Lars Vilks Endel Roger (15px pronúncia; Helsingborg, 20 de junho de 1946 – Markaryd, 3 de outubro de 2021) foi um artista e debatedor sueco. Teve um doutorado em história da arte e foi professor na Academia das Artes de Bergen (Bergens Konstakademi) entre 1997 e 2003.

Vida Vilks foi conhecido publicamente em 1980 como o criador das esculturas de madeira Nimis e Arx, hoje situada na reserva natural Kullaberg, Höganäs, Escânia. Em 1996, a pequena área com as esculturas foi declarada por Vilks um Estado independente — uma micronação chamada Ladonia.

Caricaturas de Maomé

Em 2007 Lars Vilks causou controvérsia internacional quando o jornal Nerikes Allehanda publicou algumas de suas caricaturas em que Maomé apareceu caracterizado como um cão vadio. A intenção original de Vilks era que os desenhos fossem expostos em uma feira de arte local, mas, por razões de segurança, ele foi impedido de as exibir, e nenhuma outra galeria de arte as aceitou.

O jornal Nerikes Allehanda publicou as caricaturas como parte de um editorial sobre autocensura e liberdade religiosa. Foi esta publicação que levou a protestos de organizações muçulmanas na Suécia, bem como condenações de vários governos estrangeiros, incluindo Irão, Paquistão, Afeganistão, Egipto e Jordânia, bem como pela Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), que também pediu que o governo sueco tomasse "ações punitivas" contra Vilks. Após esta controvérsia, Vilks foi forçado a viver sob proteção policial depois de ter recebido várias ameaças de morte, incluindo uma declaração do Estado Islâmico do Iraque, afiliado à Al-Qaeda, que ofereceu até US$ 150 mil pelo seu assassinato.

O artista veio a receber ameaças de morte, principalmente de grupos fundamentalistas islâmicos. Seu nome aparecia junto ao de Stephane Charbonnier, (entretanto executado em 2015) diretor do Charlie Hebdo, na lista negra da , em que os jihadistas colocaram todos os que crêem ter humilhado o Islã.

Tentativas têm sido insistentes. Em 2009, a polícia prendeu vários cidadãos norte-americanos que haviam planejado um complô para assassiná-lo com um plano perfeitamente orquestrado. Tanto que um dos presos, Colleen LaRose, tinha até criado uma rede para recrutar potenciais "sicários" determinados a matar o cartunista. A operação resultou em sete prisões.

Um ano mais tarde, o governo sueco decidiu colocar Vilks sob guarda e ele começou a viver quase em reclusão, mas que não foi suficiente para evitar novos ataques. Nesse mesmo ano, duas pessoas queimaram a casa onde o artista se refugiou no sul, um evento para o qual dois irmãos foram condenados a dois e três anos de prisão.

Em suas poucas aparições públicas, Vilks também sofreu assédio e ameaças. Também nesse ano, em palestras sobre a liberdade de expressão, da Universidade de Uppsala, foi agredido por vários manifestantes muçulmanos. O cartunista foi agredido por um homem sentado na primeira fila da sala de audiências.

Em 2011, outras três pessoas, dois suecos e um somali, foram detidos em Gotemburgo por conspirar para assassiná-lo durante a Bienal de Gotemburgo.

Em 14 de fevereiro de 2015 escapou ileso a um atentado durante um debate sobre islamismo e liberdade de expressão em Copenhaga.

Morte Vilks morreu em 3 de outubro de 2021 em um acidente de trânsito na proximidade de Markaryd.

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