Mânio Valério Voluso Máximo () foi um político da gente Valéria nos primeiros anos da República Romana. Foi nomeado ditador em 494 a.C. durante a Primeira secessão da plebe em 494 a.C.. Era filho de Marco Valério Voluso, cônsul em 505 a.C., e irmão de Lúcio Valério Potito, cônsul em 483 e 470 a.C., ou irmão do mesmo Voluso e também de Públio Valério Publícola, o fundador da República Romana.Lívio, Ab urbe condita, II 30
Nomeação Durante o período de descontentamento popular em Roma e que levou à Primeira secessão da plebe em 494 a.C., volscos, sabinos e équos resolveram atacar Roma simultaneamente. Os cônsules precisavam alistar muitos novos soldados para dar andamento à guerra, mas a plebe se opôs. Para resolver o impasse, o ex-ditador Tito Lárcio propôs que se proibisse, durante a guerra, o confisco de propriedades de um devedor, soldado ou não, uma proposta semelhante à feita por Públio Servílio no ano anterior. Porém, Ápio Cláudio se opôs, exigindo que a autoridade consular fosse respeitada. Por isso, ele pede a nomeação de um ditador, cuja autoridade é inquestionável, para domar a plebe.Lívio, Ab Urbe Condita II, 29 Segundo Lívio, o Senado ficou relutante em nomear Mânio Valério, sobrinho de Públio Valério Publícola, para o posto, mas acabou cedendo. Logo em seguida ele nomeou Quinto Servílio Prisco Estruto como seu mestre da cavalaria.Broughton 1951, p. 14Dionísio de Halicarnasso, Antiguidades Romanas VI, 40, 1
Assuntos militares O novo ditador imediatamente publicou um édito similar ao de Públio Servílio em 495 a.C. e obteve o mesmo resultado: um grande exército foi alistado, especialmente entre os devedores. Com o povo parcialmente acalmado, mesmo tendo criado um ditador, pois ele era da família de Publícola, que continuava popular mesmo depois de sua morte. Dez legiões (cerca de ) foram formadas, o maior número até então. Quatro delas foram entregues ao ditador para que ele lidasse com os sabinos, considerada a mais séria das três ameaças militares. Três foram entregues a cada um dos cônsules: a Aulo Vergínio Tricosto Celimontano para enfrentar os volscos e a Tito Vetúrio Gêmino Cicurino para enfrentar os équos.
Valério marchou com seu exército para enfrentar os sabinos e venceu-os, recebendo um triunfo como recompensa. Além disso, ele foi homenageado com uma cadeira curul no Circo Máximo para ele e seus descendentesLívio, Ab urbe condita, II 31 e um triunfo.
Secessão da plebe
Depois do retorno dos exércitos a Roma, Valério requisitou que o Senado lidasse com o assunto das dívidas da plebe que afligia o povo, mas não teve sucesso. Enfurecido, declarou:
Ele renunciou ao posto e foi para casa, recebido com grande aplauso pelo povo.
Bibliografia
Categoria:Romanos antigos do século V a.C. Categoria:Romanos antigos do século VI a.C. Categoria:Mortos no século V a.C. Categoria:Nascidos no século VI a.C. Categoria:Ditadores romanos Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Valerii Categoria:Guerras romano-sabinas