Programa do Ratinho é um programa de televisão brasileiro inicialmente exibido pela extinta Rede OM, no início da década de 1990, e posteriormente no SBT, apresentado por Carlos Roberto Massa (conhecido como Ratinho). O programa entrou no ar pela primeira vez em rede nacional no dia 8 de setembro de 1998, com conteúdo popular, música, informação e entrevistas. Após ter sua exibição encerrada em 2006, em 4 de maio de 2009, retornou à grade, onde permanece até os dias atuais.

História Rede OM 200px|thumb|direita|Ratinho na coletiva de imprensa do SBT em 2008 A primeira versão do Programa do Ratinho foi produzida pela Rede OM em 1992, quando Ratinho era contratado da emissora e repórter do programa jornalístico Cadeia, apresentado por Luiz Carlos Alborghetti. A atração era diária e composta por apresentações musicais, reportagens, entrevistas e denúncias. O programa passava-se em um boteco montado dentro do estúdio da emissora, em Curitiba, e saiu do ar por volta do mesmo ano, após Ratinho voltar ao jornalismo policial. Mais tarde substituiria Alborghetti no comando do Cadeia (já quando a Rede OM mudou para CNT), posteriormente renomeado para 190 Urgente.

Negociações e contrato com o SBT Os boatos sobre a ida de Ratinho ao SBT eram amplamente divulgados pela imprensa televisiva. No momento em que terminou seu contrato com a CNT, em 1997, uma das propostas recebidas por ele foi do SBT. Nesta época, Silvio Santos pretendia tê-lo como apresentador um programa de calouros. Por oferecer uma participação nos lucros gerados pelo 0900, Ratinho acabou acertando com a Record. Desde então, várias outras propostas foram feitas pelo SBT, obrigando o canal de Edir Macedo a aumentar o salário do apresentador para mantê-lo.

No início de 1998, Silvio Santos tentou contratar o apresentador, mas foi convencido a não fechar o negócio. Um dos motivos foi evitar a piora da crise financeira que a emissora vivia. Também temia que um novo programa do apresentador não pudesse ter o retorno suficiente em audiência e faturamento. A posição de Silvio começa a mudar com a ascensão de Moacyr Franco ao cargo de diretor de criação, passando a ser o braço direito do dono do SBT. Durante uma visita ao Domingo Legal, Ratinho deu início a uma nova e decisiva rodada de negociações usando como intermediário o apresentador Gugu Liberato.

O desempenho da estreia do Ratinho Livre no sábado (até então veiculado de segunda à sexta), no dia 22 de agosto, levou o humorístico A Praça é Nossa que, até julho, era líder em audiência, para a terceira posição (14 a 11 pontos). O fato foi determinante na decisão de Silvio Santos contratar Ratinho de uma vez.

A semana seguinte começou com o anúncio de que a emissora estaria com problemas em fechar novos contratos de publicidade. Programas, como Fantasia, seriam extintos e novas demissões deveriam ser realizadas. Alguns diretores da emissora entraram em rota de colisão com Moacyr Franco, devido a divergências de opinião. No dia 26 de agosto, Luciano Callegari e Guilherme Stoliar, que eram contra a contratação de Ratinho, pediram demissão do SBT. Silvio Santos, mesmo assim, decide manter os dois na emissora, porém afastados de qualquer cargo de comando. O SBT estava à beira do colapso. No mesmo dia, na Record, Ratinho não comparece para apresentar o Ratinho Livre, o que forçou o canal a exibir uma reprise. Na noite do dia 27, Silvio Santos, numa jogada de mestre ou num ato de desespero, assinou contrato com Ratinho e posteriormente anunciava na emissora, a contratação do apresentador. Na mesma hora, pelo segundo dia seguido, Ratinho não compareceu para apresentar o programa na Record.

No dia 28 de agosto, a Agência JB divulgou que além da contratação, o SBT deveria pagar R$ 43 milhões em multa pela rescisão do contrato com a Record. No mesmo dia, o SBT anunciava em comerciais, um programa especial exibido na sexta-feira (até então horário de Tela de Sucessos) e a entrevista coletiva à imprensa, que deu 13 pontos de audiência. A Rede Record exibiu nova reprise do Ratinho Livre. Durante os comerciais, exibia um direito de resposta da emissora que confirmava a saída de Ratinho e que na próxima semana uma nova atração seria exibida a partir do dia 31 de agosto, o Leão Livre, sob o comando de Gilberto Barros.

