O movimento de libertação masculina é um movimento social que questiona privilégios masculinos, estereótipos e expectativas impostas aos homens, considerados prejudiciais tanto para eles quanto para outros. O movimento entende essas construções sociais como restrições que afetam negativamente não só os homens, mas a sociedade como um todo.

Crítico das restrições socialmente impostas aos homens, o movimento foca em medidas investigativas, educacionais e práticas destinadas a ajudar os homens, como indivíduos ou como um grupo, a reestruturar positivamente seu comportamento emocional e social. O movimento também defende reformas legais e políticas para lidar com pressões sistêmicas indevidas que afetam os homens.

Os ativistas do movimento em geral simpatizam com pontos de vista feministas, e os dois movimentos frequentemente abordam questões de forma sinérgica e complementar.

Origens O movimento de libertação masculina surge em 1970, a procura de entender como uma sociedade patriarcal também poderia afetar os homens. O movimento surge como uma resposta ao crescimento do feminismo, a contracultura da época, e a revolução sexual da época. Jack Sawyer publica On Male Liberation (Sobre a Liberação Masculina em português), onde discutia as implicações negativas do estereótipo do homem ideal

Apesar da tendência inicial do movimento em investigar e combater os problemas do sexismo para ambos os gêneros, parte dos integrantes  tinha interesse maior ou exclusivo nos custos que o mesmo trazia aos homens. Eventualmente esta diveregência se agravou levando a uma divisão no movimento entre pró-feministas e os antifeministas ou indiferentes ao feminismo. Os pró-feministas continuaram no movimento ou se juntaram a outros grupos feministas. Já os outros formaram um novo movimento chamado de Movimento dos Direitos do Homem.

Movimento Homens, Libertem-se Em 2014, o coletivo brasileiro Mo[vi]mento-MG/RJ e o grupo de teatro estadunidense The Living Theatre, de Nova Iorque, lançaram o movimento artístico e social "Homens, Libertem-se/Men Get Free" para a libertação dos homens. Essa libertação seria de forma não opressora às mulheres, pois valores patriarcais e machistas prejudicam e oprimem também os homens, não só as mulheres. No fim do ano de 2014, o movimento lançou uma campanha em referência à queima de sutiãs pela mulheres para a libertação feminina e chamada de "Homem, o que você queimaria?". Dentre as bandeiras pautadas pelo movimento estão questionamentos relacionados sobre:

Serviço militar obrigatório comum para homens Comportamentos e características sexuais esperados envolvendo tamanho do pênis humano, disfunção erétil e quantidade de parceiras(os) Papéis de gênero esperados como provimento financeiro da casa, posturas de insensibilidade emocional e infalibilidade, cuidados de aparência e saúde (exame da próstata) Drogadição e violência geral e contra mulheres Gosto por esportes Profissões "não aceitáveis" (cabeleireiro, decorador, bailarino) Vestuários "não permitidos" (saia) e com conotação de respeito (gravata) Paternidade desde o início, com filhas e filhos Relação carinhosa entre homens, sem ligação com a sexualidade necessariamente Modelo fechado de masculinidade Papel na luta pela igualdade buscada pelo feminismo

Ver também

Masculinidade tóxica A Dominação Masculina História dos grandes homens Homem feito Homem-forte Homens que fazem sexo com homens Homem bom Mutilação sexual masculina Circuncisão Submissão masculina Concursos de beleza masculinos Infertilidade masculina Nu masculino na história da fotografia Metrossexualismo Contraceptivo masculino Prostituição masculina Anorgasmia masculina Aumento peniano Estupro masculino Violência contra homens Violência doméstica contra homens Ginástica rítmica masculina Natação artística Privilégio masculino Heterossexualidade obrigatória Androcentrismo Cis-heteropatriarcado

Bibliografia

Categoria:Masculinismo Categoria:Homem