A Williams Grand Prix Engineering Limited, atualmente competindo como Atlassian Williams F1 Team, é uma equipe e construtor de Fórmula 1 fundada por Frank Williams e Patrick Head. A equipe foi formada em , após as duas operações anteriores malsucedidas de Frank Williams: a Frank Williams Racing Cars (1969 a 1975) e Wolf – Williams Racing (1976).

A primeira corrida da equipe foi o Grande Prêmio da Espanha de 1977, onde a nova equipe competiu com um chassi da March pilotado pelo belga Patrick Nève. A Williams começou a fabricar seus próprios carros no ano seguinte, e o suíço Clay Regazzoni venceu a primeira corrida da história da equipe no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1979. No Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1997, o canadense Jacques Villeneuve conquistou a centésima vitória da equipe, tornando a Williams uma das quatro equipes de Fórmula 1, ao lado da , da também britânica e da , a vencer cem Grandes Prêmios. Antes do início dos anos de ouro da Ferrari (entre 1999 e 2004), a Williams detinha o recorde de Campeonato de Construtores, ao todo nove — todos conquistados entre 1980 e 1997 —, contra oito da Ferrari e oito da McLaren até a temporada de , quando foi igualada pela escuderia italiana em quando o recorde foi superado.

A Williams também tinha interesses comerciais além da Fórmula 1. Com sede em Grove, Oxfordshire, Reino Unido, a equipe estabeleceu a Williams Advanced Engineering e a Williams Hybrid Power, que pegam tecnologias originalmente desenvolvidas para a Fórmula 1 e as adaptam para aplicações comerciais. Em abril de 2014, a Williams Hybrid Power foi vendida para a GKN. A Williams Advanced Engineering tinha um centro de tecnologia localizada no Catar até ser fechado em 2014. Em dezembro de 2019, a Williams anunciou a venda de sua participação majoritária na Williams Advanced Engineering para a EMK Capital.

Em 21 de agosto de 2020, a Williams anunciou que havia sido adquirida pela Dorilton Capital, um grupo de investimento privado dos Estados Unidos.

História da equipe Frank Williams já havia possuído sua própria equipe de Fórmula 1, mas somente em , com Patrick Head, formou a equipe Williams Grand Prix Engineering, nome que voltou a ser utilizado a partir no campeonato de , depois dos anos em que foi parceira da BMW. A equipe obteve a primeira vitória num carro próprio, o Williams FW07, com o suíço Clay Regazzoni em no Grande Prêmio da Grã-Bretanha. O primeiro título mundial de pilotos veio em com o australiano Alan Jones.

Saudia Airlines (1978–1984) Entre e , quando os pilotos da equipe conquistavam vitórias comemoravam com uma garrafa de água, porque a equipe inglesa era patrocinada pela Saudia Airlines, uma empresa árabe e que segue as leis islâmicas e que não permitia que os seus patrocinados consumissem bebidas alcoólicas no pódio.

thumb|200px|O FW14B de Nigel Mansell, usado em . Neste ano Mansell foi campeão de pilotos, e a Williams campeã nos construtores.

Nessa época, a Williams conquistou dois títulos de construtores (1980 e 1981) e dois de pilotos (1980 e 1982), com Alan Jones (1980) e Keke Rosberg (1982).

Canon-Tactel Honda/Judd/Renault (1985–1990) Em a equipe Williams fechou acordo de patrocínio com a fabricante de câmeras fotográficas japonesa Canon, a empresa de tecidos Tactel e a gigante química britânica ICI, marcando o ingresso do piloto Nigel Mansell e a última temporada de Keke Rosberg. Esse período ficou marcado pela disputa do domínio interno na equipe entre os pilotos Nigel Mansell e Nelson Piquet nas temporadas de , culminando na perda do título para o piloto Alain Prost com a conquista somente do título de construtores, e , com título para Nelson Piquet juntamente com de construtores. Em , a equipe passa a perder o apoio dos motores , fechando um acordo com a fabricante , e Nelson Piquet transfere-se para equipe , sendo que em seu lugar, ingressa o italiano Riccardo Patrese. Comparada a temporada anterior, a equipe perde competitividade devido aos fracos motores Judd terem um péssimo rendimento, ficando em 7º colocação no mundial de construtores.

