Cineart, também conhecida como Cineart Multiplex, é uma rede brasileira cinemas e distribuidora de filmes, sediada na cidade de Belo Horizonte, que atua exclusivamente no estado de Minas Gerais, onde detém a liderança do mercado local. Seu parque exibidor é formado atualmente por doze complexos e 65 salas, média de 5,42 salas por complexo, detendo 70% do mercado de Minas Gerais e 5 milhões de espectadores anuais.

Suas 12 834 poltronas perfazem uma média de 197,45 assentos por sala. O último complexo inaugurado pela rede foi o Cineart Boulevard Colina, da cidade de Ponte Nova, em 5 de novembro de 2025, com duas salas e 200 assentos.

Em 25 de agosto de 2026 foi anunciada a criação da Companhia Brasileira de Cinemas, joint venture formada pelo Cine Araújo e Cineart Multiplex para juntas administrarem os complexos da UCI Cinemas Brasil, adquirida junto à Paramount Skydance.

História

A rede de cinemas Cineart foi fundada em 1947. Pertenciam à rede diversos cinemas de rua, tais como o Brasil, Pathé, Metrópole, Cine Jacques, Paladium, Acaiaca, Independência, Roxy, Royal, Tamoio, São Cristóvão e Odeon, todos na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

De acordo com a empresa especializada em mercado cinematográfico FilmeB, a empresa teve quatro milhões de espectadores no ano de 2012, com ingresso médio de quinze reais, o que proporcionou uma renda de R$ 60 milhões. Foi também responsável pela inauguração do primeiro complexo de luxo na capital mineira, localizado no Ponteio Lar Shopping, que utiliza a marca NET Cineart Premier, em virtude do patrocínio daquela empresa de telecomunicações. A Cineart também opera uma sala IMAX, inaugurada em dezembro de 2015 no complexo do Boulevard Shopping, a primeira do seu gênero no Estado de Minas Gerais.

Um aspecto importante da marca é a existência de diversas outras empresas cinematográficas pelo Brasil que utilizam nomenclatura semelhante, o que pode gerar uma confusão entre elas. Há desde o Circuito Cinearte, do empresário Adhemar Oliveira, especializado em cinema alternativo e programação mista, a pequenos exibidores do circuito comercial, como o Cine Art Cacoal, da cidade de Cacoal, a Movie Arte Cinemas, de Porto Alegre e o Cine Art Pelotas, da cidade de Pelotas, que deixou recentemente a associação com a Arcoplex Cinemas.

Entretanto, a maioria dessas empresas é voltada a programação alternativa ou cinema de arte (conhecida em Portugal "cinema de culto"), como Cine Arte Posto 4, da cidade Santos, Cine Arte UFF, vinculado à Universidade Federal Fluminense de Niterói, Paradigma Cine Arte, de Florianópolis e o Grupo SaladeArte, de Salvador, entre várias outras.

Em outubro de 2012, a Cineart foi condenada em primeira instância a pagar indenização de dez mil reais, por danos morais, à uma deficiente auditiva que dirigiu-se ao Cineart Multiplex do Shopping Cidade e não encontrou disponibilizada sessões legendadas dos filmes Shrek e Meu Malvado Favorito, cujas fotos dos cartazes ela anexou ao processo. Na ação judicial, a reclamante alegou que dirigiu-se com seu namorado ao cinema para comemorar o aniversário de namoro e a não - disponibilização de cópias legendadas seria uma forma de discriminação. A empresa defendeu-se dizendo que a reclamante não provou a existência de danos morais e materiais, nem teria sido enganada, uma vez que no cinema haveria "informações claras sobre as sessões". De acordo com o advogado da rede exibidora, "a ausência do filme com legenda não tem relação com a deficiência do casal, é apenas uma questão de oferta". Ademais, caberia à empresa distribuidora a seleção de cópias dubladas ou legendadas e não ao exibidor. Ainda assim, o juiz deu ganho de causa à reclamante, alegando que "o portador de deficiência auditiva tem direito de acesso à cultura e ao lazer, devendo tal acesso ser interpretado, no que tange à cultura cinematográfica, não só como acesso físico às salas de exibição, mas também como direito de compreensão linguística das interações culturais que ali se realizarem". Consta que o namorado da reclamante também processou a Cineart, sendo que sua causa foi declarada improcedente em 2011. A empresa ainda teria tentado a conciliação com os reclamantes, oferecendo ingressos para outras sessões, o que não foi aceito. A Cineart anunciou que iria recorrer, não tendo sido divulgado o teor do trânsito em julgado.