No dia 31, a Rede Record entrou com uma liminar na justiça para impedir que o SBT continue divulgando a estreia do Programa do Ratinho até que a multa rescisória fosse paga. Do dinheiro, R$ 20 milhões foram pela quebra do contrato com a Record e R$ 23 milhões foram para a Abba Produções, empresa que administrava os sorteios do 0900. A estreia do Leão Livre marca 20 pontos, mantendo-se na segunda posição, atrás apenas da Rede Globo. Silvio decidiu antecipar a estreia do Programa do Ratinho na semana posterior, que tinha previsão de começar em outubro. Informação vazada dentro da emissora dizia que o SBT não tinha a menor condição de pagar a multa rescisória à Record.

No dia seguinte, a a imprensa divulga que o SBT e Ratinho iniciaram um esforço com o objetivo de recrutar membros da antiga equipe do Ratinho Livre, para tentar montar a própria equipe e que a estreia estava marcada para o dia 14 de setembro. Três produtores que pertenciam à antiga equipe foram designados como diretores dos núcleos de produção do novo programa: Valentino Guzzo ficaria responsável pela seleção de artistas e cantores; Rodolfo Scervino era o responsável pelas histórias dramáticas e Américo Ribeiro pela formulação de debates e denúncias. Atílio Riccó foi convidado para ocupar o cargo de diretor-geral, mas permaneceu na Record comandando o Leão Livre. Já a Record cuidou de ocupar os espaços vagos, fazendo uso de sua estrutura jornalística.

Em 2 de setembro, foi divulgado o real motivo da saída de Ratinho da Record: o apresentador recebia cerca de R$ 700 mil mensais, porém, quase dois terços deste valor era oriundo de sua participação no sistema de sorteios através do 0900, mediante um contrato de três anos que ele mantinha com a Abba Produções. Com a suspensão dos sorteios em meados daquele ano, Ratinho deixou de ganhar a quantia referente a sua participação nos sorteios e, em função disso, passou a pleitear a incorporação da quantia no seu salário. A Record, que ainda tinha esperanças de retornar com os sorteios, não atendeu ao desejo do apresentador. Aproveitando a situação, o SBT ofereceu R$ 800 mil em salário, além do valor referente a duas ações de marketing em seu programa. Foi por causa desta proposta que Ratinho decidiu-se pela transferência. Também surgiu a notícia do incidente com o então ministro da Saúde José Serra, que exigia da direção da Record uma lista dos políticos convidados para participar do programa, o que é de praxe durante o período eleitoral, pois 1998 era ano de Eleições Gerais no Brasil. A emissora de Edir Macedo temia que fosse vítima de sanções como as ocorridas com a Rede Bandeirantes. Em 3 de setembro, por conta de séries de vitórias consecutivas do programa Leão Livre na frente do SBT e tornando-se líder de audiência quando terminava a novela Torre de Babel da Rede Globo, foi anunciada a antecipação da estreia do Programa do Ratinho: de 14 para 8 de setembro.

1998 Em 8 de setembro, numa terça-feira, entrou no ar o Programa do Ratinho. Na estreia, o programa derrotou o Leão Livre, marcando 25 pontos com picos de 32, contra 7), mantendo o SBT na vice, mas ao terminar o programa, o Leão Livre passou a ser vice novamente, com 16 pontos. No dia 10 de setembro, as redes SBT e Record empataram pela primeira vez durante meia hora durante os dois programas com 18 pontos. No dia 14, o Leão Livre venceu o Programa do Ratinho. No dia seguinte era a vez do Ratinho vencer.

A partir de sua estreia, as transmissões da Copa Mercosul de Futebol de 1998 passaram a mostrar apenas o segundo tempo de cada jogo (exceto nas emissoras próprias e nas emissoras da TV Alterosa), o que colaborou para o fim da equipe esportiva do SBT, no fim de 1998.

