Mairinque é um município brasileiro do estado de São Paulo situado na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba. Localiza-se a uma latitude 23º32'45" sul e a uma longitude 47º11'00" oeste, estando a uma altitude de 850 metros. Sua população, segundo o Censo IBGE 2022, era de 50.027 habitantes.https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/sp/mairinque.html
História A região onde atualmente se localiza Mairinque, foi inicialmente chamada de Entroncamento, pois nos estudos dos engenheiros da Estrada de Ferro Sorocabana, projetava se ali a construção de uma estação e um grande entroncamento ferroviário da linha que viria de Itu com a linha tronco da Sorocabana, além de onde partiria a futura linha Mairinque-Santos. Na época, a área pertencia ao município de São Roque.
A companhia iniciou as obras de construção das linhas, reservou áreas para as futuras oficinas e loteou parte dos terrenos nas imediações da estação para a criação de uma vila. Em 27 de outubro de 1890 a vila foi fundada as margens da Estrada de Ferro Sorocabana.
Em 1897, juntamente com a inauguração da linha para Itu, a estação recebeu o nome de Mayrink, em homenagem ao sr. Francisco de Paula Mayrink, presidente da Sorocabana a partir de 1882. A vila assumiu o nome da estação e passou a se chamar Vila Mayrink, que viria a se tornar o município de "Mairinque".
A vila cresceu e em 1902, as oficinas da ferrovia que eram em Sorocaba, foram transferidas para Mairinque, o que fez sua importância aumentar muito mais para a região.
Famosa pelo seu estilo, a estação ferroviária foi idealizada pelo arquiteto francês Victor Dubugras, sendo a primeira arquitetura de concreto armado do Brasil, inaugurado em 1906 depois de dois anos de construção. Atualmente, nela funciona o museu da Estrada de Ferro Sorocabana.
Em 24 de setembro de 1908, pela Lei Estadual nº 1131, foi criado o Distrito de Paz de Mairinque, no Município e Comarca de São Roque.
Em 1930, a oficina da Estrada de Ferro Sorocabana foi transferida para Sorocaba. Com essa mudança, a Vila iniciou uma queda no desenvolvimento, chegando quase a desaparecer.
Em 1929, começaram as obras da linha Mairinque-Santos da Estrada de Ferro Sorocabana, projetada desde 1889 para quebrar o monopólio da SPR, em ligar o interior paulista ao Porto de Santos. Com duas frentes de trabalho, uma vindo de Santos e outra de Mairinque, o ramal foi concluído em 1937.
Em 1940, a Estrada de Ferro Sorocabana passou a instalar e ampliar suas repartições em Mairinque, tais como: depósito de locomotivas com oficina de manutenção, almoxarifado, Sede do Serviço Florestal, Sede dos serviços de eletrificação, armazém de abastecimento e principalmente Sede dos ferroviários.
A conclusão da linha Mairinque-Santos e as instalações da Sorocabana forjaram definitivamente a vocação de Mairinque até os dias atuais, tornando um dos principais entroncamentos ferroviários do Brasil.
Na década de 1950, a implantação da Companhia Brasileira de Alumínio cooperou muito para o reerguimento do então Distrito de Mairinque, através da implantação da indústria de alumínio na região da Vila do Rodovalho, que se desenvolveu e passou a ser o Distrito de Alumínio.
Em 1953, foi tentada pela primeira vez a emancipação política do Distrito, fracassando porque ainda não havia condições para a instalação. Em 1958, foi criado o Município de Mairinque (através da Lei nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959), abrangendo o distrito sede e o Distrito de Alumínio. O primeiro prefeito do município foi o sr. Arganauto Ortolani.
Em 30 de dezembro de 1991, o distrito de Alumínio foi elevado à categoria de município, desmembrado de Mairinque pela lei estadual nº 7644.
