Berta Isabel Cáceres Flores (La Esperanza, ,En memoria de Berta Cáceres: una mujer e indígena excepcional.". Diario El País (Espanha) (em espanhol). Publicado 04/03/2016 1972 "Berta Cáceres, hondureña que entregó su vida en defensa del ambiente" Diario de La Prensa. Publicado a 03/03/2016 ou 1973"Berta Cáceres festejaría hoy su cumpleaños" Diario La Prensa (em espanhol) Publicado a 03/03/2016 – La Esperanza, 2 de março de 2016) (The Executive Summary in English) foi uma ativista ambiental hondurenha, líder indígena do seu povo (lenca),Redacción/EFE. "Matan a Berta Cáceres, líder indígena hondureña". Diario La Prensa. Publicado a 03/03/2016. cofundadora e coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH)."To Defend the Environment, Support Social Movements Like Berta Cáceres and COPINH". Publicado a 03/03/2016."Berta Cáceres: "Green Nobel." Also, Galeano on The Right to Delirium.". Publicado a 03/03/2016."Cáceres, Threatened Honduran, Wins Biggest Enviro Award". Radio Free. Publicado a 0303/2016. Ela ganhou o Prêmio Goldman de Meio Ambiente, em 2015, por uma campanha que, com sucesso, pressionou o maior construtor de barragens para retirar a Barragens Agua Zarca do Rio Gualcarque.

Ela foi assassinada em sua casa por homens armados, depois de anos de ameaças contra a sua vida.Berta Cáceres - Goldman Environmental Foundation". Goldman Environmental Foundation. Publicado a 04/03/2016 Doze defensores do meio ambiente foram mortos em Honduras, em 2014, de acordo com a pesquisa Global Witness, o que o torna o mais perigoso do país no mundo, em relação ao tamanho da sua população, para ativistas pela proteção das florestas e rios.

Início da vida Berta Cáceres nasceu no grupo étnico mesoamericano Lenca, em La Esperanza (Intibucá), em Honduras."Threats, attacks and intimidation against Berta Cáceres Flores". BertaCaceres.org. Ela cresceu na década de 1970, durante um momento de grande agitação civil e de violência na América Central. Sua mãe, Berta Flores foi um real modelo do humanitarismo: ela era uma obstetriz e ativista social, que acolhia e cuidava de refugiados de El Salvador.Malkin, Elisabeth; Arce, Alberto (03/03/2016)."Berta Cáceres, Indigenous Activist, Is Killed in Honduras".The New York Times. ISSN 0362-4331. Publicado a 04/03/2016

Ativismo Em 1993, como ativista estudantil, Cáceres co-fundou o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), uma organização de apoio a indígenas de Honduras.Xiomara Orellana (3 March 2016). "Berta Cáceres, un ícono étnico que les dio voz a los indígenas". La Prensa (Honduras). Publicado a 04/03/2016. liderou campanhas em uma ampla variedade de questões, incluindo o protesto contra a extração ilegal de madeira, contra a plantação com recurso a escravos, e contra a presença de bases militares em território Lenca."Honduran Indigenous Leader Berta Cáceres Assassinated, Won Goldman Environmental Prize". Democracy Now!. Publicado a 04/03/2016"Honduran environmentalist Berta Cáceres murdered, family says". The Tico Times | Costa Rica News. Publicado a 04/03/2016 Ela apoiou o feminismo, os direitos LGBT, bem como inúmeras questões indígenas.