Os primeiros meses do programa foram marcados por reportagens policiais, o que rapidamente chamou atenção da Justiça, que intimou a produção no final daquele ano. Em razão desse sensacionalismo, por vezes o programa alcançava o primeiro lugar na audiência, fato que era comemorado pelo apresentador ao subir em um pódio, "dançar" ao som do tema musical do Jornal Nacional e terminar a dança com o gesto obsceno de "créu", visivelmente afrontando a Rede Globo. Em pouquíssimo tempo, a Globo impediu, através do Judiciário, que Ratinho e sua equipe utilizassem o tema do jornalístico nessa "comemoração".

1999 e 2000 Em 1999 e 2000, Ratinho alternou quadros policiais com variedades musicais e casos bizarros, testando a tolerância da sociedade e recebendo algumas advertências judiciais.

2001 a 2004 A partir de 2001, o programa adquiriu ares de programa humorístico, somado a uma nova versão do Show de Calouros, além da manutenção do Teste de DNA, onde pessoas tiravam dúvidas sobre a paternidade dos filhos não assumidos pelos pais, na maioria das vezes culminando com lutas físicas entre os familiares no palco, mas mesmo assim, o jornalístico do programa foi mantido com o quadro "A Cacetada do Dia", aonde era comentado algum acontecimento no Brasil ou no mundo, naquele dia de exibição.

2005 A partir de 2005, o programa não teve mais a trupe circense que tanto o notabilizou, o diretor que quis tornar o programa mais sério e jornalístico, mudou de horário, trazendo-o das 21h30/22h00 para 18h50/17h00, e voltando para as 21h30 e posteriormente indo para as noites de sábado, com duas horas de duração.

1998 a 2006 Personagens Contava com os seguintes participantes: Sombra, Rodela, Marquito, Azeitona, Fabiano Tonelada, Caroço, Bola Sete, Bailarino - Clau (Robson Duarte), Santos (Iran Thieme), DJ Negrão, Xaropinho e Tunico (marionetes), Joaquim e Tatu.

Retorno (2009)

Na primeira exibição em 2009, o programa contou com a homenagens de artistas a Carlos Massa. O governador de São Paulo, José Serra, telefonou para o canal para parabenizar a volta do programa. Na ocasião, Ratinho anunciava que o programa conquistava a vice-liderança. No final do televisivo, os veículos de comunicação informavam que o programa chegou a arrematar 8 pontos no IBOPE com pico de 10 pontos na Grande São Paulo e dessa forma o programa dobrou a audiência do SBT, desbancando programas como Brasil Urgente, de José Luiz Datena, que chegava a ficar em segundo lugar, e SP Record (apenas na Grande SP, pois era exibido o desenho do Pica-Pau para o restante do país) que oscilava em terceiro e segundo lugar. O programa voltou sendo transmitido no final da tarde com seu formato tradicional. Em 2010, são retomados os testes de DNA, mas o programa registrou uma audiência pífia e assim retornou para seu horário tradicional às 21h15, seu antigo horário. Durante os 3 anos seguintes o programa manteve o mesmo formato.

Em 26 de janeiro de 2015, o programa passou a ser exibido em alta-definição (HDTV) após reformas no estúdio 6 (onde é gravado o programa) para adequá-lo a tecnologia.

Em 25 de fevereiro de 2015, Ratinho trouxe uma entrevista exclusiva com Florinda Meza e o programa marcou 8.4 de audiência, ficando em terceiro lugar. Gugu, que estreava seu novo programa na Rede Record, ficou com 16.5 (17) pontos de audiência.

Em 25 de junho de 2015. o programa alcançou a maior audiência em uma quinta-feira desde 19 de maio de 2005. Foram 10.3 pontos de média (contra 10.5 em 2005), 15.2 pontos de pico ficando na vice-liderança isolada batendo a Record (10.2 X 8.0) que mesmo horário exibia o Programa do Gugu.

No dia 11 de janeiro de 2016, a atração marcou um recorde, com Ratinho alcançando 11 pontos de média, segundo dados do Ibope. No confronto, a Record fechou com 6 pontos.

No dia 30 de junho de 2016 a atração bateu novo recorde de audiência, marcando 11.6 (12) pontos vencendo a Record.