Curso de Precursor Paraquedista foi o primeiro curso de especialização combatente organizado no Exército Brasileiro e nas Forças Armadas Brasileiras. Sua história se confunde com a história da própria Brigada de Infantaria Paraquedista e das Operações Especiais do Exército Brasileiro. O curso surgiu da necessidade da formação de um especialista capaz de lançar em segurança a recém formada tropa paraquedista brasileira.Com esse propósito, no ano de 1948, foi enviado para Fort Benning, Geórgia, Estados Unidos, para cursar o Pathfinder Course, o então 1º Ten Celso Nathan Guaraná de Barros (um dos paraquedistas militares pioneiros do Brasil). Com a conclusão do curso, o tenente Guaraná, o nosso "Prec Uno", deu início a uma longa jornada para introduzir o "Curso de Precursor Aeroterrestre", na Escola de Pára-quedistas (atual Centro de Instrução Pára-quedista Gen Penha Brasil) em 1951, quando foram formados os sete precursores pioneiros da nossa força terrestre.
Ao longo de mais de 70 anos de atividades desenvolvidas pelos precursores no âmbito das Forças Armadas, outras especializações e atividades operacionais foram criadas e muitas foram as transformações ocorridas na capacitação desse especialista, a fim de acompanhar as evoluções da guerra moderna.
O Curso Realizado no Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil (CIPqdt GPB), com a duração de 24 semanas divididas em 4 fases bem definidas, é destinado a Capitães, Tenentes, Subtenentes e Sargentos de carreira do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira, além de nações amigas possuidores do Curso Básico Paraquedista. Para Cabos e Soldados do Exército Brasileiro e Marinha do Brasil existe o Curso de Formação de Cabo/Soldado Auxiliar de Precursor (CFC/CFSd Aux Prec), com duração de 15 semanas. Possui um regime de trabalho de 40 (quarenta) horas diurnas e 20 (vinte) horas noturnas semanais, tendo as seções de instrução 50 (minutos) de duração com 10 (dez) minutos de intervalo entre elas. As quatro fases tem os seguintes objetivos:
1ª Fase - Nivelamento Técnico Operacional Com a duração de 6 semanas, tem como objetivos nivelar conhecimentos e capacitar os alunos a realizarem infiltrações aéreas, terrestres e aquáticas nos diversos ambientes operacionais do território nacional. A atividade diária começa com o "cerimonial", onde o aluno sofre as primeiras cobranças da jornada de instrução, no tocante a apresentação, aprestamento individual e coletivo. O treinamento físico militar vem em seguida, com nível de dificuldade crescente em corridas de média e longa distância e pista de cordas.
2ª Fase - Curso de Mestre de Salto Com a duração de 4 semanas, e a cargo dos instrutores da Formação Básica Paraquedista, tem como objetivo habilitar os alunos a exercerem as funções inerentes ao Mestre de Salto.
3ª Fase - Lançamento Precursor Com a duração de 4 semanas tem como objetivo habilitar os alunos a executarem o lançamento de pessoal equipado com paraquedas semiautomático sem ponto materializado no solo. O Lançamento Precursor é uma forma de infiltração inerente a especialização do precursor, que permite a uma equipe de precursores (Eq Prec) lançar-se sem ponto materializado no solo. Após intensas horas de treinamento no falso avião, o aluno é submetido a uma série de lançamentos realizados em uma viagem de lançamento pelo Território Nacional. Autoconfiança, calma, raciocínio rápido e flexível e um elevado senso de orientação a bordo de uma aeronave em vôo são fatores fundamentais para o êxito nesta disciplina, considerada a mais técnica de todo o curso.
4ª Fase - Operações de Precursores Com a duração de 10 semanas, os alunos aprendem sobre as possibilidades de emprego da Brigada de Infantaria Paraquedista em proveito do Exército de Campanha ou Escalão Superior e conclui quanto às peculiaridades do emprego do Precursor paraquedista em manobras táticas ou estratégicas. Na disciplina Organização e Emprego do Precursor são expostos conhecimentos sobre operações aeroterrestres e aeromóveis, com a atuação de uma Equipe de Precursores para cumprir essas operações. Estágios Durante a realização do curso, os alunos realizam ainda os seguintes estágios: Estágio Local Estágio básico do combatente de montanha 11.º Batalhão de Infantaria de Montanha Estágio de adaptação à vida na selva Centro de Instrução de Guerra na Selva Estágio de socorro pré-hospitalar Instituto de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Brasileira Estágio de inteligência de imagens Comando Militar do Leste Estágio de operações aeromóveis Centro de Instrução de Aviação do Exército Estágio de inteligência militar Escola de Inteligência Militar do Exército Estágio de navegação aérea Força Aérea Brasileira Estágio de proteção ao voo e controle de tráfego aéreo Força Aérea Brasileira Estágio de utilização de armamento não convencional Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros NavaisEstágio de combate em localidadeBatalhão de Operações Policiais Especiais
Após a conclusão do curso, o aluno recém formado conquista o direito de ostentar o Gorro Vermelho e a Tocha Alada, símbolos que o identificam como parte daqueles que tem como missão vital preceder, guiar e liderar.
Galeria
Leitura adicional http://www.revistaoperacional.com.br/exercito/cia-prec-pqdt-realiza-semana-da-selva-do-curso-de-precursores-paraquedista/ http://www.revistaoperacional.com.br/multimidia/precursores/ http://www.defesanet.com.br/mout/noticia/20218/GUERRA-IRREGULAR--A-Brigada-de-Infantaria-Paraquedista-na-Pacificacao-do-Complexo-da-Mare/ http://cgsc.cdmhost.com/cdm/ref/collection/p124201coll1/id/1181 MACHADO, Miguel e António CARMO, TROPAS PÁRA-QUEDISTAS – A HISTÓRIA DOS BOINAS VERDES PORTUGUESES 1955-2003, Ed. Prefácio, Lisboa, 2003, ISBN 972-8563-97-3;
Ligações externas Site oficial do Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil Site oficial da Brigada de Infantaria Pára-quedista Site oficial da Companhia de Precursores Pára-quedista
Categoria:Exército Brasileiro Categoria:Brigada de Infantaria Paraquedista