Renato Cozzolino Harb (Magé, 21 de fevereiro de 1991) é um administrador e político brasileiro. Foi deputado estadual do Rio de Janeiro e prefeito de Magé, exercendo o cargo entre 2021 e 2026.
Biografia A família Cozzolino descende de Antonio Cozzolino, imigrante italiano que se estabeleceu em Magé em 1892. Renato é filho da professora Jane Cozzolino e Emanuel Amorim Harb. Seu avô materno, Renato Cozzolino, foi prefeito de Magé entre 1983 e sua morte em 1986. A família domina a política do município desde então, e outros membros administraram a cidade.
Carreira política
Deputado estadual Foi eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro em 2014 pelo PR, com 26.697 votos.
Em abril de 2015, em polêmica votação, foi um dos parlamentares a votar a favor da nomeação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, nomeação esta muito criticada na época. No dia 20 de fevereiro de 2017, foi um dos 41 deputados estaduais a votar a favor da privatização da CEDAE.
Em 17 de novembro de 2017, votou pela revogação da prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, denunciados na Operação Cadeia Velha, acusados de integrar esquema criminoso que contava com a participação de agentes públicos dos poderes Executivo e do Legislativo, inclusive do Tribunal de Contas, e de grandes empresários da construção civil e do setor de transporte.
Foi reeleito em 2018 pelo PRP, com 33.597 votos.
Em dezembro de 2018, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) denunciou Renato Cozzolino por abuso de poder político e econômico e por conduta vedada na campanha eleitoral do mesmo ano. Na ação, o Ministério Público Eleitoral argumenta que Cozzolino, o sobrinho de Núbia — a ex-prefeita de Magé acusada de fraudar documentos oficiais — tentou vincular sua imagem à manutenção de serviços como exames de vista, doação de óculos, atendimento odontológico e emissão de documentos. Porém, as obras sociais são de responsabilidade de órgãos estaduais.
O procurador regional eleitoral Sidney Madruga também acusou o deputado reeleito de se beneficiar de propaganda irregular, com ônibus e carros com adesivos do políticos circulando em seu reduto eleitoral. Além da cassação e da inelegibilidade, a procuradoria solicitou sua condenação a uma multa de até cem mil UFIR (cerca de R$ 330 mil).
Prefeito de Magé Cozzolino foi eleito prefeito de Magé em 2020 pelo PP, com votos (27,13% dos válidos), tendo sua irmã Jamille Cozzolino como vice. Foi reeleito em 2024 com votos (88,74% dos válidos).
Foi acusado de abuso de poder político por participar de ações sociais do governo estadual em troca de votos na campanha eleitoral de 2018. A acusação fez sua candidatura ser indeferida em 2020; ele concorreu sob recurso, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o registro de sua candidatura após o pleito. Em 2023, o TSE o declarou inelegível por 8 anos, o que foi revertido por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli em março de 2024.
Foi acusado de nepotismo por nomear parentes na prefeitura, inclusive seu primo Vinicius Cozzolino, que foi seu chefe de gabinete na ALERJ e posteriormente se elegeu deputado estadual.
Em 2026, renunciou à prefeitura para concorrer à deputado federal, sendo sucedido por Jamille.
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