Tibério (; falecido em 27 de novembro de 602) foi o segundo filho do imperador bizantino Maurício e sua esposa Constantina. Seu pai pretendia que herdasse a Itália e as ilhas ocidentais, centradas em Roma; no entanto, isso não se concretizou quando seu pai foi derrubado pelo novo imperador Focas , que mandou executar ele e seu pai, junto com seus irmãos mais novos, no porto de Eutrópio, Calcedônia.

Vida

Primeiros anos e família

thumb|upright=1.05|Soldo de Maurício

Tibério era o segundo filho do imperador Maurício e Constantina. Foi nomeado em honra do imperador , seu avô materno. Tinha um irmão mais velho, Teodósio, quatro irmãos mais novos (Pedro, Paulo, Justino e Justiniano) e três irmãs (Anastácia, Teoctiste e Cleópatra). Maurício não foi apenas o primeiro imperador bizantino desde a ter um filho, mas a capacidade dele e de Constantina de produzir vários filhos foi objeto de piadas populares. Maurício serviu como mestre dos soldados do Oriente, o comandante das forças bizantinas no Oriente, garantindo vitórias decisivas sobre o Império Sassânida. O imperador bizantino reinante, Tibério II, enfraquecido pela doença, nomeou Maurício um de seus dois herdeiros, ao lado de Germano, planejando dividir o império em dois, dando a Maurício a metade oriental. No entanto, Germano declinou e, portanto, em 13 de agosto de 582, Maurício casou-se com Constantina e foi declarado imperador. Tibério II morreu no dia seguinte, e Maurício tornou-se o único imperador.

Anos finais

thumb|esquerda|Síliqua de Teodósio, irmão de Tibério thumb|esquerda|Dinar de

De acordo com o testamento de seu pai, escrito em 597 quando sofria de uma doença grave, Maurício pretendia que Tibério governasse a Itália e as ilhas ocidentais, centradas em Roma, em vez de Ravena, com Teodósio governando no Oriente, centrado em Constantinopla. Teofilato Simocata, uma fonte contemporânea, afirma que o restante do império seria dividido pelos filhos mais novos de Maurício, e o bizantininista J. B. Bury sugere que um governaria o norte da África e o outro a Ilíria, incluindo a Grécia, com Domiciano de Melitene como guardião deles. O historiador Johannes Wienand sugere que, neste arranjo, Teodósio serviria como augusto sênior, Tibério como augusto júnior e os irmãos mais novos como césares.

Em 602, Maurício ordenou que o exército bizantino passasse o inverno além do Danúbio, fazendo com que as tropas exaustas pela guerra contra os eslavos se levantassem e declarassem Focas seu líder. As tropas exigiram que Maurício abdicasse em favor de Teodósio ou o general Germano. Em 22 de novembro, enfrentando distúrbios em Constantinopla liderados pela facção verde do hipódromo, Maurício e sua família embarcaram num navio de guerra com destino à Nicomédia. Teodósio pode ter estado naquela época no Império Sassânida, numa missão diplomática, ou, de acordo com algumas fontes, foi posteriormente enviado por Maurício para solicitar ajuda do xainxá .

Focas foi coroado imperador no dia seguinte, 23, depois de chegar à capital. Após sobreviver a uma tempestade, Tibério e sua família desembarcaram em São Autônomo, perto de Preneto, a 72 quilômetros de Constantinopla, mas foram forçados a ficar lá devido à artrite de Maurício, que o deixou acamado. Foram capturados por Lílio, um oficial de Focas, e levados ao porto de Eutrópio em Calcedônia, onde, em 27 de novembro, Tibério e seus três irmãos mais novos foram mortos, seguidos pelo próprio Maurício. Seus restos mortais foram recolhidos por Górdia, tia de Tibério, e enterrados no Mosteiro de São Mamas, que ela havia supostamente fundado. Teodósio foi posteriormente capturado e executado quando retornou, enquanto Constantina e suas filhas foram levadas sob a proteção de , o patriarca de Constantinopla.

Bibliografia

Categoria:Bizantinos executados no século VII Categoria:Filhos de Maurício (imperador) Categoria:Nobres do Império Bizantino do século VI Categoria:Nobres do Império Bizantino do século VII