A partir de , Nigel Mansell transfere-se para equipe Ferrari e em seu lugar ingressa o belga Thierry Boutsen. A temporada se mostra muito mais equilibrada, graças ao apoio da fabricante no fornecimento de propulsores, com uma pole position de Riccardo Patrese no Grande Prêmio da Hungria e o vice-campeonato de construtores. Para a dupla de pilotos é mantida. Com o crescimento das equipes e a equipe tem uma queda em seu rendimento finalizando a temporada com um 4º lugar no mundial de construtores.

Canon-Camel Renault (1991–1993) A partir de a equipe Williams fecha contrato de patrocínio com a fabricante de cigarros Camel, marcando também o retorno de Nigel Mansell. A temporada de 1991 se mostra uma evolução comparada a de 1990, visto o pesado investimento em recursos eletrônicos para os seus carros, juntamente com a evolução dos propulsores Renault. A disputa acirrada entre Nigel Mansell e Ayrton Senna marca essa temporada, sendo que um erro, contudo, cometido pelo britânico no Grande Prêmio do Japão lhe privou do título de pilotos consagrando a equipe vice-campeã de pilotos e vice-campeã de construtores. Entretanto, a temporada de marca o retorno do domínio da equipe com uma larga margem de vitórias de Mansell, com domínio da suspensão ativa e dos motores Renault, garantindo finalmente seu título de campeão de pilotos de forma antecipada, e o vice-campeonato para Riccardo Patrese, além do título de construtores. Em Nigel Mansell sai da equipe para ingressar na categoria CART e Riccardo Patrese anuncia sua ida para equipe . Nos respectivos lugares ingressam o francês Alain Prost e o britânico Damon Hill. A temporada é novamente marcada pelo domínio da equipe, havendo contudo uma disputa acirrada entre os pilotos Ayrton Senna e Alain Prost, além da disputa de construtores com as equipes e Benetton. Alain Prost, contudo, sagra-se tetracampeão, anunciando sua saída definitiva da categoria. A equipe finaliza campeã de pilotos e construtores e encerra o patrocínio com a Canon e a Camel.

Rothmans Renault (1994–1997) A equipe trocou o patrocínio da gigante de cigarros Camel e da fabricante de câmeras Canon pela fabricante cigarros inglesa Rothmans. Foi um período de altos e baixos da equipe, em grande parte porque houve a limitação no investimento em tecnologia de eletrônica embarcada, e porque a equipe não se adequou a tempo para a transição do regulamento para . A equipe já não contava com domínio superior frente aos adversários, devido a limitação da eletrônica embarcada, e os investimentos em melhora da aerodinâmica. O primeiro ano ficou marcado pela contratação de Ayrton Senna e sua morte no Grande Prêmio de San Marino. Frank Williams, Patrick Head e Adrian Newey (os dois últimos projetaram o carro) foram processados, mas não foram condenados. Neste ano, a equipe ganhou o campeonato de construtores, mas Damon Hill ficou a um ponto de Michael Schumacher, da . Nessa mesma temporada, a equipe chamou Nigel Mansell para as últimas três corridas, sendo que o britânico ainda ganhou a última. As temporadas de 1994 e marcaram um jejum de títulos, com duas temporadas de chances desperdiçadas, com um dos piores desempenhos desde o início da fase de domínio da equipe em com o título de Nelson Piquet. foi a temporada de retomada de vitórias da equipe com o título de pilotos para Damon Hill e a entrada de Jacques Villeuneuve para a vaga de segundo piloto, e que em viria a ser campeão pela Williams.

Winfield Mecachrome/Supertec (1998–1999) A fase mais vitoriosa da Williams acabou em 1997, em grande parte pela perda dos motores , que saíram da Fórmula 1. Nas temporadas de e com os motores não oficiais da Renault, Mecachrome e Supertec respectivamente, a Williams conquistou 3° e 5° lugares nos construtores, sem chances de alguma vitória, e teve a participação do piloto Alessandro Zanardi, que não repetiu a mesma performance que fez na Champ Car ano anterior.

