thumb|240px|Steve Jobs, fundador da Apple Empreendedorismo é o processo de iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes. É um termo bastante usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo inovações e riscos.

Pessoas como Bill Gates e Steve Jobs são consideradas empreendedoras por terem inovado no ramo da tecnologia, como no desenvolvimento de sistemas operacionais, no caso de Bill Gates.

O empreendedorismo está relacionado com a questão de inovação, na qual há determinado objetivo de se criar algo dentro de um setor ou produzir algo novo. Diversas startups, por exemplo, inovam dentro de um setor existente.

Empreendedorismo na Ciência Econômica As escolas clássica, neoclássica e Keynesiana de economia e, em geral, o dito mainstream econômico dificilmente tratam da existência do empreendedor. Isto se dá por conta do fato de que estas escolas de pensamento econômico tendem, de acordo com Block, Bernett and Wood (2002), a usar o chamado modelo de equilíbrio geral, no qual as empresas estão inseridas num modelo de competição perfeita caracterizada por: homogeneidade nos produtos e serviços, tamanho reduzido das empresas de maneira a serem incapazes de influenciar os preços de mercado e informação completa e disponível para todos os participantes do mercado. Neste tipo de ambiente não há espaço para mudança, para inovação, e assim não há espaço para o empreendedor, salientam os autores:

Apesar disso, e de certa maneira algo controverso, sabe-se que o papel do empreendedor de criar e implementar inovação está no centro de qualquer tipo de modelo econômico que funcione bem a longo prazo. Como diz Schumpeter (1942), ele é o agente responsável pela destruição criativa e portanto, pelo interminável fluxo de novidades e mudanças oferecidas pelas empresas aos consumidores no mercado.

Uma das únicas escolas de economia que de fato estuda o empreendedor é a Escola Austríaca. Nela o empreendedor é considerado o centro da atividade econômica e o agente da mudança (Kirzner, 1997; Salerno, 2008).

Na economia, segundo a tradição austríaca, tudo começa com o valor subjetivo, não importa o que as empresas pensam sobre seus produtos, só os consumidores é que apontarão o valor dos produtos e pagarão por eles de acordo com o valor percebido, conceito este muito ligado à democracia do mercado, como defendia Mises. Como defende Hunt (2002)HUNT, S. Resource-advantage theory and Austrian economics, in Entrepreneurship and the Firm: Austrian Perspectives on Economic Organization, Northampton, MA. Edward Elgar, Nicolai J. Foss and Peter G. Klein, eds., 2002É a subjetividade do valor que faz com que uma vasta gama de produtos e serviços esteja disponível numa economia de livre mercado, produtos estes provenientes das mais diferentes companhias, os nichos emergem e as empresas se apoiam nas inovações para descobrir e especialmente criar novos mercados.

Conceito O conceito "Empreendedorismo" foi popularizado pelo economista Joseph Schumpeter, em 1945, como a base de sua teoria da Destruição Criativa. Segundo Schumpeter, o empreendedor é alguém versátil, que possui as habilidades técnicas para saber produzir, e capitalista, que consegue reunir recursos financeiros, organizar as operações internas e realizar as vendas da sua empresa.Castor, B.V,J., Zugman, F, Dicionário de Termos de Estratégia Empresarial, Editora Atlas, p89-91, 2009 De fato, Schumpeter chegou a escrever que a medida para uma sociedade ser considerada capitalista é saber se ela confia seu processo econômico ao homem de negócios privado.McCraw, T.K., Prophet of Innovation, Harvard University Press, p7-9, 2007

Mais tarde, em 1967, com Kenneth E. Knight, e, em 1970, com Peter Drucker, foi introduzida ao empreendedorismo a ideia da necessidade de arriscar em algum negócio para montar uma organização. Já em 1985, com Gifford Pinchot III, foi introduzido o conceito de intra-empreendedor, ou seja, uma pessoa empreendedora, mas que trabalha dentro de uma organização.Pinchot III, G. (1985). Intrapreneurship. New York, NY: Harper & Row.

Para Frank (1967) e Peter Drucker (1970), o empreendedorismo refere-se a assumir riscos. Schumpeter amplia o conceito, afirmando que "o empreendedor é a pessoa que destrói a ordem econômica existente graças à introdução no mercado de novos produtos/serviços, pela criação de novas formas de gestão ou pela exploração de novos recursos, materiais e tecnologia". Assim, os empreendedores "não são simplesmente provedores de mercadorias ou de serviços, mas fontes de energia que assumem riscos em uma economia em constante transformação e crescimento." (CHIAVENATO, 2007, p.18).

O empreendedor depende intelectualmente da valoração subjetiva, como aparece em Hunt (2002) quando ele defende que, em virtude da fragmentação nos gostos dos consumidores e em virtude da constante mudança nestes gostos, é muito raro ver algumas indústrias com ofertas de fato homogêneas já que a maioria das indústrias sofre com muita fragmentação, o que, por si só, abre as portas para a inovação sob responsabilidade do empreendedor.

A competição como um processo de descoberta (Hayek, 1948)HAYEK, F.A. Individualism and Economic Order, Chicago, IL, University of Chicago Press. 1948. faz com que as empresas aprendam pouco a pouco o que agrada e o que não agrada.

