Federação Operária de São Paulo (FOSP) é uma antiga organização de operários paulistas que atualmente ativou-se. Como existe a FORGS (Federação Operária do Rio Grande do Sul).

Ela foi criada por uma maioria de anarquistas e tinham a poposta de greve geral de todas as categorias. Mantinha o lema da Primeira Internacional: " A emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores".

Atualmente ela está em fase de restruturação e ativação assim como a Confederação Operária Brasileira (COB-AIT) baseada em sindicatos livres como o Sindicato de Artes e Oficios Vários que são estabelecidos em diversas cidades, promovendo o reajuste salarial de forma justa e que garanta as necessidades de vida, a redução da jornada de trabalho para todas as categorias Plataforma Reivindicativa e a intenção final é a libertação dos trabalhadores do jugo do patronato e do capitalismo como também do socialismo autoritário (de influência marxista), por isso não há partidos e nem podem participar partidários de qualquer partido, resumida na frase "nem a ditadura do capital, nem a ditadura do proletariado".

Associado a Associação Continental Americana dos Trabalhadores (ACAT) e a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). Todas de perfil anarquista e de sindicalismo revolucionário ou seu equivalente anarcossindicalismo.

História A Federação Operária de São Paulo foi fundada em 1905, reunindo organizações de trabalhadores, Associações de Resistência e Sindicatos de varias categorias. O Brasil teve um processo de industrialização chamado tardio e marginal que inicialmente foi de substituição de produtos importados como tecidos e alimentos principalmente, por terem suas plantas industriais baratas e acessíveis. As tecnologias mais avançadas da época eram muito caras, além de não estarem disponíveis. Neste ambiente, era necessário também mão-de-obra barata.

A mão-de-obra africana recém liberta fora descartada após ter sido por séculos explorada e oprimida. Não há um ainda um entendimento do porque essa mão-de-obra de ex-escravos não fora absorvida pela novas fábricas. Embora os africanos fossem qualificados e pudessem aprender os novos ofícios, se optou pelos imigrantes europeus, talvez com a compreensão de que já eram trabalhadores disciplinados no trabalho fabril .

Neste período temos populações de africanos e seus descendentes abandonados nas cidades, dando origem aos primeiros bairros populares e favelas. Uma questão importante a ser mais pesquisada.

Muitos desses trabalhadores europeus também traziam uma consciência de classe, de resistência e luta, em muitos casos baseados nos ideais anarquistas. Logo sentiram que os patrões brasileiros eram iguais, senão piores que os europeus e que tinham que se organizar para resistir aos mandos e desmandos da classe patronal, levando-os à resistir e lutar por suas necessidades.

Esses imigrantes traziam sua experiência de luta na Europa. Aqui começaram a se organizar, sempre com muita dificuldade. Era difícil unir os trabalhadores porque a repressão estatal e patronal era enorme, era caso de polícia com um presidente do período se referiu.

A repressão foi enorme e muitos foram presos e deportados para seus países de origem, outros foram jogados em campos de concentração (com a Clevelândia, um campo de concentração no meio da floresta amazônica, e dos milhares de anarquistas sindicais que foram jogados lá para morrerem de febre amarela, ataques de animais como onças e serpentes venenosas, entre outras coisas, uma região muito inóspita).

Apesar de tudo isso, nossos companheiros conseguiram as duras penas, organizar a resistência operária durante 30 anos, até o golpe de Getúlio Vargas e a imposição da CLT. As jornadas de trabalho eram grandes, de 10, 11, 12 horas diárias.FOSP, uma perspectiva histórica

Referências

Ver também Luta de classes Anarquismo anarcossindicalismo sindicalismo revolucionário Confederação Operária Brasileira

Ligações externas FOSP pró-Sindivarios/Campinas COB-AIT Associação Internacional dos Trabalhadores

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