Sara Fernanda Giromini,. conhecida como Sara Winter ou Sara Huff (São Carlos, 18 de junho de 1992), é uma comentárista politica. Embora tenha se envolvido com a politica por seu ativismo no movimento feminista radical "FEMEN", se tornou nacionalmente conhecida por sua associação a grupos de extrema-direita política. Uma das principais apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro,fundou a organização de extrema direita "300 do Brasil" e participou de manifestações que incluíam pautas como o fechamento do Supremo Tribunal (STF) e do Congresso Nacional do Brasil,além de adoção de medidas de exceção e golpe de Estado .Amigos de juventude de Sara declararam que seus posicionamentos dependiam das oportunidades e de seus interesses.
Depois de deixar o grupo radfem FEMEN, a que chamou "intolerante", escreveu um livro digital com o título Vadia, Não! Sete Vezes que Fui Traída pelo Feminismo. Contudo, sua militância nessa causa é contestada. A professora de filosofia e escritora ligada a esse movimento, Marcia Tiburi, afirma que Sara não pode ser considerada ex-feminista porque nunca foi feminista, e mentiu ao se apresentar como tal para obter lucros financeiros com isso.
Na segunda metade de 2013 fundou um grupo próprio, o BastardXs, que aceitava homens entre seus militantes. Entre 2013 e 2014 instituições de grupos feministas dizem ter expulsado Sara, a acusando de uso de verba recebida para sua autopromoção. A partir de 2015, passou a participar do "grupo Pró-Mulher", ao mesmo tempo em que começou a se posicionar contra as pautas que outrora defendia, incluindo a construção social dos gêneros, o feminismo, e a legalização do aborto, a diminuição das desigualdades sociais, a justiça social, auxíllios como o bolsa família e o Estado Laico, defendendo desde então posições políticas ligadas à direita e ao conservadorismo.
Foi candidata a deputada federal pelo Democratas do Rio de Janeiro nas eleições de 2018, não conseguindo eleger-se.Eleições 2018 - Candidatos a deputado federal do Rio de Janeiro. Acessado em 02/10/2018. Em 2019, foi coordenadora de políticas à maternidade no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em Junho de 2020, Sara Winter foi presa temporariamente, no âmbito do inquérito que investigava a organização e o financiamento de atos anti democráticos. À época, ela liderava o grupo 300 do Brasil, um movimento com diversas que promovia ameaças a ministros do STF, o fechamento do Congresso Nacional e a implementação de uma Ditadura Militar no Brasil.Em análies publicadas durante o período, pesquisadores apontaram semelhanças entre o grupo 300 do Brasil com movimentos fascistas europeus, destacando o uso direto de referencias estéticos, além de discursos que exaltavam a violência politica.
Posteriormente, ela foi colocada em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. Sara saiu do país e abandonou o ativismo político.
Biografia Sara Winter vivia com os pais na cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo. Segundo seus amigos, Sara sofreu violência familiar, violência sexual e chegou a fazer um aborto. Seu irmão, Diego Giromini, contesta esses relatos e afirma que Sara "busca apenas a fama com seu ativismo". Foi prostituta, tendo trabalhado na prostituição durante dez meses. Por volta dos 16 anos, começou a andar com neonazistas da cidade.
thumb|250px|direita|Na mesa, a partir da esquerda: a ativista Eloísa Machado de Almeida; a senadora mexicana Letícia Bonifaz; o presidente eventual da CDH, senador Magno Malta (PR-ES); a presidente do Centro de Reestruturação para a Vida - (Cervi), Rosemeire Santiago; a advogada e ativista Leila Linhares e Sara Winter (Brasília, 28 de Abril de 2016).
