Hedilídeos (cientificamente denominados Hedylidae) são uma família exclusivamente neotropical de insetos da ordem Lepidoptera; antes classificados entre as mariposas, ou traças, da família Geometridae; agora considerados um grupo basal e noturno de borboletas; exibindo vários caracteres especializados associados a várias famílias de borboletas e podendo ter divergido pouco dos seus ancestrais. Tais relações evolutivas confundiram os taxonomistas durante décadas, especialmente depois do ano de 1986 do século XX, quando um estudo baseado em caracteres morfológicos detalhados introduziu "um novo conceito de borboletas" que propunha que Hedylidae era o grupo irmão (parente mais próximo) das "borboletas verdadeiras" (Papilionoidea); com os Hesperioidea sendo um grupo irmão da junção Hedyloidea + Papilionoidea. O táxon foi proposto pelo ex presidente da Société entomologique de France, Achille Guenée, em 1858, sendo monotípico por conter apenas o gênero Macrosoma, classificado por Jacob Hübner, em 1818, ao nomear sua espécie-tipo, Macrosoma tipulata, de importância agrícola para o cultivo do cupuaçu (Theobroma grandiflorum) devido aos danos causados às folhas por suas lagartas.

Família Hedylidae Guenée, 1858; espécies e distribuição geográfica

Gênero Macrosoma Hübner, 1818; com sete espécies não-descritas; subfamília Hedylinae:

Macrosoma tipulata Hübner, 1818 Amazônia Macrosoma heliconiaria (Guenée, 1858) América Central à Amazônia Macrosoma albipannosa (Prout, 1916) Equador e Peru Macrosoma semiermis (Prout, 1932) México à Bolívia Macrosoma pectinogyna Scoble, 1990 Equador Macrosoma leucoplethes (Prout, 1917) Equador Macrosoma subornata (W. Warren, 1904) Colômbia ao Peru Macrosoma albimacula (W. Warren, 1900) Equador Macrosoma rubedinaria (Walker, 1862) Cuba, Jamaica, América Central ao Brasil Macrosoma minutipuncta (Prout, 1916) Peru Macrosoma coscoja (Dognin, 1900) Equador Macrosoma amaculata Scoble, 1990 América Central Macrosoma leucophasiata (Thierry-Mieg, 1904) Equador à Bolívia Macrosoma ustrinaria (Herrich-Schäffer, 1854) Panamá à Amazônia Macrosoma albida (Schaus, 1901) SE Brasil Macrosoma napiaria (Guenée, 1858) SE Brasil Macrosoma leptosiata (C. Felder & Rogenhofer, 1875) Amazônia Macrosoma lamellifera (Prout, 1916) Amazônia Macrosoma stabilinota (Prout, 1932) Amazônia Macrosoma muscerdata (C. Felder & Rogenhofer, 1875) Costa Rica à Amazônia Macrosoma costilunata (Prout, 1916) Costa Rica ao Equador Macrosoma albistria (Prout, 1916) sul do Peru Macrosoma satellitiata (Guenée, 1858) América Central até SE Brasil Macrosoma uniformis (W. Warren, 1904) Equador, Peru e Brasil Macrosoma cascaria (Schaus, 1901) México à Venezuela Macrosoma albifascia (W. Warren, 1904) Equador, Peru, Bolívia e Brasil Macrosoma intermedia (Dognin, 1911) Costa Rica ao Peru Macrosoma biapicata (Prout, 1917) Peru Macrosoma bahiata (C. Felder & Rogenhofer, 1875) América Central? para o Brasil Macrosoma majormacula Lévêque, 2007 Costa Rica à Amazônia Macrosoma lucivittata (Walker, 1863) América Central ao Brasil Macrosoma paularia (Schaus, 1901) Bolívia, C & SE Brasil Macrosoma klagesi (Prout, 1916) Amazônia Macrosoma nigrimacula (W. Warren, 1897) Amazônia Macrosoma interrupta (W. Warren, 1904) América Central ao Equador Macrosoma cellulata (Dognin, 1911) Equador e Peru Macrosoma conifera (W. Warren, 1897) América Central à Amazônia Macrosoma zikani (Prout, 1932) SE Brasil Macrosoma hedylaria (W. Warren, 1894) SE & S Brasil Macrosoma hyacinthina (W. Warren, 1905) América Central ao Equador

Habitat e hábitos Borboletas Hedylidae podem ser coletadas em dossel florestal com armadilhas de luz. São dotadas de órgãos auditivos especializados na base de suas asas anteriores, usados para detectar os chamados ultrassonográficos dos morcegos, seus predadores naturais.

Ligações externas Macrosoma hyacinthina - Costa Rica (Flickr)

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