Stanley Benjamin Prusiner (Des Moines, ) é um neurologista, pesquisador e professor universitário norte-americano.

Diretor fundador do Instituto de Doenças Neurodegenerativas (IND) da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), Prusiner descobriu os príons, uma classe de patógenos infecciosos autorreplicantes compostos principal ou exclusivamente por proteínas, uma teoria científica considerada por muitos como uma ideia herética quando proposta inicialmente. Ele recebeu o Prêmio Albert Lasker de Pesquisa Médica Básica em 1994 e o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1997 por pesquisas sobre doenças priônicas desenvolvidas por ele e sua equipe de especialistas (entre eles D. E. Garfin, D. P. Stites, W. J. Hadlow e C. M. Eklund) a partir do início da década de 1970.

Biografia Prusiner nasceu em uma família judia em Des Moines, em 1942, filho de Miriam (Spigel) e Lawrence Prusiner, um arquiteto. Ele passou a infância em Des Moines e Cincinnati, Ohio, onde frequentou a Walnut Hills High School e ficou conhecido como "o pequeno gênio" devido ao seu trabalho pioneiro no desenvolvimento de um repelente para percevejos-do-ácer. Prusiner obteve o título de bacharel em Química pela Universidade da Pensilvânia e, posteriormente, formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da mesma universidade. Em seguida, completou um estágio em medicina na Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Mais tarde, transferiu-se para os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), onde estudou glutaminases em E. coli no laboratório de Earl Stadtman.

Após três anos no NIH, Prusiner retornou à UCSF para concluir a residência em neurologia. Ao finalizar a residência em 1974, ingressou no corpo docente do Departamento de Neurologia da UCSF. Desde então, ocupou diversos cargos acadêmicos e de professor visitante tanto na UCSF quanto na UC Berkeley. Em 1999, Prusiner fundou o IND na UCSF. O IND realiza pesquisas sobre doenças neurodegenerativas causadas pelo acúmulo de proteínas com dobramento incorreto. Entre elas estão a doença de Creutzfeldt-Jakob, a doença de Alzheimer, as sinucleinopatias e as tauopatias.

Príons Em seu artigo de revisão de 1998 na PNAS sobre príons, Prusiner escreveu: "A ideia de que os príons do scrapie eram compostos por uma proteína amiloidogênica era verdadeiramente herética quando foi apresentada" por Tikvah Alper. As encefalopatias espongiformes transmissíveis, como o scrapie e a encefalopatia espongiforme bovina ("doença da vaca louca"), são doenças que deixam o cérebro de suas vítimas repleto de orifícios. Os cientistas não sabiam qual patógeno ou organismo causador de doenças produzia tal padrão.

Prusiner e seus colaboradores propuseram "uma teoria científica, considerada herética por parecer desafiar o papel dos ácidos nucleicos como os portadores exclusivos de informação genética". Essa teoria sugeria que o patógeno causador das doenças priônicas poderia ser uma "variedade letal de uma proteína normal, capaz de se autopropagar no cérebro. A proteína hipotética é chamada de príon (pronuncia-se pree-on)", um termo formado pela combinação das palavras inglesas proteinaceous (proteico) e infectious (infeccioso).

Ligações externas

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