BR-116 é uma rodovia longitudinal brasileira que tem início no município de Fortaleza, no estado do Ceará, e termina em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Ao lado da BR-101, é um dos principais eixos rodoviários do país, sendo também a maior rodovia totalmente pavimentada do Brasil, com de extensão.
A BR-116 passa por dez estados, ligando cidades importantes como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. A via é duplicada nas áreas metropolitanas, além de ter sido totalmente duplicada entre Curitiba e o Rio de Janeiro, após a conclusão do trecho denominado Serra do Cafezal no estado de São Paulo na Rodovia Régis Bittencourt.
Apresentado ao Ministério dos Transportes pela Comissão Interministerial do Centenário do Voo do 14-bis, instituída em 10 de março de 2005, para planejar, coordenar e estabelecer ações destinadas às celebrações alusivas ao Centenário do referido voo, proposta para denominar como Rodovia Santos Dumont, do quilômetro zero em Fortaleza até o entroncamento com a BR-040 no Rio de Janeiro. Então, em 23 de outubro de 2006, data do centenário deste feito, foi assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei n° de 2006.
Dentre as denominações regionais que a rodovia recebe estão: Via-Serrana (entre as cidades de Jaguarão e Curitiba); Régis Bittencourt (entre as cidades de Curitiba e São Paulo); Presidente Dutra (entre São Paulo e Rio de Janeiro); Rio–Teresópolis (entre Rio de Janeiro, Teresópolis e Além Paraíba); Rio–Bahia (no trecho em que atravessa o território mineiro); Santos Dumont (entre a cidade de Fortaleza, até o entroncamento com a BR-040, no Rio de Janeiro); General Bento Gonçalves (entre as cidades de Porto Alegre e Jaguarão)
Histórico Concessões (Privatizações) Em 1 de março de 1996, o trecho entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, o mais movimentado do país, chamado de Rodovia Presidente Dutra, foi concedido para a iniciativa privada. No mesmo dia, um trecho de 144 quilômetros, entre os municípios de Duque de Caxias, e Sapucaia, ambos no estado do Rio de Janeiro, foi concedido à CRT, em contrato já encerrado. Atualmente, a empresa Motiva RioSP administra o trecho entre a capital paulista e Seropédica/RJ, enquanto a Ecovias Rio Minas, desde setembro de 2022, administra o trecho da Baixada Fluminense até a cidade mineira de Governador Valadares. O trecho entre Duque de Caxias e Guapimirim é duplicado.
No dia 9 de outubro de 2007, o trecho de São Paulo a Curitiba (Rodovia Régis Bittencourt) foi leiloado pelo governo federal junto com outros trechos de rodovias federais pelo país. O leilão colocou à venda concessões de 25 anos para a exploração de sete trechos de rodovias federais, cerca de 2.600 km. O grupo espanhol OHL arrematou cinco das sete concessões (os outros trechos foram arrematados pelas empresas BR Vias (BR-153/SP) e Acciona (BR-393/RJ). Posteriormente, em 2012, os trechos da OHL, incluindo a Régis Bittencourt e o trecho entre Curitiba e a divisa SC/RS (Planalto Sul), foram assumidos pelo grupo Arteris. No final de julho de 2026, a concessão da Régis Bittencourt foi novamente leiloada, com vitória do grupo EPR, mediante um deságio de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio.
O Consórcio 116 Sertões, formado pelas empresas Mota-Engil e Odebrecht, venceu o leilão referente à concessão do trecho entre as cidades de Salgueiro e Feira de Santana, no fim de maio de 2026.
O trecho entre Feira de Santana e a divisa BA/MG foi administrado pela Via Bahia até maio de 2025. A concessionária começou a operar em outubro de 2009, cobrindo 26 municípios baianos, sendo a cobrança de pedágio iniciada em 7 de dezembro de 2010.
O contrato do trecho administrado pela Triunfo Concepa no Rio Grande do Sul encerrou-se em julho de 2018 e o administrado pela Ecovias Sul, terminou em março de 2026.
