Juan Manuel de Prada Blanco (Barakaldo, Vizcaya, 8 de dezembro de 1970), é um crítico literário e escritor espanhol. thumb|Fachada da Universidade de Salamanca. Juan Manuel de Prada é formado em Direito pela Universidade de Salamanca. Em seus artigos expõe um discurso tradicionalista e apaixonadamente defende os pontos de vista da Igreja Católica sobre questões polémicas como o aborto, a eutanásia e o casamento gay. É igualmente muito crítico do liberalismo e da alienação do indivíduo no contexto do pós-modernismo e capitalismo, numa linha de pensamento econômica-social distributista que o seduz.

Reivindica a Idade Media, negando que seja uma era obscura e acredita que o mundo ocidental chegou ao topo no século XIII. A crise que atualmente vive tem as raízes no século XVI. Nessa época apareceram três acontecimentos essenciais para compreender a história europeia posterior: a obra de Maquiavel, que separou a moral da política; a revolta contra a Igreja romana, encabeçada por Lutero e causa do nascimento do protestantismo; e a teoria política de Jean Bodin, criador do conceito de Soberania que sobrepus o Estado à unidade da cristandade num Império. Também considera relevantes a quebrança jurídica de Hobbes e a quebrança social da Paz de Vestfália. Todas estas quebranças se cristalizaram na Revolução francesa de 1789, momento desde o qual De Prada considera que «toda a filosofia moderna» se convirteu em «anticristã, antitomista e antiaristotélica».

É oposto à Modernidade, ao puritanismo e ao capitalismo, influenciado por Chesterton. Defende que Rousseau é o pai da engenharia social. Também criticou a Descartes,Adam Smith, David Ricardo, Stuart Mill,Hegel ou Nietzsche. É oposto à União Europeia e defende a justiça social. Considera que o liberalismo económico é "uma das idéias mais nefastas da história da humanidade". Equipara o capitalismo ao comunismo. Afirma que o liberalismo cria as condições sociais, económicas e morais ótimas para o triunfo da esquerda socialista e do comunismo. Entende que os males que a direita atribui ao comunismo são na verdade ocasionados pelo capitalismo. Acredita que o Papa Francisco defende a ortodoxia económica da Igreja. Sobre o puritanismo declarou:

Afirmou que "a mentalidade católica é tão defensiva que deixou de entender o significado da arte", "mostrar o pecado hoje é escandaloso", "o artista deve mostrar como a Graça atua no território do diabo" e que "em um cinema autenticamente católico, o mal deve ser atraente". Ele concorda com Leonardo Castellani em que Baudelaire foi o maior poeta católico do século XIX. Detesta o farisaísmo:

Detesta a pedagogia crítica.

Sobre o romance "Las máscaras del héroe", Arturo Pérez-Reverte escreveu: "talvez o melhor romance espanhol dos últimos vinte anos". Este romance foi incluido entre os cem melhores em espanhol do s.XX pelo jornal "El Mundo".

Obras

Relato breve

Un mundo especular y otros relatos. Valencia, 1991. Contiene 4 relatos: Un mundo especular, Elogio de la quietud, Ojos de gacela, y Pecados íntimos Una temporada en Melchinar, Agrupación Madrileña de Arte, 1994 Coños. Ediciones Virtuales, 1994, en edición no venal; reeditado: Valdemar, 1995 El silencio del patinador. Valdemar, 1995. Contiene 12 relatos: Las manos de Orlac, Señoritas en sepia, Sangre azul, Las noches galantes, Las noches heroicas, Vísperas de la revolución, Hombres sin alma, El silencio del patinador, Concierto para masonas, La epidemia, El gallito ciego y Gálvez

Romance

Las máscaras del héroe. Valdemar, 1996; Premio Ojo Crítico de Narrativa de RNE (1997) La tempestad. Planeta, 1997; Premio Planeta Las esquinas del aire: en busca de Ana María Martínez Sagi. Planeta, 2000 La vida invisible. Espasa-Calpe, 2003; Premio Primavera, Premio Nacional de Narrativa El séptimo velo. Seix-Barral, 2007; Premio Biblioteca Breve Me hallará la muerte. Destino, 2012 Morir bajo tu cielo. Espasa, 2014 El castillo de diamante. Espasa, 2015. Premio de la Crítica de Castilla y León en 2016.«Juan Manuel de Prada, Premio de la Crítica de Castilla y León», El Norte de Castilla, 2 de marzo de 2016. Mirlo blanco, cisne negro. Espasa, 2016 Lucía en la noche. Espasa, 2019

Novela gráfica

Penúltima sangre. Acción Press, S.A., 2006.

Ensaios y artigos jornalísticos

Publicados en el suplemento XL Semanal (ABC y 22 diarios regionales): Reserva natural. Llibros del Pexe, 1998 Animales de compañía. SIAL, 2000 La nueva tiranía. Libros Libres, 2009 Nadando contra corriente. Buenas Letras, 2010 Desgarrados y excéntricos. Seix Barral, 2001 Lágrimas en la lluvia: Cine y litertura. Sial, 2010 Dinero, demogresca y otros podemonios. Temas de hoy, 2015 Los tesoros de la cripta. Renacimiento, 2018 Cartas del sobrino a su diablo. Homo Legens, 2020 Una biblioteca en el oasis. Magnificat, 2021 Una enmienda a la totalidad: el pensamiento tradicional frente a las ideologías modernas. Homo Legens, 2021.

Entrevistas

Penúltimas resistencias. Xordica, 2009

Edições

1994 — Cancionero del arroyo. Gobierno de La Rioja. 1996 — Armando Buscarini o el arte de pasar hambre. AMG Editor. Premio Café Bretón de los Herreros. 1996 — Mis memorias. AMG Editor. 2018 — Sinfonía en rojo, antología con textos de Elisabeth Mulder. Fundación Santander.

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