A Estação Francisco Alves Marinho, inaugurada como Estação Jereissati, é uma estação de metrô integrante da Linha 1–Vermelha (Sul) do Metrô de Fortaleza, operada pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Localiza-se na Rua Manoel Pereira, s/n, bairro Boa Vista, em Maracanaú, município da Região Metropolitana de Fortaleza, no Estado do Ceará, na Região Nordeste do Brasil.

De acordo com dados da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, a estação registrou passageiros em 2025, o que representa uma média de aproximadamente usuários por mês.

Com a lei /2025, a estação recebeu o nome atual, homenageando Francisco Alves Marinho, agente de estação ferroviária da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), através do projeto de lei 255/2023 do deputado estadual Firmo Camurça (UNIÃO).

Histórico Estação de trens urbanos (2005–2010) Em 1986, o governo brasileiro contratou a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) para elaborar um projeto de eletrificação e modernização das linhas Tronco Norte e Sul do então Trem Urbano de Fortaleza, administrado desde 1984 pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e anteriormente operado diretamente pela RFFSA. Em abril de 1988, o governo estadual lançou oficialmente o Trem Metropolitano de Fortaleza, também conhecido como Metrofor, cujo custo inicial foi estimado em 290 milhões de dólares para a reformulação das linhas Norte (atual Linha 2–Verde, também conhecida como Linha Oeste) e Sul (atual Linha 1–Vermelha). A construção do projeto dependia da liberação de US$ 180 milhões de duas instituições bancárias internacionais e do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em outubro de 1998, foi anunciada a vitória do consórcio responsável pela construção da primeira linha de metrô da capital, a Linha 1–Vermelha, na época conhecida apenas como Metrofor e depois como Linha Sul. O valor do contrato era de . As obras tiveram início no ano seguinte, em 1999. Entre as novas paradas previstas no projeto do metrô estava a estação Jereissati (atual Francisco Alves Marinho), pensada para localizar-se entre as já existentes estações Vila das Flores (atual Carlito Benevides) e Maracanaú. Além de atender os moradores da região, a estação foi planejada como ponto de integração entre a linha metroferroviária e um novo ramal de trens a diesel, de sete quilômetros de extensão e duas estações, que atenderia o centro da cidade de Maranguape.

No mês de maio de 2001, as operações de trens urbanos entre as estações Vila das Flores e Aracapé foram suspensas para o avanço das obras do trecho em superfície do metrô. Deste modo, foi erguida uma nova estação provisória na região do bairro Aracapé, próxima onde se localizava a antiga plataforma construída na década de 1980, na qual era integrada com um conjunto de linhas de ônibus com os nomes das demais estações que tiveram a parada suspensa: Alto Alegre, Pajuçara (atual Rachel de Queiroz), Novo Maracanaú (atual Virgílio Távora), Maracanaú e a própria Vila das Flores.

Essa situação se seguiu até 5 de dezembro de 2005, quando o trecho foi reativado com todas as paradas funcionando em estrutura provisória. Nesse contexto, foi liberada uma parada provisória próxima de onde estava sendo erguida a nova estação Jereissati, com objetivo de começar a atender os moradores da região com o sistema de trens urbanos que já passava por ali, enquanto as obras do metrô se arrastavam em meio a paralisações, falta de recursos e mudanças de projeto. A estação continuou operando em sua estrutura provisória até 11 de janeiro de 2010, quando as operações da então Linha Sul do sistema de trens urbanos foram definitivamente encerradas para o avanço das obras do metrô.

Estação de metrô (2012–atualmente) Aproximadamente treze anos após o início das obras, a Linha Sul do metrô realizou sua viagem inaugural em 15 de junho de 2012. O trem percorreu, pela primeira vez com passageiros, 15 quilômetros, saindo da estação Carlito Benevides até a estação Parangaba, em Fortaleza, realizando o percurso em 15 minutos.

A solenidade da viagem inaugural, que contou com a presença de diversas autoridades, marcou a entrega do primeiro trecho (Carlito Benevides ↔ Parangaba), onde está localizada a estação Francisco Alves Marinho, da primeira linha de metrô da capital cearense. A partir daquele dia, a linha passou a funcionar em operação assistida. Durante esse período, a linha operou de forma limitada. Inicialmente, a operação ocorria de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, com um headway (intervalo entre os trens) de 20 minutos. O tempo de operação foi progressivamente estendido ao longo da operação assistida e após o início da operação comercial, até chegar ao horário atual: de segunda a sábado, das 5h30 às 23h14. A operação comercial da linha teve início em 1.º de outubro de 2014.

