Autor (a)Lauren BeukesLínguaInglêsPublicação1 de junho de 2010 (África do Sul) 2 de setembro de 2010 (Reino Unido) 28 de dezembro de 2010 (EUA /Canadá)EditoraJacana Media (África do Sul) Angry Robot  (RU/EUA/Canadá)ISBN978-1-77009-818-3OCLC643496230 Zoo City é um romance de ficção científica da escritora sul-africana Lauren Beukes. Foi galardoado com o prémio Arthur C. Clarke de 2011 e com o prémio Kitschies Red Tentacle de 2010 para melhor romance. A capa da edição britânica do livro foi premiada com o BFSA (Prémio da Associação Britânica de Ficção Cientifica) de 2010 para melhor ilustração e a própria obra foi finalista na categoria de melhor romance do prémio.

Enredo A ação de Zoo City desenrola-se numa versão alternativa da cidade sul-africana de Joanesburgo, onde pessoas que tenham cometido crimes são ligadas por magia a um espírito familiar animal – delas se diz que foram “animalizadas”. Zinzi December, a protagonista do romance, é uma ex-jornalista e toxicodependente em recuperação que foi “animalizada” a uma preguiça depois de ter causado a morte do irmão. Vive em Hillbrow, um subúrbio de Joanesburgo,chamado de Zoo City no romance devido ao grande número de “animalizados", refugiados e sem-abrigo. Zinzi está a tentar pagar as suas dívidas ao seu traficante de droga cobrando às pessoas pela utilização do seu dom para encontrar objetos perdidos e utilizando as suas competências de escrita para redigir e-mails fraudulentos (esquema nigeriano). O enredo do livro centra-se no esforço de Zinzi que, a pedido de um produtor musical, tenta encontrar o membro feminino de um duo de música pop composto por dois irmãos em troca da quantia necessária para saldar a divida com o seu traficante.

Animalização O processo de animalização é descrito no romance como uma consequência automática – não só para os seres humanos da África do Sul, mas de todo o mundo – de se carregar um grande sentimento de culpa. A distinção entre culpabilidade moral e legal não é clara, assim como não o é o limite que desencadeia a animalização; no entanto, ser-se responsável pela morte de outro ser humano é, sem dúvida, um mecanismo de desencadeamento.

Todos os animais dão ao seu “dono” um poder psíquico diferente; no entanto, o dono deverá manter-se sempre perto do animal sob pena de se sujeitar a ataques de pânico debilitantes, náusea e outros sinais de privação. Os animais não são limitados pela esperança média de vida da sua espécie, mas podem morrer por ação violenta; se tal acontecer, o dono será desfeito em pedaços, em poucos minutos, por uma misteriosa nuvem negra.

Processo de Escrita

Beukes começou a escrever Zoo City depois de ter assinado um contrato para dois livros com a editora britânica Angry Robot para Moxyland, o seu primeiro romance, e um livro posterior. Apesar de ter trabalhado em Moxyland durante quatro anos, levou apenas pouco mais de um ano a concluir Zoo City. Para levar a cabo a sua pesquisa para Zoo City, Beukes – que nasceu em Joanesburgo mas vive atualmente na Cidade do Cabo – contratou um assistente para a ajudar a estabelecer contactos em Hillbrow, o subúrbio central de Joanesburgo onde se desenrola grande parte do livro, e passou dias a caminhar pela área.

Histórico de Publicações 2010: África do Sul, Jacana Media. ISBN 978-1-77009-818-3. Data de publicação: 1 de junho de 2010. Capa Mole. 2010: Reino Unido, Angry Robot. ISBN 978-0-85766-054-1. Data de publicação: 2 de setembro de 2010. Capa Mole. 2010: eBook, Angry Robot. ISBN 978-0-85766-056-5. Data de publicação: setembro de 2010. eBook. 2010: Estados Unidos da América e Canadá, Angry Robot. ISBN 978-0-85766-055-8. Data de publicação: 28 de dezembro de 2010. Livro de bolso. Nota: o livro não se encontra ainda traduzido para português.

Prémios e Nomeações Zoo City ganhou o prémio Arthur C. Clarke de 2011 no dia 28 de abril desse mesmo ano. Este prémio é atribuído ao melhor romance de ficção científica que tenha sido publicado pela primeira vez no Reino Unido durante o ano anterior, e é considerado o prémio britânico de ficção científica mais prestigiado. Beukes usou uma preguiça falsa sobre os seus ombros na cerimónia de entrega dos prémios em Londres, imitando o familiar animal de Zinzi December. A capa do livro da edição britânica de 2010, concebida por Joey Hi-Fi, recebeu o prémio BSFA de 2010, a 26 de abril de 2011, para melhor ilustração. A obra foi candidata à categoria de melhor romance do mesmo prémio, mas perdeu para o livro de Ian McDonald, The Dervish House, que então era o favorito para o prémio Arthur C. Clarke. O livro recebera anteriormente o prémio Kitschies Red Tentacle de 2010 para melhor romance, como aquele que “melhor eleva o tom da cultura geek”.

Na África do Sul, o romance esteve na lista de finalistas de vários prémios, incluindo o prémio de Escrita Criativa de 2010-2011 da Universidade de Joanesburgo, o Prémio Literário da M-Net de 2011 e o Prémio Bookseller’s Choice de 2011 da Nielsen. Foi também nomeado para o Prémio Ficção do Sunday Times em 2011 e nomeado para o Prémio World Fantasy de 2011 para melhor romance.

Projeto de Adaptação Cinematográfica Em novembro de 2011, a produtora de cinema sul-africana Helena Spring adquiriu os direitos cinematográficos de Zoo City. Seria Beukes a escrever o guião cinematográfico enquanto Spring ofereceria o projeto a um pequeno número de realizadores. A agente literária de Beukes afirmou que “Helena ultrapassou todos os outros num leilão bastante animado para os direitos de filmagem deste extraordinário livro: ela teve uma atitude extremamente proativa e simpática relativamente à perspetiva de trabalhar com Lauren e ofereceu uma proposta imaginativa e criativa, verdadeiramente irresistível.”

Em novembro de 2013, Donovan Marsh foi indicado como o potencial realizador do filme. Nessa altura, Marsh estava a desenvolver o guião cinematográfico com a colaboração de Beukes, e a produção do filme ficou programada para a segunda metade de 2014.

Influência O livro exerceu uma grande influência na arte com batom de Sarah Britten, que publicou o seguinte no seu sítio da Internet sobre arte:Zoo City é turbulento, caótico e completamente louco e adorei a forma como trouxe à vida a energia animal que se esconde mesmo debaixo da superfície da cidade. Depois de ter lido o livro, comecei a experimentar colocar animais em paisagens urbanas, tanto aqueles que se podem encontrar nas cidades (cães e gatos) como os que existem em Joanesburgo apenas como metáfora – tubarões e crocodilos, por exemplo. Usei uma paleta de cores limitada a preto, cinza e vermelho para evocar a atmosfera distópica da cidade, a sua natureza sombria e cinzenta em contraste com a vida vibrante e vermelha.

Categoria:Romances de ficção científica Categoria:Romances de ficção científica da década de 2010