Em 2006, um grupo de indígenas Lenca do Río Blanco pediu a Cáceres para investigar a recente chegada de equipamentos de construção à sua área."Council of Indigenous and Popular Organizations of Honduras (COPINH) (via Rights Action) | Cultures of Resistance". culturesofresistance.org. Publicado a 04/03/2016 Cáceres investigou devidamente a situação e informou a comunidade de que um empreendimento conjunto entre a empresa Chinesa Sinohydro, o International Finance Corporation ligada ao Banco Mundial, e a Desarrollos Energéticos, S.A., empresa de Honduras, para a construção de uma série de quatro barragens hidrelétricas no rio Gualcarque. Os responsáveis pelo projeto violaram um direito internacional ao não consultarem a população local durante o desenvolvimento do projeto.Watts, Jonathan (2015-04-19). "Honduran indigenous rights campaigner wins Goldman prize". The Guardian.ISSN 0261-3077. Publicado a 04/03/2016 Deste modo, o povo Lenca estava preocupado que as barragens comprometessem o acesso a água, alimentos, materiais médicos e, portanto, ameaçassem o seu modo de vida tradicional. Cáceres trabalhou em conjunto com a comunidade para montar uma campanha de protesto, ela organizou ações legais e reuniões com a comunidade contra o projeto, e levou o caso àComissão interamericana de Direitos Humanos."International condemnation of the murder of indigenous leader Bertha Cáceres in Honduras".  Transnational Institute, 4 de março de 2016. Publicado a 04/03/2016.

A partir de 2013, Cáceres liderou a COPINH e a comunidade local, em protesto no local de construção para impedir que as empresas acedessem à terra, agentes de segurança removeram manifestantes do local. Em 15 de julho de 2013, militares hondurenhos abriram fogo contra os manifestantes, matando um membro do COPINH e ferindo outros três. A comunidade queixou-se frequentemente de ameaças e de assédio por parte de colaboradores da empresa, guardas de segurança e militares. Em maio de 2014, os membros do COPINH foram atacados em dois novos incidentes separados, que resultaram em dois membros mortos e três feridos graves.

No final de 2013, tanto a Sinohydro como a International Finance Corporation abandonaram o projeto devido aos protestos do COPINH. No entanto, a Desarrollos Energéticos (DESA) deslocou o local de construção de modo a evitar o bloqueio. Outros empreendedores locais passaram a apoiar o projeto. Foram apresentados processos de crime contra Cáceres e outros dois líderes indígenas por "usurpação, coerção e danos continuos" pelos seus papéis no protesto, que foi acusado de ter incitado outros a causar danos à empresa. Em resposta às acusações, a Anistia Internacional afirmou que, se os ativistas fossem presos, a Anistia Internacional considerá-los-ia prisioneiros de consciência. Dezenas de organizações regionais e internacionais exortaram o governo de Honduras para deixar de criminalizar a defesa dos direitos humanos e para investigar as ameaças contra os defensores dos direitos humanos. Em 20 de fevereiro de 2016, mais de 100 manifestantes foram detidos pela segurança enquanto protestavam, e as ameaças contra a sua organização começaram a aumentar.

Ameaças e Questões de direitos humanos A Comissão Interamericana de Direitos Humanos incluiu "Bertha Cáceres" (sic), em 28 de junho de 2009, na lista de pessoas ameaçadas durante o golpe de estado hondurenho de 2009 por causa das ameaças que foram feitas contra ela. No dia seguinte, o IACH emitiu as chamadas "medidas cautelares (MC 196-09)" em defesa dela e de outros ativistas, tendo relatos de que as forças militares tinham cercado sua casa.

Em 2013, Cáceres disse à Al Jazeera:O exército tem uma lista de assassinatos de 18 lutadores pelos direitos humanos com meu nome no topo. Eu quero viver, há muitas coisas que eu ainda quero fazer neste mundo, mas eu nunca considerei desistir de lutar pelo nosso território, por uma vida com dignidade, porque a nossa luta é legítima. Eu tomo muitos cuidados, mas no final, neste país, onde há total impunidade, eu sou vulnerável... Quando eles quiserem me matar, eles vão fazer isso.Durante a campanha contra a barragem, Cáceres e outros organizadores eram frequentemente intimidados pelos militares. Em uma ocasião, eles foram parados e o seu veículo foi revistado. Enquanto viajavam para o Rio Blanco, Cáceres afirmou que, durante esta paragem, uma arma foi colocada no veículo, os organizadores foram presos por envolvimento no uso de armas e passaram a noite detidos na prisão. O tribunal colocou Cáceres sob medidas preventivas, forçando-a a entrar no tribunal, todas as semanas, impedindo, desta forma, que ela pudesse sair do país. As medidas foram mantidas em vigor até que o caso foi arquivado em fevereiro de 2014.

