Badre ibne Abedalá Alhamami (), também conhecido como Badre Alquibir (; ), foi um general que serviu os tulúnidas e depois o Califado Abássida. Originalmente um escravo grego, foi libertado por Amade ibne Tulune e tornar-se-ia um distinto oficial militar, envolvendo-se na supressão dos raides cármatas liderados contra a Síria. Com a derrocada do Reino Tulúnida com a morte de Harune ibne Cumarauai, desertou para o Califado Abássida, onde serviria como general e governador até sua morte em 923.
Vida
thumb|Dinar de ouro de Cumarauai
De origem grega, Badre foi originalmente um escravo do fundador do regime tulúnida, Amade ibne Tulune, que mais tarde libertou-o. Em setembro de 893, junto com , e o governador de Tarso, Amade ibne Tugane Alujaifi, Badre liderou uma expedição contra o Império Bizantino, alcançando tão longe quanto al-Balacisum (al-Balacsum; não identificada, possivelmente a Telmesso cária ou lícia). Após a morte de Cumarauai, filho de ibne Tulune, em 896, muitos oficiais tulúnidas deixaram o Egito e desertaram para os abássidas. Badre ficou para trás, e foi classificado, junto de Faique e Safi, como um dos principais comandantes; cada um deles comandando uma porção do exército, foram capazes de forçar o governo tulúnida a entregar a receita necessária para continuar pagando suas tropas, cuja total lealdade eles assim asseguraram. Consequentemente eles, e Badre em particular, estiveram entre os principais rivais de Maomé ibne Aba, que atuou como regente do infante emir Harune ibne Cumarauai.
thumb|esquerda|Dinar de Harune emitido em Alepo em 896/897 thumb|esquerda|Dinar do califa Almoctafi
Em 902, liderou um exército de alívio do Egito para confrontar os cármatas sob Saíbe Anaca, que havia atacado a Síria e sitiado Tugueje ibne Jufe em Damasco. Os dois comandantes tulúnidas lutaram com os cármatas diante dos portões da cidade e conseguiram matar o líder cármata, muito embora perderam a peleja. Anaca foi sucedido por seu irmão Saíbe Axama, que assolou muito da Síria em 902–903. Em algum momento antes do final de agosto de 903, contudo, conseguiu uma grande vitória contra os cármatas, matando muitos e repelindo o resto para o deserto. Esse evento é apenas conhecido através dum despacho enviado para Bagdá, brevemente mencionado por Atabari. Esse sucesso foi logo seguido por uma vitória decisiva do exército abássida na Batalha de Hama em novembro, que levou à captura e execução de Axama e os líderes cármatas seniores.
No outubro de 904, os abássidas sob Maomé ibne Solimão Alcátibe lançou uma campanha para recuperar o Egito e terminar o regime tulúnida. Quando Maomé chegou nas fronteiras do Egito em novembro, Badre dirigiu-se contra ele. A deserção da maioria dos comandantes seniores foi logo seguida por outros oficiais tulúnidas, e quando Harune ibne Cumarauai foi morto por um de seus homens, o regime colapsou na anarquia, e Maomé entrou em Fostate sem oposição. Agora em serviço abássida, em agosto de 905, Badre recebeu túnicas de honra do califa Almoctafi e foi enviado como representante e conselheiro de outro comandante, Fatique, para confrontar a rebelião de um antigo oficial tulúnida, , que capturou grande parte do país junto de Fostate.
Em 914, foi governador de Pérsis. Após o assassinato do emir samânida Amade ibne Ismail e a ascensão de seu filho infante, o regime samânida foi enfraquecido. Badre usou a oportunidade para reafirmar o controla abássida sobre o Sistão, enviou Alfadle ibne Hamide lá como seu representante. Esse sucesso, entretanto, foi de curta duração e a província logo caiu nas mãos de guerreiros locais até a emergência de Catir ibne Amade como seu governante em 917. Em outubro de 917, Badre foi colocado no comando de homens e enviado para perseguir o líder rebelde e seus seguires curdos próximo de Ispaã. Badre morreu em 923.
Referências
Bibliografia
Categoria:Nascidos no século IX Categoria:Generais tulúnidas Categoria:Generais de Almoctafi Categoria:Governadores do Califado Abássida Categoria:Muçulmanos envolvidos nas guerras bizantino-árabes Categoria:Bizantinos do século IX Categoria:Bizantinos do século X