A Estação Colégio Militar será uma das futuras estações do Metrô de Fortaleza, localizada na Avenida Santos Dumont entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli, no bairro Centro, em Fortaleza, capital do Estado do Ceará, na Região Nordeste do Brasil.

Quando concluída, integrará a Linha 4 - Amarela (Linha Leste), atualmente em construção, e será administrada pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor).

A estação atenderá todo o entorno da Praça da Bandeira e do Colégio Militar de Fortaleza, sendo este último o ponto de referência que da nome a estação.

Histórico

Início das obras e paralisação O contrato para as obras civis da nova linha do Metrô de Fortaleza, a Linha Leste, foi assinado no dia 11 de outubro de 2013, pelo então Governador do Estado do Ceará, Cid Gomes. No ato, o então governador informou que o Governo aguardava a liberação da licença de instalação para assinar a ordem de serviço da obra. Essa assinatura, para a construção da nova linha metroviária, ocorreu no dia 22 de novembro de 2013, assinada pela então Presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado de outras autoridades.

Ao final do mês de janeiro de 2014 as obras da Linha Leste enfim tiveram início, com a implantação da estrutura de contenção para instalação das tuneladoras, no canteiro ao lado da Estação Central. Após a estrutura de contenção, foi iniciada a escavação de uma vala a céu aberto, objetivando dar sustentação para a instalação da tuneladora. Nos meses seguintes daquele ano de 2014 foram instalados novos canteiros de obras em outras regiões da cidade, a exemplo do canteiro implantado no cruzamento das avenidas Washington Soares e Dr. Valmir Pontes, em julho, para a construção da Estação Edson Queiroz. No mês seguinte, no dia 15 de agosto de 2014, enfim teve início a construção da estação Colégio Militar, com a interdição de um trecho da Avenida Santos Dumont, entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli.

A construção chegou ao início do ano seguinte, 2015, completamente parada, por conta de uma reformulação societária no consórcio que executa as obras. A reformulação foi necessária após a Centenco, empresa paulista integrante do consórcio original, desistir de continuar tocando o empreendimento, alegando atrasos nos pagamentos por parte do Governo do Estado. Um novo consórcio foi formado pela empresa espanhola Acciona e a Construtora Marquise, denominado Consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza, sendo referendado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em agosto de 2016. Desse modo, com as obras paralisadas, a Linha Leste chegou ao ano de 2016 com apenas 1% de evolução.

Após o novo consórcio ter sido referendado pelo TCU, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) e o Governo do Estado trabalharam para garantir, junto ao Governo Federal, liberação dos recursos prometidos para retomar o serviço. O Estado do Ceará possuía a autorização de R$ 1 bilhão de financiamento para o metrô junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além deste valor havia mais R$ 1 bilhão, parte do Orçamento Geral da União (OGU). O BNDES condicionou a liberação de sua parte na obra se o Governo Federal liberasse os recursos do OGU. Como a União não liberava sua parte o Estado ficou sem acesso aos recursos, mantendo a obra paralisada.

Em março de 2018, sem data para retorno das atividades, os canteiros de obras das estações Colégio Militar e Edson Queiroz foram desfeitos. Localizados, respectivamente, na Praça da Bandeira, conhecida como Praça do Cristo Rei, e na Avenida Washington Soares, em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, os canteiros foram desinstalados e os locais devolvidos à cidade.

Retomada e construção Nos primeiros meses de 2018, em uma nova tentativa de retomar a construção, o Governo do Estado resolveu relicitar a Linha Leste, reincidindo o contrato anterior. O Consórcio FTS, formado pelas empresas Construtora Ferreira Guedes S/A e Sacyr Construcción S/A, foi o vencedor da licitação para realização das obras civis e implantação de sistemas. O consórcio foi o único a apresentar uma proposta. O resultado da licitação levou a uma onda de ações judiciais movidas pelas empresas Acciona e Marquise, sob alegações de irregularidades no processo licitatório. A situação levou o Tribunal de Contas da União (TCU), em agosto de 2018, a suspender o processo para a retomada das obras da Linha Leste, cujo novo contrato ainda não havia sido assinado, levando o Governo do Estado a recorrer da decisão.

Após uma batalha judicial, as obras foram liberadas pelo TCU, levando o Estado a assinar a ordem de serviço para o retomada das obras da Linha Leste, no dia 7 de novembro de 2018, em evento público com a participação de diversas autoridades. Na época, o prazo para a conclusão das obras foi fixada em quatro anos. Entretanto, as obras da estação Colégio Militar só foram de fato retomadas em 9 de junho de 2019, com nova interdição do trecho da Avenida Santos Dumont. A promessa era que a área interditada fosse liberada em 12 meses, prazo mais uma vez não cumprido.

No dia 12 de maio de 2025, a TBM (Tunnel Broken Machine) 02, conhecida popularmente como "tatuzão", chegou a estação Colégio Militar após percorrer 1.734 metros a partir da Estação Chico da Silva. Foram implantados nesse trecho 1.156 anéis de concreto, constituindo a parede do túnel que possui seis metros de diâmetro. Dessa forma, Colégio Militar foi a primeira estação de metrô brasileira a receber um tatuzão além das cidade de São Paulo e Rio de Janeiro.

Já a TBM 01 se envolveu em uma intercorrência, registrada em julho de 2025, quando foi constatado um desalinhamento de cerca de 2,5 metros nas proximidades da estação Colégio Militar. O consórcio responsável pela execução da obra iniciou a aplicação imediata de um plano de ação para resgatar a tuneladora e garantir a manutenção dos prazos de entrega da obra. Em setembro do mesmo ano, após passar por um período de manutenção, a TBM 02 voltou a escavar, seguindo o rumo da estação Nunes Valente.

Após doze anos do início das obras da linha, o trecho da avenida Santos Dumont entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli, onde está localizada a estação Colégio Militar, foi totalmente liberado no dia 25 de setembro de 2026. Os trabalhos subterrâneos de construção da estação seguiram em andamento.

Características A estação Colégio Militar será constituída de uma estrutura subterrânea, com 32 metros de profundidade divididos em 4 pavimentos, possuindo área útil de 6.800 m² e cerca de 117 m² de áreas comerciais. Implantada no eixo da Avenida Santos Dumont, entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli, a estação contará com dois acessos: um principal, localizado na praça da bandeira, próximo a Igreja de Cristo Rei, e um secundário localizado ao lado do Estádio General Eudoro Corrêa.

Nomeada de acordo com um ponto de referência próximo que é o Colégio Militar, a estação ira beneficiar os estudantes da região, que possui grande diversidade de centros de ensino, facilitando o acesso.

Informações da linha

A Linha 4–Amarela, também conhecida como Linha Leste, será uma futura linha do Metrô de Fortaleza, sendo a primeira linha metroviária totalmente subterrânea da Região Nordeste do Brasil.

LinhaTrechoExtensão (Km)EstaçõesPrevisão de entrega4Amarela(metrô)Central–Chico da Silva ↔ Papicu7,37Segundo semestre de 2028

Ver também

Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos Linha Leste do Metrô de Fortaleza Lista de estações do Metrô de Fortaleza Metrô de Fortaleza Mobilidade urbana em Fortaleza

Ligações externas

Colégio Militar