Em dezembro de 2013, apesar de ter em seu histórico um protesto contra alienação social causada pelo programa de televisão Big Brother Brasil, Sara foi candidata a uma vaga na edição de 2014 do programa.. Entre 2013 e 2014 instituições de grupos feministas dizem ter expulsado Sara dos grupos acusada de desvio de verba e autopromoção. Sara por sua vez diz que abandonou esses grupos feministas que outrora havia integrado, tendo inclusive publicado vídeos no YouTube onde pedia perdão aos cristãos por conta de seu comportamento diante daqueles grupos. Logo em seguida publicou um livro chamado "Vadia não! Sete vezes que fui traída pelo feminismo", onde relata pela sua perspectiva experiências negativas que teve com do movimento. Logo que a ativista tornou-se mãe de uma criança, revelou que já havia abortado sua primeira gestação mas que agora teria reformado suas posições sobre o aborto, tornando-se contrária a esta prática. Ela também abraçou o cristianismo, afirmando que pretende criar seu filho "com base nos Dez Mandamentos".
A ex-feminista considera que sua página nas redes sociais vem tendo maior sucesso desde que abandonou os grupos "esquerdistas", e tem se sustentado através de palestras e venda de livros. Adicionalmente ela pretende capitalizar a partir de sua experiência, escrevendo um novo livro contando experiências de ex-feministas que saíram do movimento e foram perseguidas. Pretende também ingressar na carreira política, sonho que nutre desde criança. Desde então, Sara Winter tem se relacionado com personalidades conservadoras da política brasileira, como Everaldo Dias Pereira, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, com quem anunciou uma parceria política em 2016 afirmando que irão lutar contra uma suposta inversão de valores na sociedade que seria provocada por movimentos sociais de esquerda tais como: feminismo, movimento negro, movimento LGBT e a ideologia de gênero..
Em abril de 2019, foi nomeada coordenadora nacional de políticas à maternidade do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sob a gestão da ministra Damares Alves, pedindo exoneração em novembro do mesmo ano. Apresentou um currículo falso para assumir o cargo, dizendo-se graduada em relações internacionais pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER).
Em 2020 a sua trajetória virou documentário: A Vida de Sara, produzido por Matheus Bazzo e dirigido por Julia Sondermann.
No dia 2 de junho de 2020, foi expulsa do Democratas (DEM), ao qual fora filiada desde 2018. A fundamentação do ato de expulsão foi infração estatutária grave por "envolvimento da filiada em movimentos radicais contra o Estado de Direito e o Regime Democrático", após ela haver proferido ameaças contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e organizado um protesto diante do tribunal em que seu grupo usou tochas e máscaras, ato que foi comparado por parlamentares com o movimento supremacista norte-americano Ku Klux Klan. O presidente nacional do partido, ACM Neto, declarou que Sara Winter promoveu "movimentos inaceitáveis de desrespeito à democracia, de agressão às instituições" e que "flerta com tendências autoritárias".
Em 2022, ela se casou com o estadunidense Joseph Huff, adotou o sobrenome do mesmo e abandonou o ativismo político.
Femen De acordo com declarações dadas em entrevistas, a paulista afirmou que ingressou nos movimentos feministas pois queria de alguma forma exterminar todo o tipo de violência contra a mulher.. Aos dezenove, com o intuito de se integrar e fundar uma célula do grupo antissexismo FEMEN no Brasil, viajou à cidade de Kiev a fim de receber treinamento e conhecer uma das líderes do grupo, Inna Shevchenko.. Ao retornar ao país em 2012, a ativista descreveu sua ideologia da seguinte maneira:
O grupo sofreu uma reviravolta com o fechamento de sua filial brasileira menos de um ano depois de sua inauguração. Em nota oficial, a sede retirou o direito da líder brasileira Sara Winter de usar o nome Femen. Em maio de 2013 a ucraniana Alexandra Shevchenko, uma das fundadoras do movimento, afirmou que Sara já "não faz parte do nosso grupo, tivemos muitos problemas com ela. Ela não está pronta para ser líder".. A fundadora do grupo, Anna Hutsol, ameaçou ainda "revelar o real motivo que fez Sara entrar no Femen". Em represália, Sara teceu diversas críticas ao grupo, afirmando que tratava-se de uma empresa e uma ação de marketing ao invés de um movimento social legítimo, dizendo ainda que as brasileiras jamais eram consultadas em relação às ações do grupo e que "já não tinham vontade nenhuma de serem representadas por elas".. A ex-número dois do grupo, Bruna Themis, também pronunciou-se criticamente em relação ao Femen em entrevista, afirmando que trata-se de um movimento sem propostas, que exclui mulheres que estão fora do padrão de beleza considerado "apropriado" e que encontra-se afastado dos ideais do feminismo e acusando Sara de centralização, autoritarismo e simpatia ao nazismo.
