Jorge Eugénio de Lócio e Seiblitz, também grafado Lóssio e Seiblitz (Portimão, 23 de fevereiro de 1819 — Lisboa, 5 de janeiro de 1883) foi um oficial do Exército Português, jornalista e escritor que se destacou na defesa da causa miguelista. Biografia D. Jorge Eugénio de Lócio e Seiblitz era filho de D. Francisco Xavier de Lócio e Seiblitz, 50.º Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa em 1824, que descendia duma Nobre família Austríaca, e de sua mulher. Era neto de Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz (1737–1811), oficial militar em Pernambuco: a declaração de filiação junta ao processo de leitura de bacharéis do pai nomeia-o como «D. Jorge Eugenio de Locio, natural de Lisboa». A família procede de Jorge André de Seiblitz, capitão de cavalos de origem alemã que fixou a linhagem em Portugal no princípio do século XVIII. Verbete da família Lóssio e Seiblitz.

O apelido desta família surge nos arquivos portugueses e brasileiros em variantes ortográficas do mesmo nome — Lócio, Locio, Lóssio e Lossio; Seiblitz, Seilblitz ou Seibliz — todas referentes ao mesmo ramo familiar. O tio, Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz, senador do Império do Brasil pela província das Alagoas, é conhecido pela forma Lóssio.Portugal, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Desembargo do Paço, Processos de Leitura de Bacharéis, Letra N, maço 2, n.º 3 — processo de Francisco Xavier de Locio, cuja declaração de filiação (Lisboa, 21 de agosto de 1806) nomeia os pais e os quatro avós, e no qual o irmão Nuno Eugénio foi habilitado «pellas inquiriçoens do dito Seu Irmão».

Não obstante a sua juventude, sendo Oficial do Exército, serviu D. Miguel I de Portugal e o Absolutismo e participou, como tal, na Convenção de Évora Monte, a 26 de Maio de 1834.

Possuía uma vasta cultura humanista e conhecia profundamente o Latim, o Francês e o Espanhol, além de ter angariado algumas noções de Teologia Dogmática e Moral na aula estabelecida pelo 9.º Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Guilherme Henriques de Carvalho, em São Vicente de Fora.

Foi um dos Fundadores do jornal "A Nação" e sucedeu ao Dr. Manuel Maria da Silva Bruschy no cargo de Redactor Principal, que exerceu até que uma apoplexia o fulminou na própria Redacção.

Colaborou no jornal "Portugal Velho".

Faleceu na freguesia dos Anjos, em Lisboa, a 5 de janeiro de 1883.«Portugal, Lisbon, Registros da Igreja Católica, 1334-1998», FamilySearch, ark:/61903/1:1:6BZW-CWH7 — assento de óbito de «Jorge Eugenio de Soilotz» (leitura errada de Seiblitz), 5 de janeiro de 1883, freguesia dos Anjos, Lisboa, filho de Francisco Xavier e de Marianna. O registo atribui-lhe 64 anos de idade.

Escreveu: Gramática da Língua Portuguesa, oferecida à mocidade lisbonense, Lisboa, 1844 Nova Gramática Francesa por Noel e Chapsal (tradução), Lisboa, 1844 A Legitimidade e o sr. Mendes Leal, Lisboa, 1882 La verité sur la question de la legitimité en Portugal, Lisboa, 1885 (edição póstuma) A legitimidade portuguesa, 1885 (edição póstuma, 68 páginas)A legitimidade portuguesa, edição póstuma, 1885, 68 páginas; exemplar digitalizado no Internet Archive. A folha de rosto trata o autor por «brigadeiro», ao contrário da classificação de oficial subalterno.

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