Trechos Nordeste thumb|esquerda|Vista aérea da saída de Fortaleza.
A marcação quilométrica inicia-se em Fortaleza, na grande rotatória da avenida Aguanambi, onde fica a praça Manuel Dias Branco, no bairro de Fátima, e reinicia-se em cada estado. Passa pelos municípios de Eusébio, Aquiraz, Itaitinga, Horizonte, Pacajus (onde se inicia o trecho duplicado até Fortaleza, num total de 53,7 quilômetros), Chorozinho, Morada Nova, Russas, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Iracema, Jaguaribara, Jaguaribe, Icó, Baixio, Lavras da Mangabeira e Ipaumirim. Depois, um pequeno trecho da rodovia entra na Paraíba, na zona rural do município de Cachoeira dos Índios, extremo oeste do estado, devido à topografia do local.
Há a entrada da PB-417 que leva a zona urbana do município, além da BR-230, que intersecta a BR-116 em Ipaumirim (CE) e liga a rodovia federal ao município de Bom Jesus (PB). Retornando ao Ceará, a estrada corta os municípios de Barro, Milagres, Abaiara, Brejo Santo, Porteiras, Jati e sai de território cearense pelo município de Penaforte. O percurso no Ceará tem 544,5 quilômetros sendo a saída de Fortaleza duplicada até o km 50 no município de Pacajus e restante do trecho até o km 544,5 rodovia com duas vias em sentido duplo e acostamento em ambos os lados até a divisa do Ceará com o estado de Pernambuco. Após a divisa com o Ceará, a BR-116 entra no estado de Pernambuco por Salgueiro, passando pelos municípios de Belém de São Francisco e Cabrobó, chegando assim à Bahia.
No estado da Bahia a BR-116 passa pelos municípios de Abaré, Chorrochó, Macururé, Canudos, Euclides da Cunha, Tucano, Araci, Teofilândia, Serrinha, Lamarão, Santa Bárbara, Feira de Santana, Santo Estêvão, Rafael Jambeiro, Itatim, Milagres, Brejões, Nova Itarana, Santa Inês, Irajuba, Jaguaquara, Jequié, Manoel Vitorino, Boa Nova, Poções, Planalto, Vitória da Conquista e sai do estado pelo município de Cândido Sales. No município de Jaguaquara encontra-se a Serra do Mutum, ladeira perigosa onde ocorrem muitos acidentes. A concessionária que administrava o trecho entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais até maio de 2025 era a Via Bahia. Deformidades podem ser encontradas nos arredores de Feira de Santana, o qual prevê-se a adequação da pista. A tão esperada duplicação terá 427 quilômetros.
Sudeste thumb|BR-116 em Minas Gerais. thumb|Trecho da BR-116 na Região Serrana do Rio de Janeiro.
No estado de Minas Gerais, a BR-116 passa pelos municípios de Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira de Pajeú, Pedra Azul, Medina, Itaobim, Ponto dos Volantes, Padre Paraíso, Caraí, Catuji, Teófilo Otoni, Itambacuri, Campanário, Jampruca, Frei Inocêncio, Matias Lobato, Governador Valadares, Alpercata, Engenheiro Caldas, Tarumirim, Dom Cavati, Inhapim, Ubaporanga, Caratinga, Santa Rita de Minas, Santa Bárbara do Leste, Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Orizânia, Fervedouro, São Francisco do Glória, Miradouro, Muriaé, Laranjal, Leopoldina e Além Paraíba. O trecho entre a divisa MG/BA e a cidade de Governador Valadares foi assumido pela concessionária Ecovias das Gerais em junho de 2026. Entre esta cidade e Seropédica/RJ, a responsabilidade é da Ecovias Rio Minas, como já dito anteriormente.