Acusação de uso indevido de verba Inna Schevchenko, líder do movimento, afirmou que Sara recebeu dinheiro para realização de um protesto no Rio de Janeiro e o utilizou para outros fins. Conforme seu depoimento, Sara usava esse dinheiro muitas vezes para fins pessoais e para se promover.
Relações com movimento neonazista Declarações de Bruna Themis, vice-presidente do FEMEN Brasil em 2013, sugeriram que Sara teria pertencido a um grupo neonazista durante a juventude em virtude de uma Cruz de Ferro tatuada em seu corpo. A ativista negou participação em tais grupos, porém reconheceu que manteve contato com neonazistas através da internet quando tinha cerca de 15 anos, e que realmente tinha algumas ideias similares às daquele movimento, porém afirmou que conforme foi crescendo teria percebido que aquele era um "pensamento muito errado".. Internautas chamaram atenção ao fato de que seu pseudônimo "Sara Winter" teria sido uma alusão a Sarah Winter, militante nazifascista na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial — o que foi classificado pela ativista como uma "triste coincidência". Por outro lado, ela abertamente declara-se admiradora de Plínio Salgado, fundador do partido da extrema-direita brasileiro conhecido como Ação Integralista Brasileira durante a década de 1930 — avaliando que a referida personalidade política foi um "defensor do país".
Operação da Polícia Federal
Em 27 de maio de 2020, Sara Winter foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal na operação que investiga o inquérito das Fake News, que apura um esquema milionário envolvendo empresários e blogueiros para disseminação de notícias falsas e criação e manutenção de perfis falsos (robôs/bots). Após ter seu celular e computador apreendidos, Sara gravou um vídeo com ameaças e xingamentos ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que havia autorizado a operação. O ministro encaminhou o vídeo para a PGR.
Prisão Sara Winter foi presa pela Polícia Federal na manhã do dia 15 de junho de 2020. O pedido de prisão temporária foi feito pela Procuradoria-Geral da República e deferido pelo ministro Alexandre de Moraes, com fundamento em indícios de que o grupo 300 do Brasil continuaria a organizar e captar recursos financeiros para ações que se enquadram na Lei de Segurança Nacional.
Em 24 de junho de 2020, o ministro do STF Alexandre de Moraes permitiu que Sara deixasse a prisão com o uso de tornozeleira eletrônica. Também foi proibida de manter contato com os seguintes parlamentares: Alê Silva, Aline Sleutjes, Bia Kicis, Carla Zambelli, Caroline De Toni, Daniel Silveira, General Girão, Junio Amaral, Otoni de Paula e o senador Arolde de Oliveira (falecido em 21 de outubro de 2020), também investigados pelo mesmo crime.
Acusação de infiltração No dia 20 de agosto de 2020, a deputada bolsonarista Soraya Manato, do PSL-ES, afirmou que Winter é uma ativista "de esquerda" que está "infiltrada na direita".
A deputada bolsonarista disse ainda que irá ao Conselho de Ética contra uma deputada federal "do PCdoB de São Paulo" por tê-la acusado de vazar os dados da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio e passou por um aborto. O PCdoB não tem deputada federal eleita por SP.
Controvérsias