Assassin's Creed Unity é um jogo eletrônico de ação-aventura de 2014 desenvolvido pela Ubisoft Montreal e publicado pela Ubisoft. Foi lançado em novembro de 2014 para PlayStation 4, Windows e Xbox One, e em dezembro de 2020 para Stadia. É o oitavo título principal da série Assassin's Creed e o sucessor de Assassin's Creed IV: Black Flag (2013). Também possui ligações com Assassin's Creed Rogue, que foi lançado para os consoles da geração anterior no mesmo dia que Unity.
A trama se passa em uma história fictícia baseada em eventos reais e acompanha a luta milenar entre os Assassinos, que lutam para preservar a paz e o livre arbítrio, e os Templários, que desejam a paz através do controle. A história principal se passa no século XXI e apresenta um protagonista não identificado e invisível, que se junta aos Assassinos como um iniciado para ajudá-los a localizar o cadáver de um Grão-Mestre Templário do século XVIII. A história principal se passa em Paris durante a Revolução Francesa, de 1789 a 1794, e acompanha o Assassino Arno Dorian e seus esforços para expor os verdadeiros poderes por trás da Revolução, enquanto busca vingança contra os responsáveis pelo assassinato de seu pai adotivo. Unity mantém a exploração em mundo aberto em terceira pessoa característica da série, além de introduzir sistemas de combate, parkour e furtividade reformulados. O jogo também introduz o modo multijogador cooperativo à série Assassin's Creed, permitindo que até quatro jogadores participem de missões com foco na narrativa e explorem o mapa do mundo aberto.
Assassin's Creed Unity recebeu avaliações mistas após o lançamento. Foi elogiado por seus visuais, opções de personalização, ambientação e caracterização. Sua narrativa, jogabilidade, design de missões e formato voltado para o multiplayer receberam opiniões mais divididas. O jogo também foi amplamente criticado por seus inúmeros problemas gráficos e bugs, o que levou a Ubisoft a emitir um pedido de desculpas e oferecer uma compensação na forma de uma expansão gratuita, Dead Kings, que funciona como um epílogo para a história do jogo base. Jogadores que compraram o passe de temporada (que posteriormente foi retirado de circulação em resposta à controvérsia) também receberam uma cópia gratuita de outro título da Ubisoft à sua escolha. Apesar da recepção crítica inicial, Unity foi um sucesso comercial, vendendo mais de 10 milhões de unidades até maio de 2020. Foi seguido em outubro de 2015 por Assassin's Creed Syndicate, que continua a narrativa nos dias atuais, mas tem sua trama principal ambientada na Londres da era vitoriana.
Jogabilidade thumb|260px|left|Unity introduz o multijogador cooperativo na série, permitindo que até quatro jogadores possam explorar o mapa e executar missões baseadas na narrativa. O combate para Unity foi redesenhado, com o esgrima a ser a principal inspiração para o novo sistema. Para além de armas que já vem de jogos anteriores, Assassin's Creed Unity introduz a Phantom Blade (Lâmina Fantasma). A Phantom Blade usa as mecânicas de uma besta para disparar silenciosamente a grandes distancias, enquanto tem também o mesmo papel da Lâmina Oculta, tal como nos anteriores jogos da franquia Assassin's Creed.
A navegação no jogo também foi melhorada. A Ubisoft criou as novas mecânicas de "Parkour Up" e "Parkour Down", para tornar mais fácil a escalada nos edifícios em ambas as direções. Adicionalmente, Arno aprende novos movimentos de parkour ao longo do jogo, mas o jogador também pode adquirir novas habilidades. Com multidões melhoradas também foram criadas novas interações com estas. A multidão regularmente apresenta muitas atividades, aparecendo organicamente, e o jogador, se desejar, pode se envolver ou não. Exemplos incluem interferir num combate ou perseguir um ladrão.