Durante a pandemia de COVID-19 que fechou todas as salas de cinema, a Cineart operou dois cinema drive-in em Nova Lima.Cinema drive-in tem início hoje com duas sessões em Alphaville

Em 15 de setembro de 2021 se juntou ao Cinesystem, GNC Cinemas e o Moviecom para a criação do Conebi (Consórcio Exibidores Brasileiros Independentes).

Distribuição de filmes e rankings A Cineart encerrou o ano de 2015 na 10.ª posição entre os maiores exibidores do Brasil por número de salas, (market share de 1,67%). Detém, ao lado da Cinemark, o domínio do mercado exibidor de Belo Horizonte. Fora seis shopping centers da Capital (Boulevard, Cidade, Del Rey, Minas, Ponteio e Via Shopping), também tem complexos de salas nos dois shoppings de Contagem (Shopping Contagem e Itaú Power), um de Betim (Monte Carmo), mais Pouso Alegre e Barbacena.Todos os cinemas

Em setembro de 2016, a empresa adentrou no mercado de distribuição de filmes, sendo que seu primeiro lançamento distribuído ao mercado foi Lâminas da morte - A maldição de Jack, o estripador. Segundo o gerente-geral da empresa, Lúcio Otoni, que também é diretor do Sindicato das Empresas Exibidoras de Belo Horizonte, Betim e Contagem desde 2002, o propósito inicial é trabalhar com poucos títulos e apoiar as produções regionais do estado de Minas Gerais.

Público

Abaixo a tabela de público e sua evolução de 2002 a 2019, considerando o somatório de todas as suas salas a cada ano. A variação mencionada se refere à comparação com os números do ano imediatamente anterior. No período estudado, é possível observar um crescimento da ordem de 202,29%. Mesmo com a queda de público que se operou no circuito exibidor brasileiro em 2017 e 2018, fazendo com que a Cineart perdesse 13,24% dos seus frequentadores naqueles dois anos de retração, a rede subiu uma posição a tabela, passando a ocupar o 9º lugar.

Os dados de 2008 até 2013 foram extraídos do banco de dados Box Office do portal de cinema Filme B, sendo que os números de 2002 a 2007 e 2014 a 2015 têm como origem o Database Brasil. Já os dados de 2016 em diante foram extraídos do relatório "Informe Anual Distribuição em Salas Detalhado, do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) da ANCINE.

Ano Público totalRanking no paísMarket ShareVariação 2002 1 254 686 15º 1,38% ano-base 2003 1 658 243 15º 1,60% 32,16% 2004 2 000 153 15º 1,74% 20,62% 2005 1 812 886 12º 2,02% -9,36% 2006 n.d n.d n.d n.d 2007 1 709 557 11º 1,91% 6,04% 2008 1 972 956 11º 2,31% 15,41% 2009 2 625 731 11º 2,32% 33,09% 2010 3 063 225 11º 2,27% 16,66% 2011 3 527 352 11º 2,49% 15,15% 2012 3 899 132 11º 2,62% 10,54% 2013 3 860 322 11º 2,55% 1,00% 2014 4 005 663 10º 2,55% 3,76% 2015 4 166 188 10º 2,44% 4,01% 2016 4 371 586 10º 2,38% 4,93% 2017 4 038 567 10º 2,26% 7,62% 2018 3 792 760 9º 2,35% 6,09% 2019 4 262 575 9º 2,42% 12,39% 2020 n.d 15º 2,40% 2021 n.d 12º 1,40%

Ligações externas

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