Ordovícico, que conferem ao relevo formas escarpadas e cristas afiadas. Tectónica: Corresponde a uma estrutura de blocos falhados paralelos (vulgarmente designada por pop-up), erguida durante a orogenia alpina, que marca a transição morfológica para a Meseta Meridional.

Arqueologia e Arte Rupestre A área da serra possui uma densa ocupação pré-histórica, documentada por vários monumentos megalíticos e importantes núcleos de arte rupestre nas suas cumeadas: Estação de Arte Rupestre da Lajeira: Localizada na freguesia de Ermida e Figueiredo (Sertã), consiste num grande afloramento de xisto com gravuras picotadas datadas entre o Neolítico Final e a Idade do Bronze, integrando motivos geométricos e circulares. Estação da Fechadura: Sítio arqueológico que apresenta três lajes gravadas com motivos fusiformes e insculturas que abrangem a Idade do Bronze e a época da romanização, incluindo epigrafia latina. thumb|300px|Vista de madrugada da Serra de Alvelos. Biodiversidade Flora O coberto vegetal nativo foi historicamente afetado pela atividade agroflorestal e por incêndios, verificando-se hoje grandes plantações de pinheiro-bravo (Pinus pinaster). Contudo, nas zonas cimeiras dominam os matos rasteiros constituídos por urzes (Erica umbellata e Erica australis), carqueja (Pterospartum tridentatum) e estevas.

Fauna A fauna é variada devido à transição de habitats, registando-se a presença corrente de mamíferos como o javali (Sus scrofa), a raposa (Vulpes vulpes), o texugo (Meles meles) e o saca-rabos (Herpestes ichneumon). Entre as aves de rapina, destacam-se a águia-cobreira (Circaetus gallicus) e o tartaranhão-caçador (Circus pygargus).

Turismo e Lazer A serra é atravessada por vários percursos pedestres homologados, integrando as redes regionais de pedestrianismo e as Aldeias do Xisto: PR2 SRT (Trilho do Zêzere): Percurso pedestre circular em Pedrógão Pequeno que percorre calçadas romanas e cruza a Ponte Filipina. PR1 OLR (Nos Meandros do Zêzere): Trilho encastrado nas encostas da serra junto à Aldeia do Xisto de Álvaro.

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Ver também Aldeias do Xisto Geopark Naturtejo Serra Vermelha (Portugal)

Alvelos