O Templo de Vejóvis, na Roma Antiga, foi um templo do deus Vejóvis ().

Na literatura Segundo as fontes literárias, o templo ficava num terreno "inter duos lucos" ("entre dois bosques sagrados"), um na cidadela de Roma (Arx) e outro no Capitólio, os dois picos do monte CapitolinoVitrúvio, IV.8.4; Aulo Gélio, V.12.5, Aedes Veiovis anotado em Ashby, A Topographical Dictionary of Ancient Rome, 1929. . A estátua do deus ficava perto da estátua de um bodeAulo Gélio, V.21.11; Ovídio, Fastos, III.443, anotado em Platner & Ashby 1929. . Na mesma área estava também o Asilo (Asylum), onde, segundo a lendaPlutarco, Vita Romuli; Lívio, Floro, Rômulo teria recebido fugitivos de outras partes do Lácio (Latium) para aumentar a população de sua nova cidade, principalmente refugiados políticos, escravos foragidos, latinos e etruscos, e, segundo Floro, frígios e acádiosFloro, I.9, anotado por Emma Dench, Romulus' asylum: Roman identities from the age of Alexander to the age of Hadrian (Oxford University Press) 2005, p. 2 nota 4. .

Sua construção foi prometida em pelo propretor Lúcio Fúrio Purpúrio na Batalha de Cremona, durante a guerra contra os boios, e dedicado em por Quinto Márcio Rala.

Arqueologia Os restos de um templo foram escavados em 1939, na época de Benito Mussolini, durante uma escavação sob a Piazza del Campidoglio para a criação do corredor subterrâneo ligando o Palazzo dei Conservatori ao Palazzo Nuovo por debaixo da praça. As ruínas identificadas do templo podem ser vistas atualmente embaixo do Tabulário. O Templo de Vejóvis foi salvo da destruição por ter sido enterrado debaixo das fundações de edifícios posteriores no Capitólio e a estrutura descoberta foi identificada como sendo o Templo de Vejóvis a partir de fontes antigas e da descoberta de uma estátua sagrada de mármore na cela do edifício. As fontes afirmam que esta estátua tinha uma face imberbe e levava na mão direita um feixe de flechas.

A principal características deste templo, raramente encontrada em outros templos romanos (provavelmente pela falta de espaço), é uma cela transversalmente alongada, cuja largura é quase duas vezes maior que sua profundidade (15 x 8,90 metros). O pódio elevado é composto de um núcleo interno de cal e argamassa revestido com travertino, a mesma pedra utilizada para pavimentar o pátio do templo. A fachada segue a linha do Aclive Capitolino e tem um pórtico com quatro pilares na parte central precedido por um lance de escadas.

Três fases distintas de construção foram identificadas, a última das quais no século I a.C. e ligada à construção do Tabulário. O templo foi depois restaurado pelo imperador Domiciano, que acrescentou os pilares de tijolos e mármore colorido no revestimento do piso e das paredes da cela.

Localização

Bibliografia

Categoria:Século II a.C. Categoria:Museus Capitolinos Categoria:Templos do monte Capitolino