A BR 116 entra no estado do Rio de Janeiro pelo município de Sapucaia (trecho mais "solitário" da estrada; poucos caminhões trafegam), seguindo por São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias (onde termina o trecho denominado Rodovia Santos-Dumont), Rio de Janeiro (onde se inicia o trecho denominado Rodovia Presidente Dutra), São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita (servindo de divisa entre esses dois municípios), Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Itaguaí, Paracambi (servindo de divisa entre esses dois municípios), Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Porto Real, Resende, Itatiaia e novamente Resende, já na divisa com São Paulo. O trecho entre os km 0, na divisa com Minas Gerais, e o km 144,5, no entroncamento com a Rodovia Washington Luiz (BR-040), é denominada Rodovia Santos Dumont. O trecho entre o km 163, na Avenida Brasil e o km 333,9 na divisa com São Paulo é denominada Rodovia Presidente Dutra. Trechos concedidos: Ecovias Rio Minas, desde MG até Seropédica e a Motiva RioSP, de Seropédica (Km 214,7) até o estado de São Paulo.
Entre o km zero e a Marginal Tietê é a continuação da Rodovia Presidente Dutra. A partir do município de São Paulo em direção a Curitiba, é a rodovia Régis Bittencourt, onde passa por grandes trechos de Mata Atlântica preservada. Corta as seguintes cidades dentro do estado de São Paulo: Queluz, Lavrinhas, Cruzeiro, Silveiras, Cachoeira Paulista, Canas, Lorena, Guaratinguetá, Aparecida, Roseira, Pindamonhangaba, Taubaté, Caçapava, São José dos Campos, Jacareí, Guararema, Santa Isabel, Arujá, e Guarulhos, além da Capital Paulista. (no trecho entre a divisa SP/RJ e São Paulo, denominado Rodovia Presidente Dutra). Já no trecho entre São Paulo e a divisa com o Paraná (Rodovia Régis Bittencourt), corta as cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Miracatu, Juquiá, Registro, Pariquera-Açú, Jacupiranga, Cajati e Barra do Turvo. Trechos concedidos: CCR Nova Dutra (divisa com o Rio de Janeiro até São Paulo) e Autopista Régis Bittencourt (de Taboão da Serra até a divisa com o Paraná).
Sul thumb|esquerda|BR-116 em Santa Catarina. thumb|esquerda|BR-116 em Canoas, Rio Grande do Sul. No Paraná, inicia-se com o nome de Rodovia Régis Bittencourt na divisa com São Paulo, atravessando os municípios de Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Colombo e Pinhais. Entrando em Curitiba, em que há uma interrupção, torna-se BR-476 (Linha Verde) que vai do bairro Atuba ao bairro Pinheirinho. Já no bairro Tatuquara a rodovia volta ao seu trecho principal, passando pelos municípios de Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Quitandinha, Campo do Tenente, entroncando-se com a PR-427 que liga o município à Lapa, e Rio Negro, já na divisa com Santa Catarina. Trechos concedidos: Autopista Régis Bittencourt (divisa com São Paulo até Curitiba) e Autopista Planalto Sul (de Curitiba até a divisa PR/SC).
Chegando ao estado de Santa Catarina, a BR-116 se inicia em Mafra (divisa com o Paraná), entroncando-se com a BR-280, que liga a rodovia às cidades de Três Barras, Canoinhas, e Porto União, mais adiante a BR-116 entronca-se com a SC-419, entrada para a cidade de Itaiópolis. Passa pelos municípios de Papanduva, onde logo a frente há um entroncamento com a SC-477 que também liga a rodovia à cidade de Canoinhas. Segue passando pelos municípios de Monte Castelo e Santa Cecília, sendo próximo a este município o ponto mais alto em toda a sua extensão, somando-se 1.268 metros acima do nível do mar. Passa ainda pelo município de Ponte Alta do Norte. Entronca-se no município de São Cristóvão do Sul com a BR-470, em que dá acesso à cidade de Curitibanos e continua, passando pelo município de Correia Pinto. Mais a frente, já no município de Lages se entronca com a BR-282 que liga Lages à Florianópolis. Depois, segue em direção ao município de Capão Alto, já na divisa com o Rio Grande do Sul. Trecho concedido: Autopista Planalto Sul (de Mafra na divisa SC/PR até a divisa SC/RS em Lages).