thumb|upright=1.05|Histameno de e thumb|Dinar de ouro de Alaziz

Manjutaquim (; ) foi um escravo militar (gulam) do califa fatímida Alaziz . De origem turca, tornou-se um dos principais generais fatímidas de Alaziz, lutando contra os hamedânidas e o Império Bizantino na Síria. Ele rebelou-se contra a preponderância dos berberes nos primeiros anos de Aláqueme , mas foi derrotado e morto em cativeiro.

Biografia

Manjutaquim foi um dos mais proeminentes soldados-escravos turcos (gulans) que foram introduzidos na corte fatímida de Alaziz e seu predecessor Almuiz , ao mesmo tempo que serviu como contrabalanço do exército sobretudo berbere (principalmente da tribo cotama). Em 991, após a morte do vizir Iacube ibne Quilis, que tinha dominado as políticas fatímidas durante sua vida, Alaziz escolheu prosseguir uma postura mais agressiva na Síria, e nomeou Manjutaquim como governador de Damasco. Encorajado por deserções ocorridas após a morte do emir hamedânida Sade Adaulá , Alaziz decidiu atacar novamente o Emirado de Alepo, e confiou a campanha a Manjutaquim. O general fatímida invadiu o emirado, derrotou em junho de 992 uma força bizantina sob o duque de Antioquia Miguel Burtzes e sitiou Alepo. Contudo, falhou em prosseguir o cerco com vigor e a cidade facilmente foi capaz de resistir até, na primavera de 993, após 13 meses de campanha, Manjutaquim ser forçado a retornar para Damasco devido a falta de suprimentos.

Na primavera de 994, Manjutaquim lançou outra invasão, novamente derrotando Burtzes em setembro na batalha do Orontes, tomou Emesa, Apameia e Xaizar e novamente sitiou Alepo. O bloqueio desta vez foi mais efetivo e logo causou uma severa carência de alimentos, porém os defensores da cidade mantiveram-se firmes sob a orientação do determinado regente , até a súbita chegada do imperador bizantino em abril de 995. Basílio, que havia realizado campanha na Bulgária, respondeu o apelo de ajuda hamedânida, e cruzou a Anatólia em apenas 16 dias como chefe de um exército; sua chegada súbita e o exagerado número de soldados circulando por seu exército causou pânico no exército fatímida, e especialmente em Manjutaquim que, não esperando qualquer ameaça, ordenou que seus cavaleiros dispersassem os cavalos no entorno da cidade para pastarem. Apesar de ter um exército consideravelmente maior e bem descansado, Manjutaquim estava assim em desvantagem. Ele incendiou seu campo e retirou-se para Damasco sem lutar. Os bizantinos sitiaram Trípoli sem-sucesso e ocuparam Tartus. O próprio Alaziz preparou-se para tomar o campo contra os bizantinos, mas ele morreu em 14 de outubro de 996, antes de começar sua campanha.

thumb|esquerda|upright=1.05|Dinar de Aláqueme

Após a morte de Alaziz, seu jovem filho Aláqueme sucedeu-o no trono, com o eunuco Barjauã sendo nomeado como regente por Alaziz em seu leito de morte. Os cotamas, contudo, usaram a oportunidade para instalar seu líder, Alhaçane Abenamar, como primeiro ministro, e efetivamente tomaram controle do governo central. Isso provocou a reação da facção turca, liderada por Manjutaquim. Com encorajamento secreto de Barjauã, Manjutaquim liderou seu exército para sul em direção o Egito, enquanto os berberes reuniram-se sob o comando de . Os dois exércitos encontraram-se em Ramla ou Ascalão, e a batalha terminou com a derrota de Manjutaquim, que foi levado prisioneiro. Ibne Falá marchou para Damasco, onde assumiu o posto de governador, enquanto Manjutaquim foi bem recebido por Abenamar, que assim esperou - no evento, sem sucesso - reconciliar os turcos com seu regime e uso-os para contrabalançar o ofício califal. Ele foi permitido viver seus últimos anos em aposentadoria no Cairo, onde morreu em 1007.

Bibliografia

Categoria:Turcos do século X Categoria:Turcos do século XI Categoria:Generais do Califado Fatímida Categoria:Rebeldes Categoria:Gulans Categoria:Governadores fatímidas de Damasco Categoria:Fatímidas envolvidos nas guerras bizantino-árabes