Angelus Novus (em português, "anjo novo") é o título latino de um desenho a nanquim, giz pastel e aquarela sobre papel, feito por Paul Klee em 1920. Atualmente faz parte da coleção do Museu de Israel, em Jerusalém.Angelus Novus. Israel Museum, Jerusalem.
Na nona tese do seu ensaio "Sobre o Conceito de História", o filósofo e crítico literário Walter Benjamin, que adquiriu o desenho em 1921, escreveu:
Após o suicídio de Benjamin em setembro de 1940, Gershom Scholem (1897-1982), um notável estudioso do misticismo judaico e grande amigo do filósofo, herdou o desenho. Segundo Scholem, Benjamin tinha uma espécie de identificação mística com o Angelus Novus e incorporou isso em seus escritos sobre o "anjo da história", numa melancólica visão do processo histórico como um incessante ciclo de desespero.
Segundo a tradição hebraica, um anjo novo é criado para executar uma ordem de Deus ou cantar um cântico novo e se extinguir em seguida. Walter Benjamin explica isso na apresentação da revista Angelus Novus: "Uma lenda talmúdica nos diz que uma legião de anjos novos é criada a cada instante para, depois de entoar seu hino diante de Deus, terminar e dissolver-se no nada".
Otto Karl Werckmeister observa que a interpretação de Benjamin sobre o anjo novo de Klee fez com que a imagem se tornasse "um ícone da esquerda".WERKMEISTER, Otto. Icons of the Left: Benjamin and Einstein, Picasso and Kafka After the Fall. Chicago: University of Chicago Press, 1997; pp. 9. O nome e o conceito do anjo também inspiraram artistas e músicos.
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