Motores BMW (2000–2005) Em a equipe muda de fornecedora de motores, que a partir de então passa a ser a BMW. Neste ano a Williams faz uma temporada regular conquistando 36 pontos e o 3° lugar nos construtores.

Para , com o carro mais desenvolvido junto com o , a equipe quebra um jejum de 4 anos sem vitórias na Fórmula 1, com a vitória de Ralf Schumacher no Grande Prêmio de San Marino, faz 80 pontos e repete o 3° lugar da temporada anterior.

Nas temporadas de e conquista o vice-campeonato de construtores. Em , Patrick Head faz um projeto revolucionário, mas o carro não se mostra competitivo e frustra as expectativas de título da equipe, que pelo menos encerra a temporada com uma vitória de Juan Pablo Montoya no Grande Prêmio do Brasil, e essa foi a última temporada da dupla Montoya e Ralf pela equipe. Para Mark Webber e Nick Heidfeld são contratados, fazem uma temporada regular, mas a Williams e a BMW rompem.

Motores Cosworth (2006) Com o rompimento da Williams com a BMW, em a Cosworth vira a nova fornecedora de motores. A equipe faz uma péssima temporada, conquistando apenas 11 pontos e o 8° lugar no construtores. A dupla de pilotos é Mark Webber e o estreante Nico Rosberg.

Motores Toyota (2007–2009) Em a Williams fecha acordo para ter os motores pelo menos até 2009. Com a parceria com a Toyota, a equipe se reergueu do fracasso de 2006, formando uma nova dupla de pilotos com Alexander Wurz substituindo Webber, que foi para a RBR, e mantendo o alemão Nico Rosberg. O ano foi bom, com a equipe fazendo um pódio com Wurz, no acidentado Grande Prêmio do Canadá, e um total de 33 pontos e o quarto lugar no campeonato de construtores, após a desclassificação da . No último Grande Prêmio do ano, o do , o japonês Kazuki Nakajima assumiu a vaga de piloto titular deixado por Wurz, que havia anunciado sua aposentadoria no GP anterior.

Após a consistente temporada de 2007, a Williams entra em apontada como quinta força da categoria, atrás de , McLaren, e . O início foi promissor, com Nico fazendo logo na estreia da temporada um pódio, e Nakajima chegando em sexto. Porém já na segunda etapa a equipe vai muito mal com Nico em 12° e Nakajima em 15°. Nas corridas seguintes a equipe perdeu posições para Renault, e até para a e no campeonato, e continuou decepcionando ao ter o seu melhor resultado dois sétimos lugares e chegar na maioria das vezes abaixo da décima colocação. No entanto a equipe conquistou um pódio novamente com Nico em 2º e Nakajima em 8º no histórico primeiro Grande Prêmio noturno de . Ao término da temporada, a equipe ficou na oitava colocação do Campeonato de Construtores com 26 pontos, 17 de Nico e 9 de Nakajima.

Em manteve os pilotos Rosberg e Nakajima; e como pilotos de testes o alemão Nicolas Hülkenberg também foi mantido, sendo contratado o jovem angolano Ricardo Teixeira. Foi uma temporada consistente e ligeiramente melhor que 2008. Com 34.5 pontos, a equipe terminou em sétimo lugar, embora as boas corridas de Rosberg se contrapunham com as fracas atuações de Nakajima, que não marcou nenhum ponto.

Em 20 de novembro a equipe anunciou a venda de parte minoritária da equipe a uma companhia de investimentos austríaca liderada por Toto Wolff.Williams vende parte da equipe a companhia de investimentos austríaca Globoesporte.comWilliams vende parte das ações Hoje em Dia

Volta aos motores Cosworth (2010–2011) Para a temporada de a equipe contratou Rubens Barrichello, de 37 anos, para pilotar o novo carro com o motor , juntamente com o novato piloto alemão Nico Hülkenberg, de 22 anos, campeão da GP2 em 2009 e até então piloto de testes. Para piloto de testes, o finlandês Valtteri Bottas foi confirmado na equipe em 29 de janeiro de 2010. A equipe terminou o mundial em sexto lugar no campeonato de construtores e Frank Williams chegou a afirmar que a equipe não ficou satisfeita com o desempenho do modelo FW32.Ano não agrada Williams, 6ª: "Carro não era bom" Tazio