A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) é um órgão colegiado vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), responsável por analisar e opinar sobre as propostas culturais encaminhadas ao Ministério com o objetivo de obter apoio por meio de mecanismo de incentivos fiscais, conforme instituído pelo Art. 32 da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91),Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991. que a instituiu no âmbito.

A CNIC é composta por representantes do poder público e da sociedade civil, garantindo pluralidade na tomada de decisões.

Criada pelo Artigo 32 da referida Lei Rouanet, como órgão deliberativo, a CNIC reúne-se uma vez ao mês, em sessões presenciais ou híbridas, com este propósito, sendo uma das instâncias de análise da proposta, podendo inclusive ter posição de alterações de parecer e vetos, ou seja, suas decisões orientam o Ministério da Cultura na aplicação dos mecanismos de fomento, garantindo a observância dos critérios técnicos e das diretrizes de política cultural.

As reuniões da CNIC costumam ocorrer em diferentes regiões do país, promovendo descentralização e diálogo com agentes culturais locais. Esse modelo itinerante contribui para fortalecer o controle social e a integração entre gestores públicos, produtores e artistas.

As decisões da Comissão se baseiam em pareceres técnicos elaborados previamente pela Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural, que realiza a análise formal e de mérito das propostas. O parecer da CNIC, após aprovado, segue para homologação da Secretaria e do Ministro de Estado da Cultura.

Os membros da CNIC não recebem remuneração pelo exercício de suas funções, sendo considerados de relevante interesse público. O Ministério da Cultura cobre apenas custos logísticos e de deslocamento quando necessário para a participação presencial nas reuniões.

Composição Os representantes da sociedade civil na CNIC (que incluem o representante do empresariado nacional e os seis representantes de entidades associativas dos setores culturais e artísticos) são escolhidos por meio de um processo regulado por decreto e editais específicos. Esses conselheiros têm mandato de dois anos, com uma única recondução permitida.

O processo de indicação contempla: habilitação de entidades associativas que atendam critérios de atuação nacional ou regional; indicação de seus representantes para titular e suplente; e publicação em ato da Ministra ou autoridade delegada. Em edições mais recentes, como no edital para composição biênio 2025-2027, esse processo foi formalizado por meio de edital público, com chamada para entidades realizarem inscrição, comprovação de atuação em diversas regiões, e classificação que considera segmentos culturais, diversidade e regionais.https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/editais/inscricoes-encerradas/edital-para-composicao-da-cnic-2025-2027/sei_2163189_edital_minc_n__1-na-integra

São membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), conforme o Decreto nº 5.761, de 27 de abril de 2006, em seu artigo 39:Decreto 5.761/2006 o Ministro de Estado da Cultura, que exerce a presidência da Comissão; os presidentes de cada uma das entidades vinculadas ao Ministério da Cultura (listados abaixo); o presidente de entidade nacional que congrega os Secretários de Cultura das unidades federadas; um representante do empresariado nacional; seis representantes de entidades associativas de setores culturais e artísticos, de âmbito nacional

Entidades vinculadas ao MinC Fundação Nacional de Artes (Funarte) Fundação Biblioteca Nacional (FBN) Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) Fundação Cultural Palmares (FCP) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais da Cultura Agência Nacional do Cinema (ANCINE) Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM)

Representantes do Poder Público que integram a CNIC

Margareth Menezes – Ministra de Estado da Cultura (titular da presidência da CNIC) Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – titular: Marco Americo Lucchesi; suplente: Suely Dias Fundação Nacional de Artes (Funarte) – titular: Maria Marighella; suplentes: Leonardo Lessa de Mendonça e Luisa Vasconcelos Hardman Fundação Cultural Palmares (FCP) – titular: João Jorge Santos Rodrigues; suplentes: Nelson Luiz Rigaud Mendes e Guilherme Bruno dos Santos Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) – titular: Alexandre de Souza Santini Rodrigues; suplentes: Andrea Terra de Onofre e Antônio Herculano Lopes Agência Nacional do Cinema (ANCINE) – titular: Alex Braga Muniz; suplentes: Tiago Mafra e Leandro de Sousa Mendes Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) – titular: Fernanda Santana Rabello de Castro; suplentes: Rafaela Caroline Noronha Almeida e Flávio Costa Avalone Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – titular: Leandro Antônio Grass Peixoto; suplentes: Daniel Borges Sombra e Mariane da Silva Paulino Fórum de Secretários de Cultura – titular: Fabrício Noronha Fernandes; suplente: Jandeivid Lourenço Moura

