Flávio Tauro (; 345-361) foi um político e oficial do Império Romano do , ativo durante o reinado do imperador . Exerceu inúmeros ofícios ao longo de sua próspera carreira e tornar-se-ia patrício, porém cairia em desgraça com a ascensão de .

Vida

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Pouco se sabe sobre as origens de Tauro. Segundo o sofista Libânio, era de origem humilde, porém tornar-se-ia notário. Ao longo de sua carreira, como citado numa inscrição presente numa estátua dedicada a ele no Fórum do Touro em Constantinopla, ocupou uma série de ofícios, o primeiro deles de conde da primeira ordem (). Nessa posição, foi um dos principais condes do imperador Constâncio em 345 e teria participado do comitê que julgou o bispo Fotino em Sirmio em 351. Segundo Amiano Marcelino, em 354, quando visitou o Reino da Armênia, presumivelmente concernente o casamento de Olímpia com o rei , ele ocupou a posição de questor do palácio sagrado.

Em 354/355, foi conferido a Touro o título honorífico de patrício e entre 355-361, exerceria o ofício de prefeito pretoriano da Itália e África; avultada quantidade de leis emitidas em seu mandato foram preservadas nos códigos de leis bizantinos. Em 359, participou do Concílio de Arímino como representante de Constâncio e se sabe que em dado momento teria sido confiado a missão de dar as instruções do retorno para casa dos presentes. Em 361, tornar-se-ia cônsul anterior ao lado de Florêncio.

No ano de seu consulado, o césar Juliano, estacionado na Gália, foi proclamado augusto por suas tropas e iniciou uma revolta contra Constâncio. O imperador legítimo, ciente disso, ordenou-lhe que coletasse recursos em Brigância e nos Alpes Cócios, porém, ciente de que Juliano estava em marcha ao Oriente, Tauro fugiu para a prefeitura pretoriana da Ilíria, onde juntou-se com Florêncio e ambos partiram à corte de Constâncio. Tauro foi mais tarde condenado por esta fuga em um julgamento que foi realizado na Calcedônia em 361, e enviado ao exílio em Vercelas. Se sabe que ainda estava vivo no Oriente na década de 390.

Família

Tauro teve confirmadamente um filho chamado Armônio, sendo igualmente provável que era pai do cônsul de 398 Eutiquiano e do cônsul de 400 Aureliano; Alan Cameron sugere que era pai do cônsul de 397 Cesário. Dentre seus descendentes conhecidos há o cônsul de 428 Flávio Tauro e o cônsul de 513 Flávio Tauro Clementino Armônio Clementino.

Ver também

Bibliografia

In

Categoria:Prefeitos pretorianos da Itália Categoria:Condes romanos Categoria:Tribunal da Calcedônia Categoria:Questores do palácio sagrado romanos Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Patrícios Categoria:Romanos antigos do século IV Categoria:Condes da primeira ordem