thumb|Síliqua de

Os Amalos (; ), também conhecidos como Amalingos ou Amelungos, foram uma dinastia reinante dos godos, um povo germânico que entrou em contado com o Império Romano a partir o . A origem e história dos Amalos é descrita na obra Gética de Jordanes, na qual é fornecida uma genealogia das 19 gerações de governantes Amalos, desde seu fundador Gaute até Vitige , que ligou-se à família por seu casamento com Matasunta.

Os Amalos posteriormente tornaram-se a casa real dos ostrogodos e fundaram os Reinos Ostrogóticos da Panônia e Itália. Durante o reinado do rei do Reino Visigótico, o casamento do rei com Teodegoda, filha de , levou a união das casas dinásticas visigótica e ostrogótica; dessa união nasceu Amalarico .

Genealogia

De acordo com o relato de Jordanes a genealogia dos Amalos é como se segue:

História

thumb|Reino Ostrogótico sob

Segundo a Gética, em algum momento após a migração gótica de Gotiscandza para Aujo sob Filímero, os ostrogodos (grutungos) passaram a ser governados pelos Amalos, enquanto os visigodos (tervíngios) pelos Baltos. Os Amalos permaneceram uma família grutunga proeminente, principalmente durante o reinado de Hermenerico, no . Nesse período, os hunos sob Balamber atacaram os godos e fizeram dos grutungos seus vassalos. Os Amalos continuaram a reinar sob suserania huna e participaram na batalha dos Campos Cataláunicos sob .

Com a morte de Átila, os irmãos Teodomiro , Valamiro e Videmiro rebelaram-se contra os hunos, derrotando-os na batalha de Nedao e conseguindo a independência de seu povo. Depois disso, foram reassentados na Panônia sob consentimento do imperador Marciano e fundaram um Reino Federado na região. Teodorico, o Grande, filho de Teodomiro, em 493, fundaria o Reino Ostrogótico da Itália. Em ca. 494, uniu as dinastia ostrogótica e visigótica com o casamento de sua filha Teodegoda com e mais adiante, em 515, uniu os dois ramos Amalos existente ao casar sua outra filha Amalasunta com Eutarico.

Na literatura

Na Canção dos Nibelungos e alguns outros poemas épicos medievais germânicos, os seguidores de Teodorico de Verona são referidos como Amelungos. Em outros casos, Amelungo é reinterpretado como o nome dos ancestrais de Teodorico. A Crônica dos Imperadores também refere-se a família de Teodorico como Amelungos, e em uma carta do bispo Meinardo de Bamberga, bem como nos Anais de Quedlimburgo, Amelungo é usado para referir-se ao próprio Teodorico.

Bibliografia

Categoria:Dinastia dos Amalos