Representantes da Sociedade Civil na CNIC

Sacha Eduardo Witkowski Ribeiro de Mello — representante titular do segmento Artes Cênicas; Daniella Francini Angelotti — primeira suplente de Artes Cênicas; Klebson Alberto Queiroz de Oliveira — segundo suplente de Artes Cênicas; Carlos Francisco Amorim de Carvalho — titular do segmento Artes Visuais; Gabriela Moulin Mendonça — primeira suplente de Artes Visuais; Rodrigo Rebouças Lyra — segundo suplente de Artes Visuais; Tiago Santos — representante titular do segmento Audiovisual; Rafael de Freitas Peixoto — primeiro suplente de Audiovisual; Adrielle Priscila da Silva Tavares (Priscila Tapajowara) — segunda suplente de Audiovisual; Veridiana de Cássia Barreto Cesarino — titular da bancada do Empresariado Nacional; Paula Duarte Bosso Schnor — primeira suplente do Empresariado Nacional; Daniel Cardoso Vitt — segundo suplente do Empresariado Nacional; Márcio Teixeira Tupinambá — titular do segmento Humanidades; Carla Simone da Silveira Mauch — primeira suplente de Humanidades; Rodrigo Vieira Costa — segundo suplente de Humanidades; Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo — titular do segmento Música; Wesley Cairo Pereira de Sousa — primeiro suplente de Música; Adriana Belic Cherubina — segunda suplente de Música; Fabiano de Melo Duarte Rocha — titular do segmento Patrimônio Cultural; Eneida Braga Rocha de Lemos — primeira suplente de Patrimônio Cultural; Danielle Cristina Dias de Santana — segunda suplente de Patrimônio Cultural.

Estrutura interna da CNIC A CNIC opera por meio de um conjunto funcional integrado por três níveis principais de liderança e apoio: a presidência, a secretaria-executiva e as coordenações técnicas (grupos de trabalho). Cada nível desempenha funções específicas para assegurar o funcionamento colegiado, técnico e administrativo da Comissão.

Presidência A presidência da CNIC é exercida pelo Ministro de Estado da Cultura, ou por autoridade delegada, como o Secretário-Executivo do Ministério em caso de impedimento. A presidência tem as seguintes atribuições principais:

convocar e presidir as reuniões ordinárias e extraordinárias da comissão; estabelecer a ordem do dia e a pauta das deliberações do colegiado; delegar competências às instâncias internas (comissões temáticas, subgrupos, etc.); homologar, após deliberação da CNIC, os pareceres emitidos sobre projetos e recursos de incentivos fiscais; representar institucionalmente a CNIC perante o Ministério, outros órgãos públicos e a sociedade civil. O papel da presidência é decisivo para garantir a articulação entre o colegiado e a política cultural federal, assegurando que as decisões estejam alinhadas com as diretrizes definidas pelo ministério.

Secretaria-Executiva A secretaria-executiva funciona como o suporte administrativo e logístico da CNIC. Geralmente vinculada à Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (ou equivalente dentro do Ministério) ou à Secretaria-Executiva do Ministério da Cultura, essa unidade realiza as seguintes tarefas:

preparar e distribuir convocações, atas, relatórios e outros documentos para os comissários; coordenar a tramitação dos processos de análise (inscrição, habilitação, parecer) de projetos que se submetem à Lei Rouanet; manter o registro de reuniões, pautas, votações, atas e participar da transparência pública dos atos da Comissão; prover apoio logístico às sessões (organização de locais, videoconferência, materiais de suporte) e zelar pelo cronograma de reuniões; auxiliar na articulação entre os colegiados setoriais, grupos de trabalho e a CNIC propriamente dita; Essa secretaria-executiva funciona como a ponte operacional entre o aparato técnico-administrativo e o colegiado deliberativo, garantindo que as deliberações decorram de processos bem preparados.

Coordenações técnicas e grupos de trabalho Além do colegiado pleno, a CNIC conta com coordenadorias técnicas, comissões temáticas ou grupos de trabalho (GTs) que se encarregam de aspectos especializados da política dos incentivos fiscais culturais. Exemplos de suas atribuições incluem:

levantamento de áreas prioritárias ou segmentos emergentes (ex.: acessibilidade, cultura indígena, cultura popular); elaboração de rascunhos de súmulas administrativas ou orientações técnicas para uniformização dos pareceres da CNIC; análise de recursos ou disputas técnicas apresentadas pelos proponentes de projetos culturais; articulação com os colegiados setoriais e com a sociedade civil para receber subsídios e relatórios sobre o desempenho do mecanismo de incentivos; Esses grupos, muitas vezes coordenados por um membro titular da CNIC ou por representante da sociedade civil, oferecem especialização e aprofundamento à deliberação colegiada, viabilizando que o processo de análise dos projetos seja tecnicamente qualificado e atualizado conforme a realidade cultural.

Ligações externas Lei nº 8.313/91 Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais da Cultura

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