Klein (2008),KLEIN, P. Opportunity Discovery, Entrepreneurial Action, and Economic organization. Strategic Entrepreneurship Journal 2, no. 3: 175–190. 2008. seguindo a visão de Cantillon-Knight-Mises do empreendedorismo como julgamento, aponta que oportunidades também são subjetivas e existem apenas na mente de quem decide, daí pode-se inferir que a visão de Kirzner (1979)KIRZNER, I. Perception, Opportunity, and Proft: Studies in the Theory of Entrepreneurship. Chicago: University of Chicago Press. 1979. do empreendedor como “alerdemota para oportunidades” é incompleta, nem todas as oportunidades existem para serem descobertas, na palavras de Bylund (2011):BYLUND, Per L. The Division of Labor and the Firm. The Quarterly Journal of Austrian Economics 14, No. 2. 2011. Para inovar o empreendedor precisa de recursos, estes estão espalhados na economia e podem até mesmo não existir perfeitamente ainda, é também papel do empreendedor agir para alocar todos os recursos necessários de forma a buscar os resultados desejados.

Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso Robert D. Hisrich, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, "empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal".

Definição

Em 1993, Regina Silvia Pacheco faz um dos primeiros usos da palavra "empreendedorismo" na língua portuguesa, referindo-se às novas estratégias econômicas adotadas, até então, em cidades estrangeiras.

Mario Manhães Mosso, porém, volta à definição original de empreendedor, do grego, "condutor", mostrando que o empreendedorismo tem mais chances de sucesso por meio do empresarismo. Isso quer dizer: não basta o gosto por assumir riscos, é importante um comportamento de empresário, que organiza, planeja e estuda profundamente o assunto para ter uma atividade com sucesso consistente. Por isso ele distingue empreendedorismo de empresarismo e afirma que a mistura é mais saudável e promissora.MOSSO, Mario Manhães. Pequena Empresa e Empreendedorismo – Eternamente Fênix. Rio de Janeiro, Qualitymark, 2010, p. 246.

Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até há pouco tempo. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e menos de 30% concluíram o ensino fundamental; enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade.ARMOND, E. P. R. A. C. Empreendedorismo. IESDE Brasil S. A. Curitiba, 2012. De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor, em 2011, o Brasil tinha 27 milhões de adultos entre 18 e 64 anos que já possuíam ou estavam começando seu próprio negócio – o que representa 1 empreendedor a cada 4 adultos brasileiros. Esses dados levaram o Brasil a uma posição destacada de terceiro país mais empreendedor dentre os 54 países estudados. Outro dado interessante encontrado pelo Ipea, uma agência do governo, é que 37 milhões de trabalhos no Brasil estavam associados a negócios acima de 10 funcionários.<<Um espírito para a empresa>> 13 de Setembro de 2016.

Tipos de empreendedores thumb|Facebook Q&A on Entrepreneurship Os empreendedores podem ser muito diferentes um dos outros. Por conta disso, podemos classificá-los em diversos “tipos” de empreendedores. Isso dificulta a nomeação, porém mostra que qualquer pessoa pode ser um empreendedor independente de suas características. Seguem abaixo vários tipos de empreendedores: Texto explicando sobre tipo de empreendedores no geral.Livro: Empreendedorismo na Pratica. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capitulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 á 16.m

Empreendedor nato Os empreendedores natos (mitológicos), o quais são geralmente os mais conhecidos e reverenciados. Normalmente são pessoas que começaram a trabalhar desde muito cedo, com poucas condições, e acabaram criando grandes empresas. Como desde muito jovens esses empreendedores iniciaram a sua jornada de trabalho, acabaram adquirindo a habilidade de negociação e venda. São visionários, otimistas, estão sempre à frente de seu tempo e comprometem-se 100% para realizar os seus sonhos.Livro: Empreendedorismo na Prática. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capítulo 2 - tipos de Empreendedores, pág. 11 a 16.

Empreendedor que aprende O empreendedor que aprende pode ser caracterizado por ser aquele que, ao se deparar com uma oportunidade de negócio, decide aprender a gerir seu próprio empreendimento. Normalmente são aquelas pessoas que, quando menos esperava, se depararam com uma oportunidade de negócio e tomaram a decisão de mudar o que faziam na vida para se dedicarem ao próprio negócio. Logo, eles caracterizam-se pelo inesperado. Muitas vezes, esse tipo de empreendedor imaginava que seria sempre um empregado e não gostava de assumir riscos; mas, quando surge a oportunidade, ele vê-se entusiasmado. E, então, vem a tomada de decisão, que para esse tipo de empreendedor pode levar um pouco mais de tempo para que ele possa decidir, mas ele acaba assumindo o risco e criando seu próprio negócio, ou fazendo algum tipo de parceria ou sociedade. É o caso clássico de quando a oportunidade “bate na porta”.GONZAGA, Carlos Alberto Marçal. Empreendedorismo e desafios socioambientais. 2015. Um ponto importante a se levantar é que o empreendedor que aprende necessita do surgimento de uma oportunidade. Sua característica é de ter uma maior cautela que os demais empreendedores; e, por isso, quando ele se depara com a oportunidade, ele não assume o risco imediatamente, mas, sim, depois de ver as possibilidades e a viabilidade do negócio ou da ideia.Livro: Empreendedorismo na Prática. Editora: Elsevier Editora Ltda. Ano: 2007. Autor: José Dormelas. Capítulo 2 - tipos de Empreendedores, pag 11 à 16.m

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