Pela primeira vez será permitido ao jogador personalizar o personagem, através de uma árvore de habilidades, para que os jogadores possam através de pontos melhorar várias características como o modo de infiltração furtiva, o combate e a saúde. Também é dada a possibilidade de personalizar as armas, armaduras e outros equipamentos para melhorar de acordo com o estilo de cada jogador. Existe uma maior variedade de armas como espadas, machados, lanças, armas de haste, pistolas e engenhos incendiários.
Assassin's Creed Unity também introduz na série o multijogador cooperativo. Os jogadores podem entrar em tabernas, que atuam como pontos sociais no jogo, e ai podemos ver se algum amigo está a jogar Unity. Se o jogador está no meio de uma missão, os amigos aparecem como uma versão "fantasma" do jogador, permitindo que este possa pedir ajuda na missão. Se aceite, o jogar é transferido para o jogo do amigo e ambos começam no ponto de controlo mais recente, continuando a partir daí. Podem no máximo participar quatro jogadores mas o jogador será sempre Arno – os parceiros têm a aparência de membros aleatórios da irmandade. Muitas missões e atividades estão disponíveis para os jogos cooperativos, mas algumas missões de história apenas podem ser concluídas com um jogador.
Sinopse Personagens O protagonista do jogo é Arno Victor Dorian , um francês nascido em Versalles, filho de um pai Assassino. Depois do seu pai ser assassinado, Arno é adotado sem saber que a sua família adotiva tem uma posição muito importante na Ordem dos Templários, e que o seu padrasto é um Grande Mestre da organização. Arno culpa-se quando o seu pai adotivo é assassinado, e parte numa tentativa de redenção juntando-se à Irmandade dos Assassinos, subindo gradualmente de nível, tal como Altaïr Ibn-La'Ahad e Ezio Auditore da Firenze de jogos anteriores. Arno está apaixonado por uma Templária, Élise De La Serre (Catherine Bérubé), filha do pai adotivo de Arno, que também anda a investigar a morte do pai bem como o crescimento de uma ideologia dentro da Ordem que ameaça a própria organização. Outros personagens incluem Marquis de Sade (Alex Ivanovici), Napoleão Bonaparte (Brent Skagford) e Maximilien de Robespierre (Bruce Dinsmore).
Cenário A história de Arno (protagonista) decorre em 1789 em Paris durante a véspera da Revolução Francesa. O cenário moderno foca-se nos Assassinos a pedir ajuda ao jogador para explorar Arno no passado, e ajudá-los no presente. As missões cooperativas mostram o crescimento da Irmandade dos Assassinos durante a Revolução Francesa. Podem ser encontradas na cidade "anomalias temporais". Ao joga-las Arno irá visitar vários pontos da história de Paris, como por exemplo a ocupação Nazi durante a Segunda Guerra Mundial.
Enredo É dito ao "jogador" para ser um jogador de um dispositivo criado pela Abstergo que permite aceder a muitas memórias genéticas. A históra que envolve o roubo do Templo durante a Idade Média e a captura de Jaques De Molay é a única memória disponível, e é mostrado ao jogador os elementos básicos da jogabilidade. Durante o roubo, DeMolay confia a outro Templário a Espada e a Maçã do Eden, e este acaba por escondê-los dentro de uma cripta francesa. Neste ponto, os Assassinos entram na memória e pedem ao jogador para se juntar a eles como um iniciante, isto depois de lhes dar um video da memória, à qual a Abstergo descreve como sendo a captura de Sábios, que contém o DNA Precursor, que tem uma forma de tripla hélice em vez de dupla, e o Projeto Fênix onde a Abstergo espera compilar todo o genoma Precursor para propósitos pouco precisos. O contato Assassino providencia acesso ao segmento da memória e direciona o novo iniciante para localizar aquele que os Assassinos julgam ser o novo Sábio, cujo corpo esperam recuperar.
