thumb|300px|Portas de plataforma da Estação Sacomã da Linha 2 do Metrô de São Paulo Portas de plataforma são equipamentos compostos por fachadas e portas automáticas de vidro situados na borda de uma plataforma, que protegem a via férrea de interferências externas. São utilizadas principalmente nas estações de metropolitano, pois apresentam dificuldades técnicas em outros tipos de ferrovia. Trata-se de uma medida de segurança relativamente nova, tanto em sua instalação em linhas novas como a adaptação de linhas já construídas. Utilizam-se em metrôs asiáticos, europeus e latino-americanos como os de Tóquio, Quioto, Seul, Hong Kong, Londres, Pequim, Xangai, Singapura, Copenhague, Paris, São Petersburgo ou Sevilha, além do Metrô de São Paulo e do Metro de Santiago.
Funcionamento miniaturadaimagem|300x300px|Portas de plataforma da Estação Los Leones da Linha 6 do Metrô de Santiago Em algumas linhas as portas de plataforma são de altura completa, desde o solo até o teto da estação, enquanto em outras linhas chegam a meia altura. Os trens têm que parar sempre no mesmo ponto da plataforma, o que se garante utilizando balizas de parada ou sistemas de condução como o ATO. Uma vez parado o trem, tanto suas portas como as da plataforma se abrem juntas automaticamente, como as portas de caixa e de planta de um elevador. A confiabilidade na sincronização do processo é essencial para que o sistema seja seguro.
Estas portas ajudam a: Prevenir suicídios e assassinatos, ao não permitir que pessoas caiam na via; Reduzir o perigo de arraste ou impacto, especialmente dos trens que passam em alta velocidade; Melhorar o controle climático da estação, desde que as portas sejam de altura completa (calefação, ventilação, e ar condicionado são mais efetivos quando a estação está fisicamente isolada do túnel); Aumentar a segurança, ao não permitir que entrem nos túneis pessoas não autorizadas pela companhia; Reduzir custos utilizando um sistema de trens sem condutor, alguns dos quais requerem portas de plataforma; Evitar que os usuários joguem lixo na via. A implantação deste sistema em outros sistemas de ferrovia é complexo, pois os trens que o utilizam têm que ser compatíveis com o sistema e vice-versa, e numa rede de ferrovia convencional circulam trens de vários tipos.
Polêmica As portas de plataforma viraram alvo de discussão no Brasil após a morte de um passageiro na Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, em 6 de maio de 2025. Segundo relatos, ele acabou ficando preso em um vão entre as portas e o trem, que deu partida e acabou o arrastando, sendo que o mesmo veio a óbito no local após ser prensado. Segundo a ViaMobilidade, operadora da linha, as portas possuem um sensor de movimento de obstrução; no entanto, ele funciona apenas para impedir que os trens partam com as portas abertas. Não há sensores no vão entre a porta da plataforma e a porta do trem. Por esse motivo, o sensor acabou não sendo ativado. Segundo apurações, a ViaMobilidade cobrava desde 2023 a aprovação da instalação de barras de segurança junto às portas. O Metrô, por sua vez, alegou que esperava uma solução da empresa responsável pelo fornecimento de portas de plataforma e dos trens. O equipamento desenvolvido pelo fornecedor só seria recebido em junho deste ano e, após a aprovação, seria repassado para a concessionária. Em novo ofício, o prazo acabou sendo postergado para outubro.
Uso
Brasil thumb|Portas de plataforma da Estação Paulista da Linha 4 do Metrô de São Paulo O Metrô de São Paulo foi o pioneiro no uso das portas de plataforma na América Latina, e hoje possui 59 estações com portas de plataforma: Jabaquara e Tucuruvi (Linha 1–Azul); Vila Madalena, Sacomã, Tamanduateí e Vila Prudente (Linha 2–Verde); Palmeiras-Barra Funda, Marechal Deodoro, Santa Cecília, Pedro II, Bresser-Mooca, Belém, Tatuapé, Carrão, Penha, Vila Matilde, Guilhermina-Esperança, Patriarca-Vila Ré, Artur Alvim e Corinthians-Itaquera (Linha 3–Vermelha);As portas de plataforma foram instaladas na Estação Vila Matilde em 2010, mas só começaram a funcionar efetivamente em 2016. Na Estação Corinthians-Itaquera, o equipamento havia sido instalado em 2022, porém veio a entrar em operação somente em 2025. e todas as estações das linhas 4–Amarela, 5–Lilás e 15–Prata (esta, ainda em processo de expansão), sendo que a primeira e a última possuem 11 estações cada, enquanto a segunda conta com 17 estações em operação.
Chile
O Metrô de Santiago implementou a instalação de portas de plataforma nas linhas 3 e 6. Existem planos para a implantação do equipamento em todas as demais linhas do sistema até 2032.
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