Adlène Hicheur (Setife, 4 de dezembro de 1976, The Times, 13 October 2009) é um físico de partículas de nacionalidades argelina e francesa,, Center for Strategic and International Studies, October 2009 foi professor no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Hicheur fora preso na França em 2009 após a polícia interceptar e-mails entre ele e a organização terrorista Al-Qaida no Magrebe, da Argélia,, Le jour d'Algérie, 17 October 2009 nos quais ele se colocara a disposição do grupo terrorista para “Trabalhar no seio da casa do inimigo central e esvaziar o sangue de suas forças”.

O julgamento de Hicheur ocorreu em 2012, em Paris.Chris Hanlon (March 29, 2012)." Ele ficou preso até maio de 2012, quando foi sentenciado a cinco anos de prisão por planejar ataques terroristas Em 15 de maio ele foi solto e decidiu não recorrer da sentença. À época foi feita uma campanha por amigos e colegas em defesa de Hicheur e o caso foi comparado pela imprensa da Argélia ao de Lotfi Raissi, suspeito de terrorismo posteriormente libertado sem provas.

Após reportagens da revista Época, Hicheur passou a ser perseguido pela imprensa brasileira.

Posteriormente o jornal O Globo, do mesmo grupo empresarial da Época, informou que o caso de Adlène estava sendo acompanhado pelo Itamaraty e pelos Ministérios da Educação e da Justiça. Nas investigações da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência, sob segredo de justiça e reveladas pela revista, a perícia criminal não encontrou provas contra o professor. Segundo o jornal os policiais informaram que não encontraram nada que ligasse Hicheur a atividades ilegais. Na mesma reportagem O Globo informou que a investigação se iniciou após uma reportagem da CNN em espanhol, que entrevistou os frequentadores de uma mesquita no bairro da Tijuca sobre o Massacre do Charlie Abdou e levou a Polícia Federal a investigar Adlène.

Em julho de 2016, o pedido para renovar o visto de trabalho dele foi negado. Segundo uma nota do Ministério da justiça emitida no dia 15, dada a conveniência ao interesse nacional e tendo falta documentação válida para trabalhar, a polícia federal escoltou ele até o aeroporto internacional do Galeão. A deportação de Adlène Hicheur para a França ocorreu no dia 16.

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