Características esquerda|miniaturadaimagem|Praça localizada no entorno do acesso do equipamento, com destaque para o totem da estação. A Estação Francisco Alves Marinho é caracterizada como uma estação de superfície, com uma única plataforma em ilha, protegida por uma cobertura metálica branca, e estruturas predominantemente em concreto aparente, um estilo comum em projetos de infraestrutura de transporte que prioriza a durabilidade e a estética bruta do material. O equipamento possui metros quadrados de área construída, com capacidade para receber 9.600 passageiros por hora. Ao longo da edificação estão dispostos mapas do sistema, painéis de informações, sistema de sonorização para avisos e painéis de LED na plataforma.

A estação também dispõe de elevador, piso tátil, mapa tátil e avisos sonoros que garantem acesso e boa utilização do Metrô de Fortaleza a todos os cidadãos, incluindo aqueles que possuem alguma deficiência ou estão com mobilidade reduzida por qualquer razão. Além disso, as equipes presentes na estação, compostas por agentes de estação e vigilantes, recebem treinamento especializado para ajudar no embarque e desembarque desses passageiros, e estão sempre atentos para oferecer ajuda a quem necessitar. É também garantido gratuidade às pessoas com deficiência que estejam dentro dos critérios legais para usufruir deste benefício. Para isso, é necessário apresentar, na estação, o Cartão Gratuidade Pessoa com Deficiência, emitido pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

Informações da linha A Linha 1–Vermelha, também conhecida como Linha Sul, foi a primeira a ser inaugurada do sistema. É atualmente a maior via de transporte de passageiros sobre trilhos em operação no Ceará, tanto em extensão (24,1 km), como em número de estações (20) e de passageiros (28 mil/dia). A linha funciona de 5h30 até 23h, de segunda-feira a sábado.LinhaTrechosExtensão (Km)EstaçõesIntervalo entre os trens (min)Funcionamento1Vermelha(metrô)Central–Chico da Silva ↔ Carlito Benevides24,12017De segunda a sábado, de 5h30 às 23h.

Cada composição de trens em operação nesta linha tem capacidade de transporte de 890 pessoas. Por dia, são feitas 126 viagens, interligando os municípios de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Nas estações, o tempo de parada do metrô é apenas o suficiente para desembarque e embarque de passageiros, sendo de 1 minuto ou menos. A velocidade média dos trens é de aproximadamente 40 Km/h, chegando a 70 Km/h entre as estações (velocidade máxima). A viagem entre as duas estações terminais leva cerca de 35 minutos. A frota operacional da Linha Linha 1–Vermelha atualmente é de 10 trens elétricos, que circulam agrupados em dois, formando 5 composições de 2 trens, cada composição com 6 carros.

Ramal Maranguape miniaturadaimagem|Antiga estação ferroviária de Maranguape em 2025. Em sua proximidade seria construída a estação do ramal que chegaria à estação Francisco Alves Marinho. A capacidade maior da estação, em comparação com a média das estações de superfície da linha, deve-se a concepção original de ser ponto de conexão entre a Linha Sul e o Ramal Maranguape. Esse ramal, que nunca saiu do papel, previa reativar parte do antigo ramal ferroviário que atendia o centro da cidade Maranguape desde 1875, ligando as estações de Maranguape e Maracanaú, este último então distrito do primeiro, e que foi desativado ainda em 1963.

Desde os primeiros estudos para a modernização do sistema de trens suburbanos, que viria a se tornar a atual rede Metrofor, a ideia de retornar uma ligação ferroviária para transporte de passageiros que atende-se o centro histórico do município encontrava-se presente. O plano era construir o novo ramal no chamado estágio três da implementação do projeto Metrofor, a última entre as três etapas previstas, de forma que o projeto fosse materializado de forma modular e evolutiva, acompanhando o crescimento da demanda de passageiros, aproveitando ao máximo o sistema ferroviário então existe, o que, consequentemente, possibilitaria um baixo custo de implantação.

Embora citado pela Companhia Cearense de Transporte Metropolitano ao longo dos anos, e presente em alguns mapas de projeção do sistema, o ramal nunca chegou a sair, de fato, da fase de estudos. Atualmente não existem informações se algum dia o ramal será realmente implementado, situação semelhante ao ramal Pecém, planejado para conectar a Estação Caucaia da Linha 2–Verde (Oeste) com a região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante.

Ver também Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos Linha Sul do Metrô de Fortaleza Lista de estações do Metrô de Fortaleza Metrô de Fortaleza

Ligações externas

Francisco Alves Marinho Categoria:Arquitetura de 2012 Francisco Alves Marinho Categoria:Geografia de Maracanaú