Demografia População
Dados demográficos Dados do Censo - 2016
População total: 48.852 Urbana: 34.340 Rural: 5.635 Homens: 21.538 Mulheres: 21.685
Densidade demográfica (hab./km²): 190,63
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 13,70
Expectativa de vida (anos): 72,42
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,30
Taxa de alfabetização: 92,79%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,801 IDH-M Renda: 0,719 IDH-M Longevidade: 0,790 IDH-M Educação: 0,894 (Fonte: IPEADATA)
Geografia O município de Mairinque está situado no interior do estado de São Paulo, a 70 quilômetros da capital, sendo a ela ligada pela Rodovia Raposo Tavares e também servida pela Rodovia Castelo Branco.
A sede do município localiza-se nas coordenadas 23º32'45"S 47º11'00"O, aos 900 metros de altitude. No caminho para Ibiúna, via bairro da Sebandilha , a estrada chega aos 940 metros de altitude. Todavia, uma das maiores altitudes do município é encontrada no topo da serra que dá acesso ao bairro Moreiras, estrada Gov. Mário Covas, junto à plantação de eucaliptos da CBA. No topo da referida serra, junto às antenas de telefonia celular, encontramos a altitude de 993 metros, numa área onde os topos dos morros ficam todos acima de 950 metros. Em dias mais úmidos e frios, é fácil encontrar esta área alta tomada por nevoeiro.
Quase toda a área do município insere-se na zona geográfica temperada, isto é, abaixo do Trópico de Capricórnio. A exceção é a porção norte do município, próxima da Rodovia Castelo Branco, que é atravessada pelo referido trópico. Ficam localizados acima do Trópico de Capricórnio os bairros: Varejão, Olhos d'água, Dona Catarina, Mato Dentro e Porta do Sol. Os demais bairros situam-se em área geográfica temperada.
Mairinque possui uma extensão territorial de 209,757 km².
Rodovias
Mairinque é beneficiada por duas das principais rodovias do estado: SP-270 Rodovia Raposo Tavares SP-280 Rodovia Castelo Branco
Ferrovias
Mairinque nasceu as margens da Estrada de Ferro Sorocabana, no principal entroncamento da companhia. Além de contar com a Estação Ferroviária de Mairinque, no município se inicia a linha Mairinque-Santos, principal corredor ferroviário de exportação do Porto de Santos, que recebe cargas do interior paulista, Minas Gerais e Mato Grosso pela Variante Boa Vista-Guaianã e de Mato Grosso do Sul e norte do Paraná pela EFS. Os últimos trens de passageiros (suburbanos da CPTM e os de longa distância da Fepasa) circularam pelo município em 1999.
Nos anos 90, a CPTM operava trens até Mairinque, e naquela época era muito comum os moradores irem para São Paulo ou Sorocaba usando os mesmos trens que circulavam nas frotas metropolitanas da capital. Na época que a cidade ainda era atendida pelos trens metropolitanos da CPTM , o trem ainda era o símbolo mais forte da cidade, mas depois que a linha se sucateou o trem perdeu o seu posto de protagonista das das histórias contadas pelos martiniquenses. O trem foi sendo substituído aos poucos por outros símbolos que já existiam, mas eram menos importantes no passado, e agora estão mais na moda como o Cemitério, onde ocorre uma uma espécie de turismo local e muitos moradores gostam de passear entre as sepulturas, já que a cidade carece de entretenimento. Quase não existe mais vida noturna, e os poucos bares que restam são pequenos e ficam nas vilas, o centro é praticamente deserto depois das 22:00 horas.https://viatrolebus.com.br/2020/04/nos-anos-90-cptm-operava-trens-ate-mairinque/#google_vignette
No futuro existe a expectativa que o leito ferroviário, entre São Paulo, passando por Mairinque, até Sorocaba, dê lugar ao projeto do Trem Intercidades, sem prazos para obras, mas já foi aprovado e aos poucos está se tornando realidade. O VLT é ideal para demandas superiores a 15 mil passageiros por hora. A viabilidade em Sorocaba depende de os ônibus urbanos colaborarem na alimentação do sistema. O alto custo de implantação ainda é um obstáculo, por isso o BRT surge como alternativa mais barata, mas infelizmente o trem não vai fazer parada em Mairinque, e o povo também nem tá se importando muito, que nem tem dinheiro pra pegar ônibus quanto menos ir de trem que é mais lento e mais carto.https://www.jornalcruzeiro.com.br/sorocaba/noticias/2025/06/748457-vlt-de-sorocaba-tera-25-km-e-13-estacoes.html
Mas no radar do governo Estadual, pois alguns anos atrás existiu um grande choque entre o Trem carregado de soja, um ônibus circular da empresa Jundiá e uma passarela que ficou danificada e até hoje não foi concertada, os moradores tem que atravessar pela linha que não tem nem cancela, mas também nem passa mais trem, e ninguém corre o risco de ser atropelado, pois a parte central do principal trevo ferroviário do Brasil está completamente bloqueada, mas a linha externa que vem da cidade de Alumínio, passa pelos bairros Arco Irís, Pantojo, Jardim Vitória, Oriental, Canguerinha, Lagoinha, Setúbal e Goiana ainda está ativa e passa trem o dia inteiro.