A memória segue então para Arno Dorian, um nobre francês do século XVIII que se encontra com Élise, filha do Grande Mestre Templário em Versalles. Depois do seu pai ser morto no palácio, o Grande Mestre De La Serre adota Dorian mesmo sabendo que o seu pai tinha sido um Assassino, um facto que Arno desconhecia. A história avança até ao treino de Elise para entrar na Ordem dos Templários, quando esta tinha 16 anos. É dado a Arno uma mensagem para entregar a Sr. De La Serre, mas ele coloca-a no seu escritório para assim tentar entrar na festa e encontrar-se para dançar com Elise. Arno foge da festa e nos jardins vê De La Serre a morrer, então Arno é capturado pelas autoridades e levado para a Bastilha. Então ele vê nas paredes escritos apocalípticos e impressiona outro Assassino, Bellec, com a sua perícia de combate. O Assassino convida Arno para a Irmandade e ambos escapam durante a Tomada da Bastilha.
Arno regressa a casa e é rejeitado por Elise, que lhe diz que a mensagem que ele era suposto entregar ao seu pai era um aviso para impedir o seu assassinato, e revela-se como Templária. Arno junta-se à Irmandade e pede por uma oportunidade de eliminar todos os Templários que estão envolvidos com a morte de De La Serre, incluindo La Roi de Thumes (O Rei dos Pedintes). O pedido é-lhe concedido por Monsureai, que andava a tentar quebrar a paz entre a Ordem e De La Serre. Depois de matar La Frenience, um dos que tentavam prejudicar De La Serre, Arno vai ter com Elise, e descobre que o artesão que conduziu Arno a Frenience era o Sábio, e que foi este que ordenou a morte de De La Serre.
Ao aperceber-se que a trama tinha a intenção de criar uma revolta contra o Rei de França, Arno assassina mais duas figuras centrais que estavam a organizar um motim numa prisão e um outro que estava a armazenar provisões de comida para criar a impressão que a nobreza estava a esconder recursos enquanto o povo francês passava fome. Durante este período Arno conhece e faz amizade com um jovem militar esnobe chamado Napoleão Bonaparte e com um oficial de artilharia, enquanto procura no palácio documentos como provas (nessa época Napoleão se aproveita da distração de Arno na busca por documentos e rouba a Maçã do Éden... mas decide não a entregar para seus superiores guardando consigo). Enquanto isso, Elise é levada para a Irmandade e implora pela sua ajuda, isto porque o seu grupo de Templários foi morto por um esquema criado pelo Sábio. Monsureai concorda ajudá-la, na esperança de criar um favor por parte do futuro Grande Mestre Templário, mas é morto por Bellec, com a intenção de purgar a liderança dos Assassinos e para começar a concordar com as crenças dos Templários. Recusando juntar-se a Bellec, Arno mata-o, e escapa dos motins de comida juntamente com Elise num balão de ar quente. Arno confessa que ainda ama Elise.
Com a Revolução em pleno andamento, Arno rastreia Germain para a execução do rei Luís XVI, mas escolhe ficar e proteger Elise ao invés de persegui-lo. Elise rejeita para a decisão, e Arno é exilado da Irmandade por ignorar ordens para prosseguir a sua vingança pessoal, fazendo-o cair em uma depressão embriagado. Arno definha por vários meses antes que ele é encontrado em Versailles por Elise, que convence a voltar para Paris e se dividir durante o reinado do terror. Arno retorna a Paris e, com a ajuda de Elise, desacredita a reputação de Maximilien de Robespierre, a quem Germain, agora Grão-Mestre dos Templários, tinha colocado o encarregado de manter o caos durante a Revolução. Depois de Arno e Elise encontrar Robespierre, que tinha se trancado em seu escritório em uma tentativa de evitar a prisão, Robespierre Elise atira na mandíbula e faz com que ele anote a localização de Germain.
Arno confronta Germain no topo do Templo, apenas para descobrir que ele tem agora a Sword of Eden. A luta finalmente termina na mesma cripta Templaria em que o jogo começou, onde Arno atinge Germain só para ter a Espada tentando explodi-lo por trás e prendê-lo sob os escombros. Elise tenta assumir Germain por si mesma, mas como Arno escapa a Espada explode matando a Elise e ferindo mortalmente Germain. Arno depois mata Germain, que em suas memórias confirma que ele é o Sábio e que ele queria purgar a Ordem dos Templários de todos os que tinha esquecido os ensinamentos de De Molay.