Os registos do tribunal a partir de 2014, divulgado em maio de 2016, mostraram que "o governo e a DESA várias vezes catalogaram Cáceres e seus colegas como violentos, anarquistas que aterrorizavam a população por meio de seus protestos, [...] a usurpação, a coerção e danos contínuos e até mesmo a tentar enfraquecer a ordem democrática." Uma das expressões favoritas de Berta era "Eles estão com medo de nós porque não temos medo deles", de acordo com Gustavo Castro Soto.

Honra Em 2012, Cáceres foi premiada com o Prêmio Shalom pela Sociedade de Justiça e Paz, na Universidade Católica de Eichstätt-Ingolstadt. Em 2014, foi indicada como finalista no prêmio Linha de Frente de Defensores. Em 2015, ela recebeu o Prêmio Goldman de Meio Ambiente Em abril de 2015, a organização internacional de direitos humanos Global Witness destacou o caso de Cáceres como emblemático para os graves riscos enfrentados pelos ativistas ambientais em Honduras. Este país tinha o maior número de assassinatos de defensores ambientais per capita no mundo.

Morte Cáceres foi morta a tiros em sua casa por homens armados na noite de 2 de março de 2016. O ativista mexicano ambientalista Gustavo Castro Soto também foi ferido, com dois tiros, um na bochecha e outro na mão. Gustavo tinha chegado em La Esperanza um dia antes de uma reunião com 80 outras pessoas "para discutir alternativas para o projeto hidro-eléctrico". Berta convidou-o para ficar em sua casa para a noite, "uma vez que o seu lugar tinha uma melhor conexão à internet de que o seu alojamento".

Ele disse:Eu estava a trabalhar numa apresentação quando ouvi um estrondo. Eu pensei que algo tinha caído, mas quando Berta gritou, 'Quem está aí?', eu sabia que algo mau se passava e que era o fim. [...] Quando o assassino chegou, eu cobri o meu rosto. Ele estava a três metros de distância. Movi-me quando ele disparou e a bala passou o meu ouvido. Ele pensava que me tinha matado. É um milagre ter sobrevivido.Sob as assim chamadas "medidas de precaução", recomendadas pela Comissão interamericana de Direitos Humanos, o governo de Honduras foi encarregado de proteger Cáceres. Porém, no dia da sua morte, ela não estava sob nenhuma proteção. O ministro de segurança hondurenho disse que ela não se encontrava no lugar que ela identificou como sua casa, pois se havia mudado recentemente para uma nova casa em La Esperanza.Berta Cáceres, Honduran environment and human rights activist, murdered Published by The Guardian, 3 March 2016

Cáceres deixou quatro filhos, Olivia Zúñiga Cáceres, Berta Zúñiga Cáceres, Laura Zúñiga Cáceres e Salvador Edgardo Zúñiga Cáceres, além do seu ex-marido e co-líder, Salvador Zúñiga. Antes de seu assassinato, Cáceres acusou Hillary Clinton de ter parcela de responsabilidade pelo golpe de estado das Honduras:"O retorno do presidente, Mel Zelaya, tornou-se um problema secundário. Iam haver eleições em Honduras. E aqui, ela, Clinton, reconheceu que eles não permitiram Mel Zelaya retornar à presidência. Iam haver eleições. E a comunidade internacional—funcionários, o governo e a grande maioria— aceitou isso, mesmo tendo sudi avisado que ia ser muito perigoso e que permitiria uma barbaridade, não só em Honduras, mas no resto do continente. E nós temos sido testemunhas disso."Clinton afirmou que o seu método para lidar com a situação foi a melhor para o povo hondurenho, embora Honduras ocupe, atualmente, o top do Banco Mundial para a lista dos países com a maior taxa de homicídios intencionais.

Reações Berta Isabel Zúñiga Cáceres, filha de Berta Cáceres, disse numa entrevista que acreditava que a empresa que queria construir a Barragem Agua Zarca era a responsável pela morte de sua mãe. Ela disse que é "muito fácil pagar a pessoas para cometerem assassinatos nas Honduras, mas aqueles que estão por detrás disso são as pessoas poderosas com dinheiro e um sistema que lhes permite cometer esses crimes" e que "eles tinham pago assassinos em várias ocasiões para matá-la".