Meio ambiente Clima
Segundo a classificação climática de Köppen, categorizada em sete tipos climáticos, que correspondente ao clima úmido, sendo eles: Cwa, Aw, Cfb, Am, Cfa, Af e Cwb.
O município de Mairinque é classificado pela sigla Cfa - clima subtropical úmido, com a presença de chuvas durante o verão e uma seca durante o inverno. A temperatura média no mês quente é superior que 22 °C , e a média de temperatura durante o é frio é inferior a 20 °C.
No município, durante 4 meses do ano as temperaturas são mornas, atingindo a temperatura média dos 26 °C, já entre os meses de novembro a março, as temperaturas são mais quentes, chegando a temperatura média de 28 °C. Entretanto, durante os meses de maio, junho, julho e agosto, as temperaturas ficam abaixo da média, ficando entorno dos 22 °C. Nesse mesmo período, onde há a presença do frio, a temperatura média atinge os 12 °C. Mais informações sobre a variação da temperatura do município pode ser consultada no site.
Durante os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março são registrados os maiores índices de precipitação para a região, registrando a média para os 4 meses entorno de 170,42 mm. O mês mais elevado de precipitação é registrado em janeiro, com 202, 0 mm e em fevereiro com 180,67 mm. Nos meses onde a temperatura são baixas, os índices registram em média 48, 17 mm.
Geologia e geomorfologia O município está localizado em uma região com formações geológicas de rochas de calcária, compondo o conjunto São Roque. São rochas constituídas por calcita (carbonato de cálcio) e (carbonato de cálcio e magnésio). Além disso, de modo geral, é possível observar ligeiras topografias com altura média de 850 metros, onde predominam colinas e morros altos.
Predomina-se no município o solo do tipo Argissolo, caracterizado pela formação de argila de fácil revolvimento na camada inferior.
Este solo está associado a alta taxa pluviométrica dos climas úmidos e superunidos, além de muito alta suscetibilidade de processos erosivos. São arenosos, com a textura média ou argilosos no horizonte mais superficial. Apresentam uma cor mais forte (amarelada, brunada ou avermelhada), maior coesão e maior plasticidade e pegajosidade em profundidade, devido ao maior teor de argila. Tem uma fertilidade variável, dependente principalmente de seu material de origem. Em relação a sua retenção de água, possui um maior nos horizontes abaixo da superfície (subsuperficiais), que podem se constituir em um reservatório de água para as plantas e vegetação.
Vegetação A região do município predomina a vegetação da Mata Atlântica, além de formações de Cerrado (ecótono). A maior porção de Mata Atlântica está localizada na Bacia Hidrográfica do Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT) na APA da Represa Itupararanga. Na região central da cidade encontra-se um remanescente florestal de Mata Atlântica composto por espécies exóticas e nativas, e com áreas em regeneração, local esse que recebeu o nome de Parque Municipal Horto Florestal “Antônio Anselmo” (PMHFAA).